Bem-vindo: Jan 22, 2018 23:40

Mar 09, 2011 21:20
Alfieri Estreante
Mensagens: 2
Previdência Social e Previdência Privada
Alfieri
Registrado em:
Mar 07, 2011 13:51
 
 
Pessoal trabalhei 6 anos com Previdência do Itaú e 2 anos e meio com a do Bradesco.
Esses bancos cobram taxa de carregamneto alta na entrada ( no momento da aplicação ).
O Itaú não cobra carregamento na saída e o Bradesco ultimamente está cobrando entre 0,5% e 0,3%.
Bradesco e Itaú possuem as maiores reservas de Previdência Privada Aberta.
Geralmente seguradoras não ligadas a banco ( Sulámerica, Icatu e Porto Seguro para citar algumas ) não cobram taxa de carregamento na entrada, somente na saída ( alta por sinal, se o resgate for a curto e médio prazo ), chegando a zerar no longo prazo ( que é o objetivo destes planos ).
Quanto a taxa de administração é sempre negociável dependendo do valor aplicado.
Vou colocar as tabelas de carregamento de cada seguradora citada.

Mar 11, 2011 23:53
Alfieri Estreante
Mensagens: 2
Alfieri
Registrado em:
Mar 07, 2011 13:51
 
 
ITAÚ

Imagem

A taxa de administração varia conforme valor aplicado e vai de 4% até 1%.

Jun 06, 2011 12:57
AAZC invest Estreante
Mensagens: 2
Investimento em PP Offshore
AAZC invest
Registrado em:
Mai 31, 2011 17:57
 
 
Eu trabalho com investimentos em PP Offshore.
Atualmente é uma das melhores formas de garantir uma renda futura com baixo custo de ADM e rentabilidade superior as do Brasil ( Poupança e PP ).
Os investidores podem optar por papeis de varios niveis de aplicação, que vão de Conservadores a Agressivos.

Estou a sua inteira disposição auxiliar nas duvidas e sugestões.

Jun 16, 2011 19:02
Forever Forista Assíduo
Mensagens: 192
Avatar do usuário
Registrado em:
Mai 20, 2011 16:51
 
 
Estou com uma duvida e gostaria da opinião de outras pessoas. Vamos supor uma seguinte situação (me corrijam se eu estiver errado em algum ponto):

Plano de Previdência PGBL
Taxa de carregamento pós-fixada (podendo chegar a 0% de acordo com o tempo de permanência)
Taxa de adm. dos fundos de 2% a.a.
Tributação regressiva (10% após 10 anos)
Renda bruta anual do contratante: R$100.000,00 (assalariado, com IR na fonte)
Contribuição (12%): R$12.000,00

Nessa situação, na declaração do IR do ano seguinte (formulário completo, desconsiderando outras despesas), esta pessoa receberá a titulo de restituição de IR, aproximadamente R$3.300,00 (27,5% de R$12.000,00).

Pegando esta contribuição isoladamente, daqui a 10 anos, se ele resgatar o valor contido no plano, ele pagará 10% sobre o saldo total, pois se trata de PGBL. Assim, teríamos:

Saldo: R$12.000,00 (estou desconsiderando os rendimentos do fundo, só pra facilitar as contas e pq o meu foco é a tributação nesse momento)
IR (alíquota de 10%): R$1200,00
RESGATE: R$10.800,00.

Assim, como ele restituiu R$3.300,00 e, no final, pagou só R$1200,00, podemos afirmar que esta pessoa pagou menos IR do que se não tivesse o plano.

Se eu estiver correto no meu raciocínio, esta é a grande vantagem do PGBL. Agora, resta saber se tal vantagem fiscal supera um rendimento inferior, uma vez que os fundos dos planos de previdência sempre possuem taxas de administração altas. Esse é o ponto mais importante e difícil de esclarecer.

As restituições sucessivas de IR podem ser reaplicadas ano a ano, diminuindo a quantidade de dinheiro oriundo do salário do investidor.

Somando a vantagem fiscal e os juros que eu desconsiderei no exemplo, acho que o PGBL, nesse caso, seria uma boa opção. Isto sem considerar outros aspectos psicológicos (que são muito pessoais), como disciplina pra investir mensalmente uma quantia certa, etc.

E aí, o que vc acham?

Jul 20, 2011 0:42
rfa1978 Forista Assíduo
Mensagens: 557
Avatar do usuário
Registrado em:
Dez 19, 2007 17:03
 
 
Forever escreveu:Estou com uma duvida e gostaria da opinião de outras pessoas. Vamos supor uma seguinte situação (me corrijam se eu estiver errado em algum ponto):

Plano de Previdência PGBL
Taxa de carregamento pós-fixada (podendo chegar a 0% de acordo com o tempo de permanência)
Taxa de adm. dos fundos de 2% a.a.
Tributação regressiva (10% após 10 anos)
Renda bruta anual do contratante: R$100.000,00 (assalariado, com IR na fonte)
Contribuição (12%): R$12.000,00

Nessa situação, na declaração do IR do ano seguinte (formulário completo, desconsiderando outras despesas), esta pessoa receberá a titulo de restituição de IR, aproximadamente R$3.300,00 (27,5% de R$12.000,00).

Pegando esta contribuição isoladamente, daqui a 10 anos, se ele resgatar o valor contido no plano, ele pagará 10% sobre o saldo total, pois se trata de PGBL. Assim, teríamos:

Saldo: R$12.000,00 (estou desconsiderando os rendimentos do fundo, só pra facilitar as contas e pq o meu foco é a tributação nesse momento)
IR (alíquota de 10%): R$1200,00
RESGATE: R$10.800,00.

Assim, como ele restituiu R$3.300,00 e, no final, pagou só R$1200,00, podemos afirmar que esta pessoa pagou menos IR do que se não tivesse o plano.

Se eu estiver correto no meu raciocínio, esta é a grande vantagem do PGBL. Agora, resta saber se tal vantagem fiscal supera um rendimento inferior, uma vez que os fundos dos planos de previdência sempre possuem taxas de administração altas. Esse é o ponto mais importante e difícil de esclarecer.

As restituições sucessivas de IR podem ser reaplicadas ano a ano, diminuindo a quantidade de dinheiro oriundo do salário do investidor.

Somando a vantagem fiscal e os juros que eu desconsiderei no exemplo, acho que o PGBL, nesse caso, seria uma boa opção. Isto sem considerar outros aspectos psicológicos (que são muito pessoais), como disciplina pra investir mensalmente uma quantia certa, etc.

E aí, o que vc acham?


Se você considerar uma contribuição única e o saque após 10 anos... concordo com o seu raciocínio.

Tenho estudado muito o assunto, pois pretendo fazer um plano de previdência muito em breve.

O grande lance da tributação regressiva é o seguinte: após 10 anos incidirá a alíquota de 10% apenas sobre as parcelas pagas há mais de 10 anos. Vamos vamos supor que vc contribua com o plano já há 15 anos e tenha optado por tributação regressiva. Neste caso, somente o primeiros 5 anos de contribuição serão tributados com alíquota de 10%. O valor das parcelas do sexto, sétimo e oitavo anos será tributado pela segunda faixa que é de 15% (8 a 10 anos)... e assim por diante. Ou seja, os últimos dois anos de contribuição serão tributados à alíquota de 35%!! Por este motivo é que não sei dizer qual dos dois modelos de tributação é melhor.

Sobre os produtos disponíveis no mercado, encontrei recentemente um produto da Porto Seguro que tem taxa de administração 1% e taxa de carregamento 0 após 5 anos. Acredito que sejam bons valores de taxas pelo que tenho visto no mercado. Só fiquei meio cabreiro pelo fato de ser a Porto Seguro. Sei que é uma grande empresa... sólida... mas quem sabe se ela irá existir daqui a 30 anos? Dúvida cruel... hehehehe...

Outro aspecto para o qual chamo a atenção dos colegas que busquem informação relevante sobre o assunto é o seguinte:

A TAXA DE ADMINISTRAÇÃO é a pior vilã dos planos de previdência privada. Só para vocês terem uma idéia, segue exemplo:

Contribuição mensal: 1.000,00
Tempo de contribuição: 30 anos (360 meses)
Taxa de administração: 2 % a.a
Taxa de carregamento: 5 % (por contribuição)

Neste exemplo teríamos aproximadamente:

Valor total investido: 342.000,00
Valor total acumulado: 930.293,00 (valor investido mais juros de 30 anos)

Valor gasto com taxas de carregamento: 18.000,00
Valor gasto com a taxa de administração: 268.163,39

Vejam que no exemplo eu coloquei uma taxa de carregamento muito maior do que a de administração. Ainda assim, ao final do plano, o valor gasto com taxa de administração é muito maior (cerca de 14 ou 15 vezes) do que foi gasto com taxa de carregamento.

Vi numa mensagem anterior um colega falando que tinha um plano do Bradesco com taxa de administração de 3%!! Uma taxa dessas gera um efeito absurdo (redução do saldo acumulado) após os vários anos de plano.

É isso aí. Vamos ver se o tópico revive para trocarmos idéias sobre este assunto.

Se eu estiver enganado sobre o que escrevi acima me corrijam por favor!

Jul 20, 2011 11:02
AAZC invest Estreante
Mensagens: 2
Investimento offshore
AAZC invest
Registrado em:
Mai 31, 2011 17:57
 
 
Vi que o maior problema neste tipo de aplicação é as taxas de carregamento e os impostos, por isso sugiro aplicar em offshore por alguns motivos.
- Taxa de adm baixa 1,6% ao ano até completar 8%
- Isenção de impostos ( 15% ao repatriar )
- rentabilidade de 5 a 12% ao ano em aplicaçõe de baixo risco
- apos o termino do contrato existe a possibilidade de tornar-la uma aplicação para rendimento mensal. No Brasil tambem pode ser feito isso, mas apartir do momento em que o cliente opta por esta opção não pode mais retirar nada alem da renda mensal, no offshore vc pode, outra coisa importante, caso o cliente, apos optar por renda mensal faceler, interrompe os pagamentos pois não existe pagto para dependentes, no offshore, o cliente determina os herdeiros em caso de falecimento, sendo assim, os herdeiros recebem suas partes individualmente como forma de seguro de vida, ou seja, dinheiro é repatriado em forma de seguro de vida sem impostos.

Existem maus vantagens.... estou a disposição para ajudar.

Jul 21, 2011 17:50
Forever Forista Assíduo
Mensagens: 192
Avatar do usuário
Registrado em:
Mai 20, 2011 16:51
 
 
rfa1978 escreveu:
Forever escreveu:Estou com uma duvida e gostaria da opinião de outras pessoas. Vamos supor uma seguinte situação (me corrijam se eu estiver errado em algum ponto):

Plano de Previdência PGBL
Taxa de carregamento pós-fixada (podendo chegar a 0% de acordo com o tempo de permanência)
Taxa de adm. dos fundos de 2% a.a.
Tributação regressiva (10% após 10 anos)
Renda bruta anual do contratante: R$100.000,00 (assalariado, com IR na fonte)
Contribuição (12%): R$12.000,00

Nessa situação, na declaração do IR do ano seguinte (formulário completo, desconsiderando outras despesas), esta pessoa receberá a titulo de restituição de IR, aproximadamente R$3.300,00 (27,5% de R$12.000,00).

Pegando esta contribuição isoladamente, daqui a 10 anos, se ele resgatar o valor contido no plano, ele pagará 10% sobre o saldo total, pois se trata de PGBL. Assim, teríamos:

Saldo: R$12.000,00 (estou desconsiderando os rendimentos do fundo, só pra facilitar as contas e pq o meu foco é a tributação nesse momento)
IR (alíquota de 10%): R$1200,00
RESGATE: R$10.800,00.

Assim, como ele restituiu R$3.300,00 e, no final, pagou só R$1200,00, podemos afirmar que esta pessoa pagou menos IR do que se não tivesse o plano.

Se eu estiver correto no meu raciocínio, esta é a grande vantagem do PGBL. Agora, resta saber se tal vantagem fiscal supera um rendimento inferior, uma vez que os fundos dos planos de previdência sempre possuem taxas de administração altas. Esse é o ponto mais importante e difícil de esclarecer.

As restituições sucessivas de IR podem ser reaplicadas ano a ano, diminuindo a quantidade de dinheiro oriundo do salário do investidor.

Somando a vantagem fiscal e os juros que eu desconsiderei no exemplo, acho que o PGBL, nesse caso, seria uma boa opção. Isto sem considerar outros aspectos psicológicos (que são muito pessoais), como disciplina pra investir mensalmente uma quantia certa, etc.

E aí, o que vc acham?


Se você considerar uma contribuição única e o saque após 10 anos... concordo com o seu raciocínio.

Tenho estudado muito o assunto, pois pretendo fazer um plano de previdência muito em breve.

O grande lance da tributação regressiva é o seguinte: após 10 anos incidirá a alíquota de 10% apenas sobre as parcelas pagas há mais de 10 anos. Vamos vamos supor que vc contribua com o plano já há 15 anos e tenha optado por tributação regressiva. Neste caso, somente o primeiros 5 anos de contribuição serão tributados com alíquota de 10%. O valor das parcelas do sexto, sétimo e oitavo anos será tributado pela segunda faixa que é de 15% (8 a 10 anos)... e assim por diante. Ou seja, os últimos dois anos de contribuição serão tributados à alíquota de 35%!! Por este motivo é que não sei dizer qual dos dois modelos de tributação é melhor.

Sobre os produtos disponíveis no mercado, encontrei recentemente um produto da Porto Seguro que tem taxa de administração 1% e taxa de carregamento 0 após 5 anos. Acredito que sejam bons valores de taxas pelo que tenho visto no mercado. Só fiquei meio cabreiro pelo fato de ser a Porto Seguro. Sei que é uma grande empresa... sólida... mas quem sabe se ela irá existir daqui a 30 anos? Dúvida cruel... hehehehe...

Outro aspecto para o qual chamo a atenção dos colegas que busquem informação relevante sobre o assunto é o seguinte:

A TAXA DE ADMINISTRAÇÃO é a pior vilã dos planos de previdência privada. Só para vocês terem uma idéia, segue exemplo:

Contribuição mensal: 1.000,00
Tempo de contribuição: 30 anos (360 meses)
Taxa de administração: 2 % a.a
Taxa de carregamento: 5 % (por contribuição)

Neste exemplo teríamos aproximadamente:

Valor total investido: 342.000,00
Valor total acumulado: 930.293,00 (valor investido mais juros de 30 anos)

Valor gasto com taxas de carregamento: 18.000,00
Valor gasto com a taxa de administração: 268.163,39

Vejam que no exemplo eu coloquei uma taxa de carregamento muito maior do que a de administração. Ainda assim, ao final do plano, o valor gasto com taxa de administração é muito maior (cerca de 14 ou 15 vezes) do que foi gasto com taxa de carregamento.

Vi numa mensagem anterior um colega falando que tinha um plano do Bradesco com taxa de administração de 3%!! Uma taxa dessas gera um efeito absurdo (redução do saldo acumulado) após os vários anos de plano.

É isso aí. Vamos ver se o tópico revive para trocarmos idéias sobre este assunto.

Se eu estiver enganado sobre o que escrevi acima me corrijam por favor!


Obrigado por responder.

Quanto à sua colocação do IR está correta. A aliquota de 10% só incide nos depósitos realizados há mais de 10 anos. Para ser beneficiado por essa aliquota, há várias soluções. Por exemplo: eu posso parar de contribuir 10 anos antes do prazo que eu pretendo me aposentar (50 anos de idade, por exemplo) e sacar tudo no final. Ou ainda posso fazer saques parciais a cada ano somente dos valores que estejam depositados há mais de dez anos. Enfim, é uma questão de planejamento.

Coloquei a taxa de adm de 2%, pois é a praticada pelo Brasilprev Estilo do BB. Paga-se um pouco mais caro por conta da solidez do BB. Mas a taxa de carregamento (postecipada) chega a 0% se permanecer no plano por um tempo determinado (agora não me lembro qual é esse prazo).

Abraço.

Jul 21, 2011 22:45
Zepa Estreante
Mensagens: 7
Zepa
Registrado em:
Jun 11, 2011 17:57
 
 
Forever escreveu:Obrigado por responder.

Quanto à sua colocação do IR está correta. A aliquota de 10% só incide nos depósitos realizados há mais de 10 anos. Para ser beneficiado por essa aliquota, há várias soluções. Por exemplo: eu posso parar de contribuir 10 anos antes do prazo que eu pretendo me aposentar (50 anos de idade, por exemplo) e sacar tudo no final. Ou ainda posso fazer saques parciais a cada ano somente dos valores que estejam depositados há mais de dez anos. Enfim, é uma questão de planejamento.

Coloquei a taxa de adm de 2%, pois é a praticada pelo Brasilprev Estilo do BB. Paga-se um pouco mais caro por conta da solidez do BB. Mas a taxa de carregamento (postecipada) chega a 0% se permanecer no plano por um tempo determinado (agora não me lembro qual é esse prazo).

Abraço.


O tempo no BB são 3 anos para não pagar taxa.

Pessoal, podem me tirar uma dúvida?

Seja X = 12% da renda bruta.
Eu pago previdência oficial. Logo, posso abater X na declaração de IR, caso eu aplique X em PGBL.

Eu posso optar pela tributação regressiva, ou seja, aquela que após 10 anos tem IR = 10%?

Eu estou começando a pesquisar essa tal de previdência privada.

Podem dar uma opinião sobre uma coisa?

CaixaPrev: para servidor público, cobram taxa de adm. de 1%, sem taxa de carregamento. Para ter isso sem ser servidor, precisa de 250 mil!
Mas... exigem proteção.
No site, dão esse exemplo: depósito de 80 + 20 de proteção.
Isso seria um "carregamento" disfarçado? No exemplo, 20% perdidos?

Tudo bem: se eu morrer, blablabla. Mas eu não me importo, pois só quero usar como um fundo com vantagens tributárias e rendimentos melhores.

Obrigado.

Jul 22, 2011 18:09
Forever Forista Assíduo
Mensagens: 192
Avatar do usuário
Registrado em:
Mai 20, 2011 16:51
 
 
Zepa escreveu:
Forever escreveu:Obrigado por responder.

Quanto à sua colocação do IR está correta. A aliquota de 10% só incide nos depósitos realizados há mais de 10 anos. Para ser beneficiado por essa aliquota, há várias soluções. Por exemplo: eu posso parar de contribuir 10 anos antes do prazo que eu pretendo me aposentar (50 anos de idade, por exemplo) e sacar tudo no final. Ou ainda posso fazer saques parciais a cada ano somente dos valores que estejam depositados há mais de dez anos. Enfim, é uma questão de planejamento.

Coloquei a taxa de adm de 2%, pois é a praticada pelo Brasilprev Estilo do BB. Paga-se um pouco mais caro por conta da solidez do BB. Mas a taxa de carregamento (postecipada) chega a 0% se permanecer no plano por um tempo determinado (agora não me lembro qual é esse prazo).

Abraço.


O tempo no BB são 3 anos para não pagar taxa.

Pessoal, podem me tirar uma dúvida?

Seja X = 12% da renda bruta.
Eu pago previdência oficial. Logo, posso abater X na declaração de IR, caso eu aplique X em PGBL.

Eu posso optar pela tributação regressiva, ou seja, aquela que após 10 anos tem IR = 10%?

Eu estou começando a pesquisar essa tal de previdência privada.

Podem dar uma opinião sobre uma coisa?

CaixaPrev: para servidor público, cobram taxa de adm. de 1%, sem taxa de carregamento. Para ter isso sem ser servidor, precisa de 250 mil!
Mas... exigem proteção.
No site, dão esse exemplo: depósito de 80 + 20 de proteção.
Isso seria um "carregamento" disfarçado? No exemplo, 20% perdidos?

Tudo bem: se eu morrer, blablabla. Mas eu não me importo, pois só quero usar como um fundo com vantagens tributárias e rendimentos melhores.

Obrigado.


Sim, vc poderá optar pela tributação regressiva no PGBL.

Quanto a esta "proteção" cobrada pela Caixa não sei responder, pois nunca ouvi falar.

Outra vantagem do PGBL é que em caso de falecimento do contratante o saldo é liberado diretamente ao dependente cadastrado, sem necessidade de inventário (elimina burocracia). Ou seja, acaba também servindo como um "seguro de vida" (se o saldo já for considerável).

Abraço.

Jul 26, 2011 17:35
pafpy2k Forista Assíduo
Mensagens: 660
pafpy2k
Registrado em:
Jul 03, 2009 18:34
 
 
Pessoal,

Quais os melhores planos de previdencia privada?
Estive pensando no Bradesco e Itau. Achei o do BB muito cara a taxa de administracao.

Ate o momento nao nenhum que me agradace 100%, tanto que estou pensando seriamente em investir por conta propria.

[]'s

Jul 26, 2011 17:50
Forever Forista Assíduo
Mensagens: 192
Avatar do usuário
Registrado em:
Mai 20, 2011 16:51
 
 
pafpy2k escreveu:Pessoal,

Quais os melhores planos de previdencia privada?
Estive pensando no Bradesco e Itau. Achei o do BB muito cara a taxa de administracao.

Ate o momento nao nenhum que me agradace 100%, tanto que estou pensando seriamente em investir por conta propria.

[]'s


Colega, não sei dizer as taxas cobradas pelos grandes bancos.

Não cheguei a uma conclusão definitiva, mas me parece que investir por conta própria é a melhor opção.

Como eu já disse, acho que a maior vantagem do PGBL é o diferimento fiscal. Mas não sei se isso compensa uma rentabilidade menor. Lembrando que tudo depende também da renda do contratante e da forma como ele declara o IRPF.

Na dúvida, aconselho que vc vá investindo por conta própria enquanto estuda melhor o que fazer.

Abraço.

Jul 26, 2011 23:52
Zepa Estreante
Mensagens: 7
Zepa
Registrado em:
Jun 11, 2011 17:57
 
 
pafpy2k escreveu:Pessoal,

Quais os melhores planos de previdencia privada?
Estive pensando no Bradesco e Itau. Achei o do BB muito cara a taxa de administracao.

Ate o momento nao nenhum que me agradace 100%, tanto que estou pensando seriamente em investir por conta propria.

[]'s


Prezado, onde você viu as taxas dos bancos?

Olhei no site do Bradesco, http://www.bradescoprevidencia.com.br/ e vi:

- Taxa de adm: 3% aa

- Taxa de Carregamento: 4,5%; 3%; 2% ou 1,2%
- Taxa de Saída: 0,5%; 0,5%; 0,5% e 0,3%
* Limites para esses valores: 5.000; 30.000 e 50.000.

No Banco do Brasil, dá para ver aqui: http://www2.brasilprev.com.br/NossosPla ... lusivo.pdf
A taxa de carregamento pode ser de até 0%, mas tem que colocar 100 mil. Com isso, consegue-se taxa de adm. de 1,5%.
A taxa de saída é de 0% se ficar por prazo mínimo.

Enfim, tem muitas taxas diferentes que não são divulgadas direito.
Tem que ver caso a caso se vale a pena.
Como sempre, quem tem bastante dinheiro tem vantagens...

Jul 28, 2011 13:20
Forever Forista Assíduo
Mensagens: 192
Avatar do usuário
Registrado em:
Mai 20, 2011 16:51
 
 
Forever escreveu:
Zepa escreveu:
Forever escreveu:Obrigado por responder.

Quanto à sua colocação do IR está correta. A aliquota de 10% só incide nos depósitos realizados há mais de 10 anos. Para ser beneficiado por essa aliquota, há várias soluções. Por exemplo: eu posso parar de contribuir 10 anos antes do prazo que eu pretendo me aposentar (50 anos de idade, por exemplo) e sacar tudo no final. Ou ainda posso fazer saques parciais a cada ano somente dos valores que estejam depositados há mais de dez anos. Enfim, é uma questão de planejamento.

Coloquei a taxa de adm de 2%, pois é a praticada pelo Brasilprev Estilo do BB. Paga-se um pouco mais caro por conta da solidez do BB. Mas a taxa de carregamento (postecipada) chega a 0% se permanecer no plano por um tempo determinado (agora não me lembro qual é esse prazo).

Abraço.


O tempo no BB são 3 anos para não pagar taxa.

Pessoal, podem me tirar uma dúvida?

Seja X = 12% da renda bruta.
Eu pago previdência oficial. Logo, posso abater X na declaração de IR, caso eu aplique X em PGBL.

Eu posso optar pela tributação regressiva, ou seja, aquela que após 10 anos tem IR = 10%?

Eu estou começando a pesquisar essa tal de previdência privada.

Podem dar uma opinião sobre uma coisa?

CaixaPrev: para servidor público, cobram taxa de adm. de 1%, sem taxa de carregamento. Para ter isso sem ser servidor, precisa de 250 mil!
Mas... exigem proteção.
No site, dão esse exemplo: depósito de 80 + 20 de proteção.
Isso seria um "carregamento" disfarçado? No exemplo, 20% perdidos?

Tudo bem: se eu morrer, blablabla. Mas eu não me importo, pois só quero usar como um fundo com vantagens tributárias e rendimentos melhores.

Obrigado.


Sim, vc poderá optar pela tributação regressiva no PGBL.

Quanto a esta "proteção" cobrada pela Caixa não sei responder, pois nunca ouvi falar.

Outra vantagem do PGBL é que em caso de falecimento do contratante o saldo é liberado diretamente ao dependente cadastrado, sem necessidade de inventário (elimina burocracia). Ou seja, acaba também servindo como um "seguro de vida" (se o saldo já for considerável).

Abraço.


Olhando melhor o site da Caixa, entendi (posso estar errado) que essa "proteção" é uma espécie de seguro de vida atrelada à Previdência. No BB também há esta opção, mas não é obrigatório. O cliente escolhe o valor destinado ao "seguro" que, logicamente, influenciará na indenização recebida pelos seus dependentes em caso de falecimento. Alguém mais opina?

Abraço.

Jul 28, 2011 23:33
Zepa Estreante
Mensagens: 7
Zepa
Registrado em:
Jun 11, 2011 17:57
 
 
Forever escreveu:
Olhando melhor o site da Caixa, entendi (posso estar errado) que essa "proteção" é uma espécie de seguro de vida atrelada à Previdência. No BB também há esta opção, mas não é obrigatório. O cliente escolhe o valor destinado ao "seguro" que, logicamente, influenciará na indenização recebida pelos seus dependentes em caso de falecimento. Alguém mais opina?

Abraço.


Tentei me informar no BB sobre esse seguro e confirmaram que era optativo no convênio para servidores. Liguei na CEF e falaram que é obrigatório esse "seguro".

Estou com uma dúvida.

Quando se contrata um plano de previdência, quanto à renda, o que existe de opção? Renda mensal vitalícia, temporária, etc.?

Minha idéia é só usar a previdência como um fundo de investimento: vou depositando e, daqui a algumas décadas, sacar tudo. Não me interessa no momento essas modalidades de renda.

Sabem dizer se a opção de renda influencia no rendimento do fundo e, portanto, nessa opção minha de sacar tudo?

Grato.

Jul 29, 2011 12:19
Forever Forista Assíduo
Mensagens: 192
Avatar do usuário
Registrado em:
Mai 20, 2011 16:51
 
 
Zepa escreveu:
Forever escreveu:
Olhando melhor o site da Caixa, entendi (posso estar errado) que essa "proteção" é uma espécie de seguro de vida atrelada à Previdência. No BB também há esta opção, mas não é obrigatório. O cliente escolhe o valor destinado ao "seguro" que, logicamente, influenciará na indenização recebida pelos seus dependentes em caso de falecimento. Alguém mais opina?

Abraço.


Tentei me informar no BB sobre esse seguro e confirmaram que era optativo no convênio para servidores. Liguei na CEF e falaram que é obrigatório esse "seguro".

Estou com uma dúvida.

Quando se contrata um plano de previdência, quanto à renda, o que existe de opção? Renda mensal vitalícia, temporária, etc.?

Minha idéia é só usar a previdência como um fundo de investimento: vou depositando e, daqui a algumas décadas, sacar tudo. Não me interessa no momento essas modalidades de renda.

Sabem dizer se a opção de renda influencia no rendimento do fundo e, portanto, nessa opção minha de sacar tudo?

Grato.



Basicamente, existe a renda mensal vitalícia e a temporária. Acho que existe também opção de renda mensal vitalícia, reversível ao conjuge por X anos em caso de falecimento. Esses fatores influenciarão no valor da renda. No momento da contratação vc escolhe um tipo de renda, mas quando atingir a idade planejada (ou mesmo antes disso), vc pode sacar o valor acumulado. Também acho que a melhor opção é efetuar o saque e administrar o saldo sozinho. Porém, há pessoas que não podem ter um volume grande de dinheiro na mão que saem fazendo besteiras... não é o caso de quem frequenta este fórum, com certeza.

Até onde eu sei, a opção de renda não influencia no rendimento dos fundos, mesmo porque esta opção pode ser modificada no futuro. Na contratação vc escolhe os fundos e o percentual de contribuição para cada um, de acordo com o seu perfil. Isso também pode ser modificado a qualquer tempo.

Abraço.

Set 19, 2011 15:21
Domingos Junqueira Forista VIP
Mensagens: 3753
Avatar do usuário
Registrado em:
Jan 19, 2009 4:21
 
 
O Consultor Financeiro
http://www.valor.com.br/valor-investe/o-consultor-financeiro/1009764/armadilha-dos-titulos-de-capitalizacao
16/09/2011 Postado por: Marcelo d'Agosto Seção:Investimentos
A armadilha dos títulos de capitalização

Títulos de capitalização são facilmente encontrados em todas as agências bancárias. Ao pagar uma conta no banco, um folheto me chamou a atenção. A propaganda contava a história de um jovem que sofreu uma lesão medular e ficou tetraplégico. O texto dizia que com muita determinação e esforço ele concluiu os estudos, tem hoje um bom trabalho e leva uma vida independente. E, é claro, compra títulos de capitalização.

Lendo mais detalhadamente o folheto, fiz as contas e descobri que se eu aplicar R$ 60 por mês em título de capitalização, no final de 30 meses terei desembolsado R$ 1.800. O banco divide esse valor em três cotas. O montante de R$ 297,18, ou 16% dos R$ 1.800, é usado para remunerar o banco, por meio da chamada cota de carregamento. Outros R$ 158,04, equivalentes a 9% do total investido, vão para a cota de sorteio, que paga pelos prêmios sorteados ao longo do prazo do título.

Apenas R$ 1.344,89, ou aproximadamente 75% do investimento, são destinados para a cota de capitalização. Essa é a parte que poderei sacar no final do vencimento do título, e que será corrigida pela mesma remuneração da caderneta de poupança, de TR+0,5% ao mês. Definitivamente não se trata de uma alternativa para quem deseja poupar.

E tem mais. Se eu quiser interromper a aplicação nos títulos de capitalização antes do final dos 60 meses e sacar minhas reservas acumuladas, sofro uma penalização. Se fizer uma retirada antes de seis meses, perco 10% da minha cota de capitalização. Se eu desistir entre o 7º e o 23º mês perco 5%. Somente se sacar após o 24º mês (80% do prazo) recebo integralmente a cota de capitalização.

No folheto encontrei destacada a informação de que os títulos de capitalização são produtos que oferecem ao cliente chances de ganhar prêmios em dinheiro e ainda receber todo o dinheiro ou parte dele de volta. Mas atenção: o rendimento desses títulos é menor do que o de opções como CDB e até poupança, e por isso eles não podem ser comparados a esses investimentos.

O fato de uma agência bancária oferecer um produto que não é serviço financeiro, crédito ou investimento me pareceu tão contraditório quanto relacionar uma bela história de determinação e superação com a sorte, como estava escrito no folheto. A experiência serviu para deixar claro porque existem tantos folhetos sobre esses títulos nas agências bancárias. O ganho de 16% sobre o valor de cada título emitido é uma receita muito atraente para os bancos. Infelizmente para os investidores, a contrapartida é uma perda de capital equivalente a 6,3% ao ano, mais da metade da taxa Selic.

Out 02, 2011 17:27
Kinzel Estreante
Mensagens: 5
Kinzel
Registrado em:
Jul 11, 2011 1:31
 
 
O meu plano de providência, se resume à basicamente em enviar uma quanta X - mensalmente - para o Sofisa.

Estudei as mais diversas formas de providência: VGBL, PGBL, Poupança, tesouro, etc. Analisando todas, eu acho que o Sofisa apresenta de longe, um dos melhores quadros:

CDB Sofisa
- Taxa de Adm: 0%
- Taxa de Manutenção: 0%
- Rentabilidade mínima: 100% do CDI. Caso seja feito um CDB de três anos, 110% do CDI.


O unico viés é que o Sofisa não é um grande banco. Então, eu pretendo deixar a aplicação até o teto de R$ 70.000,00. Isso é quanto o FGC me garante caso aconteça algo com o banco.

O que acham? Vale a pena?

Out 31, 2011 1:22
Forever learning Forista Assíduo
Mensagens: 490
Forever learning
Registrado em:
Jan 28, 2011 1:00
 
 
Replicando uma discussão sobre previdência privada lá do tópico de análise fundamentalista (CAFI):

Uma vez eu quis fazer um cálculo para ver até que ponto isso era vantajoso, pois a Bolsa tinha caído muito (2008) e pensei em não pôr um tostão no PGBL para comprar tudo em ações.

Acabei comprando tudo em ações mesmo, mas cheguei a algumas conclusões interessantes: (1) o PGBL é vantajoso apenas se você reinveste o que recebe (pode ser em qualquer coisa, mas poupe esse $$); (2) o PGBL somente é vantajoso se ele fica muito tempo investido; (3) o tempo médio que o investimento no PGBL faz o diferimento fiscal valer a pena é de cerca de 15 anos (break-even), considerando um rendimento de 8%a.a.

Sobre a conclusão (1), acho que não preciso me alongar muito, né? A gente tem que ter em mente que não há isenção fiscal (nem benefício). O que existe no PGBL é diferimento fiscal. Isso significa que o imposto que não é cobrado hoje será cobrado no futuro. Esse é o motivo da tributação ser sobre todo o capital acumulado e não apenas sobre o rendimento. Portanto, se você gastar o dinheiro que recebe na restituição, está apenas fazendo uma má alocação dos seus recursos. Mas se vc reinvestir o $$, aí estará entrando em jogo a grande vantagem do diferimento: a exponencialidade. Ou seja, você aumenta o montante que ficará investido rendendo juros sobre juros (se a tributação fosse agora vc teria menos capital para render juros). Agora, para essa conta "fechar", o dinheiro tem que ficar lá por um tempo razoável (aqueles 10 anos para pagar IR de 10% não vale a pena).

Conclusão 2: desenvolvendo o raciocínio acima, se a tributação é sobre o todo o capital acumulado (CA), vc tem de fazer com que o capital investido (CI) ao longo do tempo renda muitos juros, de modo a buscar que CA (que é a soma do DI com os juros recebidos) seja o mais próximo possível do CI. É impossível, pois aplicamos por vários anos, mas com a exponencialidade (pegue uma curva num gráfico de juros: vc tem que chegar naquela parte em que a curva é quase vertical para cima) chegamos próximo disso.

Conclusão 3: depois de 20 anos aproximadamente (considerando juros de 8% a.a), você consegue chegar num CA em que praticamente 79% são juros e apenas 21% foi o que você investiu. Se vc deixar 30 anos, a proporção se eleva para 10%-90%. Se compararmos a tributação de renda fixa (15% acima de 720 dias, mas só sobre o rendimento) e do PGBL (10% acima de 10 anos, mas incidente sobre todo o capital) acumulado teríamos (supondo que o capital investido seja de R$ 100mil):

CI Juros Imposto devido

RF 10 anos 100mil 115mil 17,25mil (15% sobre os juros)

PGBL 10anos 100mil 115mil 21,5mil (10% sobre o total)

RF 20 anos 100mil 366mil 54,9mil

PGBL 20anos 100mil 366mil 46,6mil

RF 30 anos 100mil 900mil 135mil

PGBL 30anos 100mil 900mil 100mil

O cálculo é apenas uma estimativa, pois o imposto da RF é cobrado semestralmente (e, portanto, o resultado seria um pouco menor), o que limita um pouco a exponencialidade.

Para atingir 1 milhão em 20 anos, precisaria investir 210mil. Percebam que, nesse caso, deixando 20 ou 30 anos no PGBL eu pago o mesmo imposto (100mil), mas se deixar 30 anos eu investi menos da metade (100X210). Ou seja, consigo rentabilidade maior pagando o mesmo imposto.

A vantagem do PGBL é que se usa o dinheiro da restituição para acumular o capital mais rapidamente (como voltam 27,5%, se vc chega ao topo da tabela do IR), em tese, dá para poupar 27,5% a mais do que se não fizesse o PGBL (isto é, se ia levar "X" anos para acumular o capital, com a restituição, leva-se 0,784 "X"). O tempo reduziu-se em 21%. Só que a tributação, por ser sobre todo o CA, não vale a pena se vc não fizer o $$ render juros para que o percentual do CI sobre o acumulado seja pequena.

De todo o modo, a conclusão a que cheguei é que vou investir no PGBL desde que o capital acumule por pelo menos 25 anos. Em outras palavras, quando faltarem 25 anos para me aposentar, paro de fazer aportes.

Peço desculpas por fugir um pouco do assunto do tópico, mas acho que são informações/estudos importantes para debatermos nossas teses de investimento. Se a moderação entender conveniente, pode mudar para o tópico de previdência privada.

Out 31, 2011 9:16
Forever Forista Assíduo
Mensagens: 192
Avatar do usuário
Registrado em:
Mai 20, 2011 16:51
 
 
Forever learning escreveu:Replicando uma discussão sobre previdência privada lá do tópico de análise fundamentalista (CAFI):

Uma vez eu quis fazer um cálculo para ver até que ponto isso era vantajoso, pois a Bolsa tinha caído muito (2008) e pensei em não pôr um tostão no PGBL para comprar tudo em ações.

Acabei comprando tudo em ações mesmo, mas cheguei a algumas conclusões interessantes: (1) o PGBL é vantajoso apenas se você reinveste o que recebe (pode ser em qualquer coisa, mas poupe esse $$); (2) o PGBL somente é vantajoso se ele fica muito tempo investido; (3) o tempo médio que o investimento no PGBL faz o diferimento fiscal valer a pena é de cerca de 15 anos (break-even), considerando um rendimento de 8%a.a.

Sobre a conclusão (1), acho que não preciso me alongar muito, né? A gente tem que ter em mente que não há isenção fiscal (nem benefício). O que existe no PGBL é diferimento fiscal. Isso significa que o imposto que não é cobrado hoje será cobrado no futuro. Esse é o motivo da tributação ser sobre todo o capital acumulado e não apenas sobre o rendimento. Portanto, se você gastar o dinheiro que recebe na restituição, está apenas fazendo uma má alocação dos seus recursos. Mas se vc reinvestir o $$, aí estará entrando em jogo a grande vantagem do diferimento: a exponencialidade. Ou seja, você aumenta o montante que ficará investido rendendo juros sobre juros (se a tributação fosse agora vc teria menos capital para render juros). Agora, para essa conta "fechar", o dinheiro tem que ficar lá por um tempo razoável (aqueles 10 anos para pagar IR de 10% não vale a pena).

Conclusão 2: desenvolvendo o raciocínio acima, se a tributação é sobre o todo o capital acumulado (CA), vc tem de fazer com que o capital investido (CI) ao longo do tempo renda muitos juros, de modo a buscar que CA (que é a soma do DI com os juros recebidos) seja o mais próximo possível do CI. É impossível, pois aplicamos por vários anos, mas com a exponencialidade (pegue uma curva num gráfico de juros: vc tem que chegar naquela parte em que a curva é quase vertical para cima) chegamos próximo disso.

Conclusão 3: depois de 20 anos aproximadamente (considerando juros de 8% a.a), você consegue chegar num CA em que praticamente 79% são juros e apenas 21% foi o que você investiu. Se vc deixar 30 anos, a proporção se eleva para 10%-90%. Se compararmos a tributação de renda fixa (15% acima de 720 dias, mas só sobre o rendimento) e do PGBL (10% acima de 10 anos, mas incidente sobre todo o capital) acumulado teríamos (supondo que o capital investido seja de R$ 100mil):

CI Juros Imposto devido

RF 10 anos 100mil 115mil 17,25mil (15% sobre os juros)

PGBL 10anos 100mil 115mil 21,5mil (10% sobre o total)

RF 20 anos 100mil 366mil 54,9mil

PGBL 20anos 100mil 366mil 46,6mil

RF 30 anos 100mil 900mil 135mil

PGBL 30anos 100mil 900mil 100mil

O cálculo é apenas uma estimativa, pois o imposto da RF é cobrado semestralmente (e, portanto, o resultado seria um pouco menor), o que limita um pouco a exponencialidade.

Para atingir 1 milhão em 20 anos, precisaria investir 210mil. Percebam que, nesse caso, deixando 20 ou 30 anos no PGBL eu pago o mesmo imposto (100mil), mas se deixar 30 anos eu investi menos da metade (100X210). Ou seja, consigo rentabilidade maior pagando o mesmo imposto.

A vantagem do PGBL é que se usa o dinheiro da restituição para acumular o capital mais rapidamente (como voltam 27,5%, se vc chega ao topo da tabela do IR), em tese, dá para poupar 27,5% a mais do que se não fizesse o PGBL (isto é, se ia levar "X" anos para acumular o capital, com a restituição, leva-se 0,784 "X"). O tempo reduziu-se em 21%. Só que a tributação, por ser sobre todo o CA, não vale a pena se vc não fizer o $$ render juros para que o percentual do CI sobre o acumulado seja pequena.

De todo o modo, a conclusão a que cheguei é que vou investir no PGBL desde que o capital acumule por pelo menos 25 anos. Em outras palavras, quando faltarem 25 anos para me aposentar, paro de fazer aportes.

Peço desculpas por fugir um pouco do assunto do tópico, mas acho que são informações/estudos importantes para debatermos nossas teses de investimento. Se a moderação entender conveniente, pode mudar para o tópico de previdência privada.



Muito obrigado por compartilhar suas conclusões.

Acredito que seus cálculos confirmam o que eu já pensava. A grande vantagem do PGBL é o diferimento fiscal, que é vantajoso no longo prazo. Como vc bem disse, é diferimento, não é benefício. Mas, no longo prazo, esse diferimento pode ajudar na bola de neve dos juros compostos.

Claro que cada pessoa tem uma realidade fiscal, de acordo com o volume da renda (que influencia na alíquota) e a fonte pagadora (se é assalariado, com retenção na fonte; autônomo, etc.). No meu caso, sou servidor público (assalariado) e sofro retenção na fonte. Faço declaração do IRPF no formulário completo. O PGBL me serve para um melhor planejamento fiscal e, também, como diversificação. Não invisto todas minhas economias no PGBL. Longe disso.

O plano me permite um investimento mais constante e em valores menores (entre R$ 400,00 e R$500,00 por mês). Não vejo viabilidade em investir essa quantia diretamente em ações todo mês. Os custos de corretagem não compensam. Para o investimento direto em ações prefiro quantias um pouco maiores. Não gosto do mercado fracionário.

Ao longo do ano também realizo alguns aportes extraordinários para aproveitar melhor o limite máximo de dedução do imposto de renda (12% da renda bruta anual). Não chego aos 12%, mas perto dele.

Outra coisa: vc não precisa necessariamente parar de fazer aportes 25 anos antes de se aposentar, na minha opinião. Se, pela sua conclusão, o capital deve ficar investido por pelo menos 25 anos, vc pode parar de contribuir mais perto da idade de aposentadoria e, quando chegar nesta idade, realizar saques anuais periódicos que correspondam ao capital proporcionalmente investido há pelo menos 25 anos. Não precisa sacar tudo de uma só vez.

Abraços!

Nov 01, 2011 16:54
Forever learning Forista Assíduo
Mensagens: 490
Forever learning
Registrado em:
Jan 28, 2011 1:00
 
 
Forever escreveu:
Forever learning escreveu:Replicando uma discussão sobre previdência privada lá do tópico de análise fundamentalista (CAFI):

Uma vez eu quis fazer um cálculo para ver até que ponto isso era vantajoso, pois a Bolsa tinha caído muito (2008) e pensei em não pôr um tostão no PGBL para comprar tudo em ações.

Acabei comprando tudo em ações mesmo, mas cheguei a algumas conclusões interessantes: (1) o PGBL é vantajoso apenas se você reinveste o que recebe (pode ser em qualquer coisa, mas poupe esse $$); (2) o PGBL somente é vantajoso se ele fica muito tempo investido; (3) o tempo médio que o investimento no PGBL faz o diferimento fiscal valer a pena é de cerca de 15 anos (break-even), considerando um rendimento de 8%a.a.

Sobre a conclusão (1), acho que não preciso me alongar muito, né? A gente tem que ter em mente que não há isenção fiscal (nem benefício). O que existe no PGBL é diferimento fiscal. Isso significa que o imposto que não é cobrado hoje será cobrado no futuro. Esse é o motivo da tributação ser sobre todo o capital acumulado e não apenas sobre o rendimento. Portanto, se você gastar o dinheiro que recebe na restituição, está apenas fazendo uma má alocação dos seus recursos. Mas se vc reinvestir o $$, aí estará entrando em jogo a grande vantagem do diferimento: a exponencialidade. Ou seja, você aumenta o montante que ficará investido rendendo juros sobre juros (se a tributação fosse agora vc teria menos capital para render juros). Agora, para essa conta "fechar", o dinheiro tem que ficar lá por um tempo razoável (aqueles 10 anos para pagar IR de 10% não vale a pena).

Conclusão 2: desenvolvendo o raciocínio acima, se a tributação é sobre o todo o capital acumulado (CA), vc tem de fazer com que o capital investido (CI) ao longo do tempo renda muitos juros, de modo a buscar que CA (que é a soma do DI com os juros recebidos) seja o mais próximo possível do CI. É impossível, pois aplicamos por vários anos, mas com a exponencialidade (pegue uma curva num gráfico de juros: vc tem que chegar naquela parte em que a curva é quase vertical para cima) chegamos próximo disso.

Conclusão 3: depois de 20 anos aproximadamente (considerando juros de 8% a.a), você consegue chegar num CA em que praticamente 79% são juros e apenas 21% foi o que você investiu. Se vc deixar 30 anos, a proporção se eleva para 10%-90%. Se compararmos a tributação de renda fixa (15% acima de 720 dias, mas só sobre o rendimento) e do PGBL (10% acima de 10 anos, mas incidente sobre todo o capital) acumulado teríamos (supondo que o capital investido seja de R$ 100mil):

CI Juros Imposto devido

RF 10 anos 100mil 115mil 17,25mil (15% sobre os juros)

PGBL 10anos 100mil 115mil 21,5mil (10% sobre o total)

RF 20 anos 100mil 366mil 54,9mil

PGBL 20anos 100mil 366mil 46,6mil

RF 30 anos 100mil 900mil 135mil

PGBL 30anos 100mil 900mil 100mil

O cálculo é apenas uma estimativa, pois o imposto da RF é cobrado semestralmente (e, portanto, o resultado seria um pouco menor), o que limita um pouco a exponencialidade.

Para atingir 1 milhão em 20 anos, precisaria investir 210mil. Percebam que, nesse caso, deixando 20 ou 30 anos no PGBL eu pago o mesmo imposto (100mil), mas se deixar 30 anos eu investi menos da metade (100X210). Ou seja, consigo rentabilidade maior pagando o mesmo imposto.

A vantagem do PGBL é que se usa o dinheiro da restituição para acumular o capital mais rapidamente (como voltam 27,5%, se vc chega ao topo da tabela do IR), em tese, dá para poupar 27,5% a mais do que se não fizesse o PGBL (isto é, se ia levar "X" anos para acumular o capital, com a restituição, leva-se 0,784 "X"). O tempo reduziu-se em 21%. Só que a tributação, por ser sobre todo o CA, não vale a pena se vc não fizer o $$ render juros para que o percentual do CI sobre o acumulado seja pequena.

De todo o modo, a conclusão a que cheguei é que vou investir no PGBL desde que o capital acumule por pelo menos 25 anos. Em outras palavras, quando faltarem 25 anos para me aposentar, paro de fazer aportes.

Peço desculpas por fugir um pouco do assunto do tópico, mas acho que são informações/estudos importantes para debatermos nossas teses de investimento. Se a moderação entender conveniente, pode mudar para o tópico de previdência privada.



Muito obrigado por compartilhar suas conclusões.

Acredito que seus cálculos confirmam o que eu já pensava. A grande vantagem do PGBL é o diferimento fiscal, que é vantajoso no longo prazo. Como vc bem disse, é diferimento, não é benefício. Mas, no longo prazo, esse diferimento pode ajudar na bola de neve dos juros compostos.

Claro que cada pessoa tem uma realidade fiscal, de acordo com o volume da renda (que influencia na alíquota) e a fonte pagadora (se é assalariado, com retenção na fonte; autônomo, etc.). No meu caso, sou servidor público (assalariado) e sofro retenção na fonte. Faço declaração do IRPF no formulário completo. O PGBL me serve para um melhor planejamento fiscal e, também, como diversificação. Não invisto todas minhas economias no PGBL. Longe disso.

O plano me permite um investimento mais constante e em valores menores (entre R$ 400,00 e R$500,00 por mês). Não vejo viabilidade em investir essa quantia diretamente em ações todo mês. Os custos de corretagem não compensam. Para o investimento direto em ações prefiro quantias um pouco maiores. Não gosto do mercado fracionário.

Ao longo do ano também realizo alguns aportes extraordinários para aproveitar melhor o limite máximo de dedução do imposto de renda (12% da renda bruta anual). Não chego aos 12%, mas perto dele.

Outra coisa: vc não precisa necessariamente parar de fazer aportes 25 anos antes de se aposentar, na minha opinião. Se, pela sua conclusão, o capital deve ficar investido por pelo menos 25 anos, vc pode parar de contribuir mais perto da idade de aposentadoria e, quando chegar nesta idade, realizar saques anuais periódicos que correspondam ao capital proporcionalmente investido há pelo menos 25 anos. Não precisa sacar tudo de uma só vez.

Abraços!


Também é uma alternativa... é que a minha ideia era, ao sacar, ter um grande montante para negociar uma boa taxa de juros, visando à manutenção do capital (o risco assumido no período de consumir o capital deve ser baixo).

Se bem que até lá, muita coisa no cenário econômico terá mudado e talvez outras alternativas sejam mais vantajosas.

Abs

AnteriorPróximo

Voltar para Fundos e Renda Fixa

Quem está online

Usuários navegando neste fórum: Nenhum usuário registrado e 5 visitantes