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Nov 04, 2011 15:06
Forever Forista Assíduo
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Previdência Social e Previdência Privada
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Forever learning escreveu:Também é uma alternativa... é que a minha ideia era, ao sacar, ter um grande montante para negociar uma boa taxa de juros, visando à manutenção do capital (o risco assumido no período de consumir o capital deve ser baixo).

Se bem que até lá, muita coisa no cenário econômico terá mudado e talvez outras alternativas sejam mais vantajosas.

Abs
é isso ai.. o importante é sempre acumular capital!

Abraço.

Nov 07, 2011 13:58
Silvio78 Estreante
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Silvio78
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Forever learning escreveu:Também é uma alternativa... é que a minha ideia era, ao sacar, ter um grande montante para negociar uma boa taxa de juros, visando à manutenção do capital (o risco assumido no período de consumir o capital deve ser baixo).

Se bem que até lá, muita coisa no cenário econômico terá mudado e talvez outras alternativas sejam mais vantajosas.
Abs

Oi Forever, me permita discordar das suas conclusões. O investimento em PGBL é MUITO MELHOR que um fundo RF caso a pessoa esteja fazendo declaração completa e seu objetivo seja poupança de pelo menos 4 anos, considerando que as taxas de juros e administração do fundo RF e do PGBL sejam iguais.

A prova disso é bastante simples. Uma pessoa decidida a investir R$1000 por mês do salário bruto irá de fato investir:
- R$1000 em um fundo PGBL (pela "isenção" fiscal)
- R$725 em um fundo RF (já que 275 ficaram retidos na fonte)
Assim, se a pessoa deixar o investimento por 4 anos, com a tabela regressiva, ele irá pagar "apenas" 25% do montante acumulado como imposto, o que com certeza é menos que os 27,5% que ele teria pago na fonte. Além disso, no fundo RF o investidor teria que pagar IR sobre o lucro do período e esse IR é cobrado a cada 6 meses.


A única premissa que eu fiz que não é muito realista é a:
"considerando que as taxas de juros e administração do fundo RF e do PGBL sejam iguais"

Para as pessoas que possuem fundos PGBL associados a empresa, muito provavelmente as taxas de administração do PGBL são inferiores as de fundo RF o que o torna ainda mais atraente (mesmo sem participação do empregador). Para os que não possuem, o que inviabiliza o investimento em PGBL são as taxas exorbitantes (carregamento, administração, etc.) cobradas pelos bancos.

Nov 21, 2011 11:39
Forever Forista Assíduo
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Silvio78 escreveu:
Forever learning escreveu:Também é uma alternativa... é que a minha ideia era, ao sacar, ter um grande montante para negociar uma boa taxa de juros, visando à manutenção do capital (o risco assumido no período de consumir o capital deve ser baixo).

Se bem que até lá, muita coisa no cenário econômico terá mudado e talvez outras alternativas sejam mais vantajosas.
Abs

Oi Forever, me permita discordar das suas conclusões. O investimento em PGBL é MUITO MELHOR que um fundo RF caso a pessoa esteja fazendo declaração completa e seu objetivo seja poupança de pelo menos 4 anos, considerando que as taxas de juros e administração do fundo RF e do PGBL sejam iguais.

A prova disso é bastante simples. Uma pessoa decidida a investir R$1000 por mês do salário bruto irá de fato investir:
- R$1000 em um fundo PGBL (pela "isenção" fiscal)
- R$725 em um fundo RF (já que 275 ficaram retidos na fonte)
Assim, se a pessoa deixar o investimento por 4 anos, com a tabela regressiva, ele irá pagar "apenas" 25% do montante acumulado como imposto, o que com certeza é menos que os 27,5% que ele teria pago na fonte. Além disso, no fundo RF o investidor teria que pagar IR sobre o lucro do período e esse IR é cobrado a cada 6 meses.


A única premissa que eu fiz que não é muito realista é a:
"considerando que as taxas de juros e administração do fundo RF e do PGBL sejam iguais"

Para as pessoas que possuem fundos PGBL associados a empresa, muito provavelmente as taxas de administração do PGBL são inferiores as de fundo RF o que o torna ainda mais atraente (mesmo sem participação do empregador). Para os que não possuem, o que inviabiliza o investimento em PGBL são as taxas exorbitantes (carregamento, administração, etc.) cobradas pelos bancos.


Bom raciocínio. Nunca tinha pensado por esse lado. Realmente o aporte no PGBL acaba sendo maior por causa do diferimento fiscal.

O "esforço" do cidadão para colocar R$1000,00 em um fundo é maior do que o de colocar R$1000,00 em um PGBL, considerando que ele seja taxado a 27,5% de IR e faça a declaração no formulário completo.

Abraço.

Nov 30, 2011 10:17
Merkiron Forista Assíduo
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Instituição
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Ao escolher uma instituição para contratar um plano de Previdência Privada, devemos comparar as rentabilidades líquidas (para descontar taxas de administração e carregamento), a solidez da instituição (para que não vá à falência), definir o que é mais vantajoso em termos tributários (PGBL ou VGBL), etc.
Porém, um detalhe que nunca vi ser discutido é a nacionalidade da instituição.... Considerando que tudo do parágrafo acima é igual para duas instituições bancárias. É preferível contratar o plano de previdência em uma instituição estrangeira (como o Santander, HSBC, etc) por ser teoricamente maior e mais estável; ou um banco nacional (Itau, Bradesco, etc) pensando que estes mantêm o capital (a maior parte) no Brasil, e nunca irão definir ser interessante encerrar as atividades no País?

Faz diferença isso ou estou apenas viajando na maionese mofada?

Valeu a ajuda!

Dez 05, 2011 14:39
Merkiron Forista Assíduo
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Re: Instituição
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Fraj;la escreveu:
Merkiron escreveu:Ao escolher uma instituição para contratar um plano de Previdência Privada, devemos comparar as rentabilidades líquidas (para descontar taxas de administração e carregamento), a solidez da instituição (para que não vá à falência), definir o que é mais vantajoso em termos tributários (PGBL ou VGBL), etc.
Porém, um detalhe que nunca vi ser discutido é a nacionalidade da instituição.... Considerando que tudo do parágrafo acima é igual para duas instituições bancárias. É preferível contratar o plano de previdência em uma instituição estrangeira (como o Santander, HSBC, etc) por ser teoricamente maior e mais estável; ou um banco nacional (Itau, Bradesco, etc) pensando que estes mantêm o capital (a maior parte) no Brasil, e nunca irão definir ser interessante encerrar as atividades no País?

Faz diferença isso ou estou apenas viajando na maionese mofada?

Valeu a ajuda!
me parece que está certo.
eu já pesquisei muito previdência privada há vários anos atrás, mas cheguei a conclusão que se a empresa que eu prestasse serviço não bancasse pelo menos 1/2, era melhor eu investir em outra coisa para aposentadoria...
boa sorte na sua triagem
abç


Muito obrigado pela ajuda!
Seguirei em meus levantamentos....

Mar 15, 2012 14:42
bruno rodrigues galvão Estreante
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bruno rodrigues galvão
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Mar 12, 2012 18:57
 
 
Newbie Trader escreveu:Boa noite.

Bom, vou dar minha contribuição.

1 - PREVIDÊNCIA SOCIAL

Sou servidor público estatutário, então participo de regime próprio de previdência. Mas se eu fosse autônomo pagaria a alíquota mínima do INSS, não pela previdência (aposentadoria) em si, mas pelo seguro (benefícios), tais como auxílio-doença, auxílio-acidente e aposentadoria por invalidez.

Esses benefícios são uma merreca. Mas pra autônomo acho melhor garantir uma merreca do que nada.

2 - PREVIDÊNCIA PRIVADA

Tenho um plano de previdência da modalidade PGBL há 3 anos. Meu interesse é exclusivamente obter restituição do IR. Escolhi um plano que investe até 30% em renda variável como forma de tentar aumentar o rendimento.

Escolhi o modelo regressivo de tributação e pretendo deixar o dinheiro parado no PGBL ao menos por 10 anos. Com isso o IR será de 10% sobre todo o valor investido (e não apenas sobre o rendimento).

Anualmente eu aporto o equivalente a 12% da minha renda bruta que é o máximo que pode ser abatido, e nesses 3 anos consegui restituição de cerca de 1/3 do valor aportado (ou seja, aproximadamente a cada 3 aportes anuais, 1 o governo me devolve em forma de restituição do IR). Esse valor restituído eu posso investir em algo que me proporcione rendimentos melhores (especialmente ações...).

Então, se por um lado serei tributado em 10% sobre o total investido, por outro lado estou recebendo anualmente 1/3 desse mesmo valor investido na forma de restituição do IR.

Confesso que não coloquei na ponta do lápis, mas salvo engano essa operação está sendo vantajosa pra mim.

3 - RESUMO

- penso que vale a pena autônomo pagar INSS na alíquota mínima pra ter acesso ao seguro que ele proporciona;

- penso que vale a pena aportar o limite máximo dedutível de previdência complementar (12% do rendimento bruto anual), desde que (i) o contribuinte utilize o modelo completo da declaração, (ii) o modelo de tributação seja o regressivo e (iii) o prazo de acumulação seja de pelo menos 10 anos.

Quase esqueci dois fatores importantes:

- deve-se pesquisar e negociar muito bem as taxas de administração e de carregamento; no meu plano atual a taxa de administração é de 1% a.a. e sou isento de taxa de carregamento;

- é possível portar planos de previdência complementar de uma instituição para outra sem perda dos benefícios que o regime de tributação oferece.

Abraço.
Você só esqueceu de um detalhe:a tabela é regressiva sobre as contribuições,portanto quando completar 10 anos você terá a primeira contribuição com 10% de imposto.As demais seguirão a tabela conforme o tempo que foram depositadas.
Isso foi uma pegadinha que ninguém comenta.Na realidade a tabela regressiva só chega a valer a pena,em caso de resgate total,acima de 20 anos.

Abraço

Mar 15, 2012 17:49
Consenso de Moderadores Forista Assíduo
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bruno ..... escreveu:..

Boas-vindas ao fórum
http://forum.infomoney.com.br/viewtopic.php?t=14892

Use um nick ao invés do seu nome real por questões de segurança digital.
Mande uma mensagem privada (MP) para Infomoney ou e-mail para forum@infomoney.com.br solicitando a mudança e fornecendo o novo nick.


Sucesso nos trades.

Atenciosamente,

Mar 16, 2012 13:07
Forever Forista Assíduo
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bruno rodrigues galvão escreveu:
Newbie Trader escreveu:Boa noite.

Bom, vou dar minha contribuição.

1 - PREVIDÊNCIA SOCIAL

Sou servidor público estatutário, então participo de regime próprio de previdência. Mas se eu fosse autônomo pagaria a alíquota mínima do INSS, não pela previdência (aposentadoria) em si, mas pelo seguro (benefícios), tais como auxílio-doença, auxílio-acidente e aposentadoria por invalidez.

Esses benefícios são uma merreca. Mas pra autônomo acho melhor garantir uma merreca do que nada.

2 - PREVIDÊNCIA PRIVADA

Tenho um plano de previdência da modalidade PGBL há 3 anos. Meu interesse é exclusivamente obter restituição do IR. Escolhi um plano que investe até 30% em renda variável como forma de tentar aumentar o rendimento.

Escolhi o modelo regressivo de tributação e pretendo deixar o dinheiro parado no PGBL ao menos por 10 anos. Com isso o IR será de 10% sobre todo o valor investido (e não apenas sobre o rendimento).

Anualmente eu aporto o equivalente a 12% da minha renda bruta que é o máximo que pode ser abatido, e nesses 3 anos consegui restituição de cerca de 1/3 do valor aportado (ou seja, aproximadamente a cada 3 aportes anuais, 1 o governo me devolve em forma de restituição do IR). Esse valor restituído eu posso investir em algo que me proporcione rendimentos melhores (especialmente ações...).

Então, se por um lado serei tributado em 10% sobre o total investido, por outro lado estou recebendo anualmente 1/3 desse mesmo valor investido na forma de restituição do IR.

Confesso que não coloquei na ponta do lápis, mas salvo engano essa operação está sendo vantajosa pra mim.

3 - RESUMO

- penso que vale a pena autônomo pagar INSS na alíquota mínima pra ter acesso ao seguro que ele proporciona;

- penso que vale a pena aportar o limite máximo dedutível de previdência complementar (12% do rendimento bruto anual), desde que (i) o contribuinte utilize o modelo completo da declaração, (ii) o modelo de tributação seja o regressivo e (iii) o prazo de acumulação seja de pelo menos 10 anos.
Quase esqueci dois fatores importantes:
- deve-se pesquisar e negociar muito bem as taxas de administração e de carregamento; no meu plano atual a taxa de administração é de 1% a.a. e sou isento de taxa de carregamento;
- é possível portar planos de previdência complementar de uma instituição para outra sem perda dos benefícios que o regime de tributação oferece.
Abraço.
Você só esqueceu de um detalhe:a tabela é regressiva sobre as contribuições,portanto quando completar 10 anos você terá a primeira contribuição com 10% de imposto.As demais seguirão a tabela conforme o tempo que foram depositadas.
Isso foi uma pegadinha que ninguém comenta.Na realidade a tabela regressiva só chega a valer a pena,em caso de resgate total,acima de 20 anos.
Abraço
Sim, vc tem razão. O PGBL é um investimento de longo prazo. Mas vc pode efetuar saques de 1/10 a cada ano, de modo a pagar somente 10% de IR. Não precisa realizar o resgate total. Pode também contribuir por 15 anos, p. ex., interromper as contribuições e sacar tudo após 25 anos.

De toda forma, a estratégia do Newbie Trader parece interessante. Além de diversificar a carteira de investimentos, aproveita o diferimento fiscal. As restituições rendem juros hoje e ele só pagará o imposto de renda no futuro.

Abraços.

Mar 19, 2012 1:02
Walter J.Schloss Forista Assíduo
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Walter J.Schloss
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Forever escreveu:Sim, vc tem razão. O PGBL é um investimento de longo prazo. Mas vc pode efetuar saques de 1/10 a cada ano, de modo a pagar somente 10% de IR. Não precisa realizar o resgate total. Pode também contribuir por 15 anos, p. ex., interromper as contribuições e sacar tudo após 25 anos.

De toda forma, a estratégia do Newbie Trader parece interessante. Além de diversificar a carteira de investimentos, aproveita o diferimento fiscal. As restituições rendem juros hoje e ele só pagará o imposto de renda no futuro.

Abraços.
Acho uma boa estrategia e confesso q a minha eh parecida neste quesito.

Para quem labuta e eh tributado na aliquota pf maxima e tem poucas deducoes como eu, estar num pgbl com tabela regressiva eh sim uma otima linha de investimento de lp se houver reaplicacao da propria restituicao.

Abr 21, 2012 21:41
SP_1932 Forista Assíduo
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Conheço pessoas que tiveram problemas tanto na privada, quanto na pública.
Um que contribuiu p/ o INSS com o máximo para receber 20 salários mínimos quando se aposentasse e recebe menos de três salários mínimos.
E outro que contribuiu a vida inteira p/ uma previdência privada (uma das maiores da época) e pouco antes dele se aposentar, ela pediu falência, ele até entrou com ação e ganhou, mas não recebeu nada.
Então fico com o pé um pouco atrás.
Talvez a previdência que seja ligada a alguma entidade de classe seja boa, como a oab - prev, mas ainda estou com o pé atrás.
Obrigado.

Abr 27, 2012 11:40
Forever Forista Assíduo
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Jun 25, 2012 10:37
AndBroker Forista Assíduo
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A previdência privada em tempo de juros menores

Sou assinante do Valor e tenho algumas questões sobre previdência privada. Com as quedas ocorridas e a previsão de que as taxas de juros continuem baixas mesmo com inflação alta, o que fazer para formar reservas para a aposentadoria? Quais são as opções de investimento rentáveis e seguras atualmente? Quais são as alternativas aos planos de previdência privada? Eles continuam sendo uma boa escolha?

Angela Nunes, CFP:

Caro leitor, suas preocupações são muito pertinentes. Estamos vivendo uma nova realidade em relação às taxas de juros no Brasil, já que elas caíram de uma forma muito significativa nos últimos meses e os novos patamares serão, provavelmente, duradouros.

A taxa de juro real (descontando a inflação) também caiu fortemente nos últimos tempos. Tomando como parâmetros para cálculo a taxa básica de juros da economia (Selic) definida pelo Banco Central (BC) e a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), verifica-se que a taxa de juros real recuou da faixa de mais de 6% ao ano para níveis próximos a 3% ao ano.

Se por um lado a redução nas taxas de juros é boa para aqueles que têm dívidas, por outro lado, o impacto e as consequências para quem está se preparando para a aposentadoria - e também para aqueles que já vivem do rendimento das suas reservas financeiras - estão longe de serem triviais. Muito pelo contrário. Esses impactos são graves, pois a grande contribuição para o crescimento das reservas financeiras, que vinha sendo dada pelas altíssimas taxas de juros brasileiras, já não existe mais. E isso se soma ao efeito do Imposto de Renda (IR) incidente sobre os rendimentos da maior parte das aplicações financeiras.

A falta de entendimento desse novo cenário pode comprometer fortemente o grande objetivo de uma maturidade digna e tranquila, especialmente quando se leva em conta que a expectativa de vida vem aumentando.

Respondendo às suas questões:

Para buscar mais rentabilidade, você deve analisar os diversos ativos disponíveis no mercado financeiro: títulos públicos - em especial os que são rentabilizados pelo IPCA (NTNs-B) -, Letras Financeiras (LFs), Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs), só para citar alguns.

Em relação aos planos de previdência privada, é preciso que você analise cuidadosamente todos os detalhes: a modalidade do plano (PGBL ou VGBL), a composição da carteira, o tipo de renda futura, os beneficiários da renda, o regime tributário (se progressivo ou regressivo) e os custos.

No atual patamar dos juros, o impacto das taxas de administração sobre os resultados de uma aplicação financeira se tornou ainda mais relevante para o investidor. Produtos com custos acima de 1% ao ano são extremamente caros, especialmente quando se leva em conta que os planos de previdência privada são compostos por alocações de recursos para o longo prazo.

Mas, se me permite, caro leitor, eu gostaria realmente de "alertá-lo" sobre um aspecto em particular: como a magnitude da queda dos juros foi muito acentuada, tentar ajustar o efeito dessa queda em seus investimentos "somente" por intermédio da busca de maior rentabilidade na alocação das reservas será, provavelmente, insuficiente e/ou implicará maior risco e/ou menor liquidez - o que, nem sempre, combinará com o seu perfil e capacidade de assumir mais risco e/ou abrir mão de liquidez.

Portanto, em um processo de adaptação da "preparação para a aposentadoria" provocado pelos efeitos da queda nas taxas de juros, o planejamento financeiro tornou-se ainda mais importante. As alternativas e soluções terão que ser conjuntas e complementares, será fundamental reavaliar não só a alocação da carteira de investimentos, mas também todo o planejamento financeiro individual e familiar, especialmente a pauta de receitas e despesas.

Será relevante, sem dúvida, buscar - quando possível e adequado ao seu perfil de risco - maior rentabilidade nos investimentos. Mas também poderá ser necessário alcançar um novo equilíbrio do orçamento doméstico, de forma a aumentar a capacidade de geração de poupança (receitas menos despesas) - seja por meio da redução de despesas, seja pela criação de fontes alternativas de renda ou mesmo pela da postergação da data da aposentadoria.

A falta de atenção e ação em relação a esses pontos poderá implicar uma renda, na aposentadoria, menor do que seria desejado e/ou no término das reservas em um prazo menor do que o necessário, devido à sua longevidade.

Portanto, prezado leitor, você terá, daqui para frente, que tomar decisões e fazer escolhas relevantes para atingir os objetivos desejados.

Angela Nunes é Planejadora Financeira Pessoal e possui a Certificação CFP (Certified Financial Planner) concedida pelo Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros (IBCPF) E-mail: angela@moneyplan.com.br

As respostas refletem as opiniões do autor, e não do jornal Valor Econômico ou do IBCPF. O jornal e o IBCPF não se responsabilizam pelas informações acima ou por prejuízos de qualquer natureza em decorrência do uso destas informações. Perguntas devem ser encaminhadas para : consultoriofinanceiro@ibcpf.org.br


Leia mais em:
http://www.valor.com.br/financas/272586 ... z1yoA1ePCw

Jul 16, 2012 10:11
AndBroker Forista Assíduo
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Qual a melhor opção de IR para o VGBL?

Tenho 50 anos e, de tanto ouvir falar, resolvi fazer um plano de previdência. Já concluí que o melhor para mim é o VGBL, mas não consigo entender que tipo de Imposto de Renda (IR) devo escolher.

Fernando Meibak, CFP:

Prezado, o início de sua pergunta é interessante: “de tanto ouvir falar resolvi fazer um plano de previdência”. Com a idade de 50 anos, o ideal seria você já estar em processo de acumulação de reservas para fazer frente aos gastos que terá na vida mais madura. Caso tenha decidido começar esse processo somente agora, menos mal. Ainda terá um tempo razoável de vida produtiva, mas você estará exposto aos riscos do mercado de trabalho ou aos riscos de sua atividade.

Outro ponto interessante de sua pergunta: “Já concluí que o melhor para mim é o VGBL”. Alguns pontos precisam ser avaliados para a escolha de produtos de previdência. VGBL tem tributação sobre o rendimento e não permite a utilização das contribuições para deduzir do Imposto de Renda (IR) na declaração anual. É indicado para pessoas que utilizam o modelo simplificado de IR. O produto PGBL é mais adequado para pessoas que declaram no modelo completo e que têm possibilidade de manter investimentos por longo prazo, pois há a permissão para abatimento na declaração anual até o limite de 12% da renda bruta, mas a tributação é sobre o valor total resgatado.

Outro tema importante é a definição do tipo de IR que vai incidir, que é de sua escolha: progressivo ou regressivo. A diferença entre ambos está na incidência do IR no futuro. Na forma progressiva, ocorre a tributação na fonte à alíquota de 15% — e você terá que levar o rendimento ao ajuste de tributação na declaração de IR para a pessoa física. No caso da forma regressiva, o prazo de investimento determina a alíquota no momento do saque dos recursos no futuro. Começa em 35% sobre o volume total de saques até dois anos e vai caindo a cada período bianual em cinco pontos percentuais: de dois a quatro anos, 30% de IR; de quatro a seis anos, 25% de IR, e assim por diante, até atingir a alíquota mínima de 10%, em dez anos. E o IR é exclusivo de fonte.

É importante avaliar outros benefícios dos produtos de previdência. Um deles, a não incidência de imposto de transmissão para os beneficiários no caso de morte.

No caso do PGBL, é sempre importante lembrar que a economia de IR é obtida no ano de contribuição, mas você pagará IR no futuro, quando realizar os resgates. Assim, terá que avaliar o tempo que pretende permanecer no plano e também os custos. Exemplo: se você está enquadrado na alíquota máxima de IR — que é de 27,5%, significa deixar de pagar IR sobre o montante investido (um “ganho” de 27,5%). Se você optar pelo regime regressivo e ficar no plano pelo período de cinco anos, terá um IR, quando sacar, de 25%. Provavelmente os custos administrativos superarão o ganho que você teve: de 2,5% no período, numa forma simples de avaliar a situação. A forma regressiva é indicada para pessoas que realmente deverão ficar investidas no longo prazo...

O tema mais importante a ser avaliado são os custos do produto. O principal deles é a taxa de administração. Para valores menores de aporte, em geral as taxas estão num patamar elevado, de 2% ao ano ou mais. Pesquise bem para encontrar os produtos mais adequados em termos de custo. Não recomendo investir em planos com taxas acima de 1% ao ano. Nesses casos, é melhor você mesmo aplicar os recursos em ativos de longo prazo disponíveis no mercado brasileiro. Gosto muito do mecanismo chamado Tesouro Direto, que é o que em geral indico para os indivíduos. E gosto do lema: faça você mesmo sua previdência!

Boa sorte com sua decisão.

http://www.valor.com.br/financas/275208 ... z20moFrbdo

Jul 19, 2012 3:46
eisbecks Estreante
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Alguém aqui indica um bom PGBL com baixa taxa de administração e, preferencialmente, sem taxa de carregamento?
Tenho um Ciclo Vida 2040 no BB, tx adm em 4%, sem carregamento, mas não estou suportando mais essa taxa...

Jul 19, 2012 3:54
eisbecks Estreante
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Equivoquei-me. sao 2% que pago a título de tx adm.
de tda forma, uma boa dica nao faz mal a ninguem....
Abs

Jul 28, 2012 19:51
cmtemarcelo Estreante
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cmtemarcelo
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Mai 22, 2012 13:30
 
 
Pessoal, estou procurando um investimento para aponsentadoria, com aportes mensais, e sem risco. Por isso pensei em Previdencia Privada.
Alguem indica alguma previdencia com boa rentabilidade e poucas taxas ?
Algum outro investimento ?
Já sou investidor em FII, mas quero investir outra parte $$ num investimento mais conservador

Jul 28, 2012 20:59
cpf216 Forista VIP
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cmtemarcelo escreveu:Pessoal, estou procurando um investimento para aponsentadoria, com aportes mensais, e sem risco.
Sem risco não existe.
cmtemarcelo escreveu:Por isso pensei em Previdencia Privada.
Alguem indica alguma previdencia com boa rentabilidade e poucas taxas ?
Algum outro investimento ?
Já sou investidor em FII, mas quero investir outra parte $$ num investimento mais conservador
Bom, bom... mais conservador, sim. Mais diversificado também. Muito bom mesmo.

http://blogs.estadao.com.br/jt-seu-bols ... a-privada/

O ruim é que não diz a atualização de dados e que a taxa de carregamento só é informada no 'início'. O bom mesmo é abrir uma planilha e comparar apenas (e somente apenas) taxa de administração, taxa de carregamento e composição da carteira. Não se apegue aos valores finais. E como o site não fornece a lista completa, inclua aí também a visita a alguns bancões, só por precaução.

Pode observar a taxa de juros "alvo" do plano, mas mesmo ela é bom não se apegar.

EDIT: Para te ajudar a montar a planilha: www.ratingdeseguros.com.br/pdfs/artigo26a.pdf

Jul 29, 2012 0:50
cmtemarcelo Estreante
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cmtemarcelo
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cpf216 escreveu:
cmtemarcelo escreveu:Pessoal, estou procurando um investimento para aponsentadoria, com aportes mensais, e sem risco.
Sem risco não existe.
cmtemarcelo escreveu:Por isso pensei em Previdencia Privada.
Alguem indica alguma previdencia com boa rentabilidade e poucas taxas ?
Algum outro investimento ? Já sou investidor em FII, mas quero investir outra parte $$ num investimento mais conservador
Bom, bom... mais conservador, sim. Mais diversificado também. Muito bom mesmo.
http://blogs.estadao.com.br/jt-seu-bols ... a-privada/
Peguei o perfil dos grandes bancos e coloquei lá e sempre dava que tinha planos melhores no mercado. Confiar na informação ou não ???
O ruim é que não diz a atualização de dados e que a taxa de carregamento só é informada no 'início'. O bom mesmo é abrir uma planilha e comparar apenas (e somente apenas) taxa de administração, taxa de carregamento e composição da carteira. Não se apegue aos valores finais. E como o site não fornece a lista completa, inclua aí também a visita a alguns bancões, só por precaução.
Pode observar a taxa de juros "alvo" do plano, mas mesmo ela é bom não se apegar.
EDIT: Para te ajudar a montar a planilha: www.ratingdeseguros.com.br/pdfs/artigo26a.pdf
CPF OBRIGADO PELA CONTRIBUIÇÃO.

ENTREI NO SITE www.buscaprev.com.br muito bom, mas será que podemos confiar que aquele plano oferecido é o melhor ? Alguem opina.

Ago 10, 2012 9:53
AndBroker Forista Assíduo
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Como carregar menos peso na previdência
Por Alessandra Bellotto | Valor

SÃO PAULO - Quanto vale a troca de um plano de previdência privada que cobra do cliente 4% sobre toda aplicação que ele faz (a taxa de carregamento) e 3% para gerir os recursos por uma alternativa cuja única despesa é uma taxa de administração de 0,8%? Um ganho superior a 50% levando em conta um aporte inicial de R$ 10 mil e contribuições mensais de R$ 500 por um período de 30 anos, a um juro real (descontada a inflação) de 4% ao ano.

Na simulação feita pelo economista Marcelo d’Agosto, à frente do blog O Consultor Financeiro, do portal Valor, no primeiro plano o investidor acumularia cerca de R$ 214 mil e, na segunda opção, R$ 324,9 mil – uma diferença superior a R$ 110 mil.

Em tempo de juro baixo, negociar os custos torna-se obrigatório para não deixar na mesa todo o ganho, destaca o diretor de varejo da XP Investimentos, Eduardo Glitz. “No cenário atual, se o investidor não prestar atenção, corre o risco de passar 25, 30 anos acumulando recursos e, no fim do período, resgatar menos do que colocou, se descontada a inflação”, alerta. Para se ter uma ideia, a fim de recuperar uma taxa de carregamento de 4%, seria necessário pouco mais de um ano de aplicação, considerando um juro real também de 4%.

Por isso é preciso sair da zona de conforto e pesquisar. No varejo, destaca Glitz, ainda são encontradas taxas “abusivas”, já que esse é um mercado que acompanha a concentração bancária, e as informações não são facilmente encontradas nem comparáveis. Basicamente, os custos variam de acordo com o porte do investimento e o relacionamento do cliente com a instituição. E cada seguradora apresenta um modelo de cobrança: umas têm taxa de carregamento na entrada, outras só na saída, algumas na entrada e saída, e há quem não cobre nada.

As taxas são apenas parte do modelo complexo da previdência aberta, que envolve ainda a escolha do plano (PGBL ou VGBL), da tabela de imposto que vai incidir sobre sua aplicação, se progressiva ou regressiva, e do tipo de fundo de investimento que vai receber as aplicações, se renda fixa, multimercado ou composto com até 15%, 30% ou 49% em ações – isso tudo considerando apenas o período de acumulação.

D’Agosto calcula, com base em levantamento da consultoria NetQuant com dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep), que há cerca de 3.600 planos individuais, entre PGBL e VGBL, que investem em menos de cem fundos. As seguradoras não informam o carregamento, mas as taxas de administração variam de menos de 1% até quase 5%. A maior parcela do patrimônio, contudo, está nos fundos mais baratos.

No segmento de renda fixa, que reúne mais de R$ 200 bilhões em ativos, pouco mais de 63% está aplicado em carteiras com taxas de administração de até 1,5%. Nos compostos, 42% do total de R$ 41,6 bilhões está nessa faixa de cobrança. Vale dizer também que esse é o intervalo que mais tem crescido nos últimos anos, aponta pesquisa da NetQuant (veja gráfico ao lado). Há algumas razões para isso.

Segundo D’Agosto, a principal delas é o aumento do interesse por planos de previdência privada de indivíduos com alto poder aquisitivo, que têm condição de avaliar melhor o efeito dos custos no tempo e negociar taxas menores. Além disso, fundos mais baratos tendem a ter um desempenho melhor relativamente às alternativas com taxas mais altas.
Aline Massuca / ValorSandriel Ferreira fez uso da portabilidade para trocar de plano: deixou taxas de carregamento de 5% e de administração de 3% para uma opção com taxas de zero e 1,5%, respectivamente

Outro motivo é o investidor que começa a ficar preocupado com a queda da rentabilidade de suas aplicações e passa a pesquisar alternativas. Este é o caso do carioca Sandriel Genuíno Ferreira. Aos 35 anos, ele fez uso de um instrumento que só a previdência tem no universo dos investimentos, a portabilidade, e trocou de seguradora.

Ferreira saiu de um plano que começava com 5% de taxa de carregamento e cobrava 3% de administração por uma opção sem carregamento e com 1,5% de administração, oferecida por uma seguradora independente. O primeiro investimento foi feito em 2004, com dinheiro que estava na poupança, por sugestão de um gerente do banco no qual tinha conta – na época, Ferreira trabalhava com carteira assinada no ramo têxtil. “Foi a partir daí que comecei a me interessar pelo mercado, ter alguma noção, mas não tinha tempo”, diz.

Em 2007, ele se formou em administração, o que fez seu gosto por finanças aumentar. Há cerca de três anos, ficou desempregado e resolveu mergulhar de vez no mercado. Buscou cursos para aprender a investir na bolsa, virou “trader” e, de quebra, descobriu uma alternativa mais barata na previdência, que representa fatia de 70% dos seus recursos – a diferença é dinheiro reservado para operar na bolsa. “A gestão do fundo também está melhor”, afirma.

É verdade que Ferreira já tinha acumulado R$ 60 mil no plano original, o que certamente facilitou a portabilidade para um fundo mais barato. Mas um levantamento feito pela ValorInveste com as maiores seguradoras mostra que o setor já começa a se mexer a fim de garantir competitividade.

As instituições independentes, por exemplo, costumam cobrar taxa de carregamento apenas na saída, em percentual que decresce até zerá-la, conforme o prazo de permanência (veja tabela ao lado). Na Icatu Seguros, conta o superintendente comercial Sergio Prates, a taxa zera a partir de três anos.

Há cerca de três meses, a Caixa Previdência acompanhou este modelo e tirou o carregamento de entrada dos planos novos. “Trocamos pela taxa de saída, porque, se o plano de previdência é de longo prazo, o cliente acaba não pagando nada”, explica o diretor Juvêncio Braga. Na Caixa, a taxa também zera depois de três anos. “A queda da taxa de juros está forçando a indústria de fundos em geral e de previdência a rever seus custos”, acredita.

A HSBC Seguros também já tinha mexido em algumas taxas há cerca de dois anos, quando os juros experimentaram níveis mais baixos, conta o diretor Fu Hai. A instituição passou a trabalhar com uma taxa de carregamento menor na entrada, além da cobrada na saída.

Os clientes com maior poder aquisitivo, segundo o executivo, ganharam opções de fundos mais baratos, com taxas de administração de 0,8% e 1,5% ao ano. “Achamos que quem já tinha acumulado um volume razoável de recursos merecia tratamento diferenciado”, conta. Para contribuições menores, que na HSBC começam em R$ 50, as taxas chegam a 3%.

“As taxas na previdência já vêm caindo. Embora existam fundos que cobram 3% ou 4%, são carteiras que carregam patrimônio do passado, de clientes antigos”, afirma o superintendente de produtos da Brasilprev Seguros e Previdência, João Batista Mendes Angelo.

“Tudo é questão de escala. O Brasil está amadurecendo e, à medida que o patrimônio do setor cresce, como já vem acontecendo, vai havendo reduções, mas é um caminho que tem de ser trilhado tranquilamente”, diz Angelo. Ele afirma, contudo, que nos segmentos com tíquetes menores, a partir de R$ 25,00 na Brasilprev, o espaço para redução das taxas (em torno de 3%) é menor. O grande desafio, continua, é dar acesso a pequeníssimos investidores ao mercado, por conta dos custos fixos altos.

O superintendente-executivo de previdência do Santander, José Carlos de Paula, destaca que a previdência é mais complexa do que as demais alternativas de investimento. “A seguradora tem de fazer gestão atuarial, fiscal, de investimento, o que demanda gente especializada em todas as áreas”, afirma. Mas ele reconhece que, especialmente no segmento de renda fixa, onde está alocada a maior parcela do patrimônio, há espaço para queda.

Na avaliação de Glitz, da XP – que distribui fundos de previdência de seguradoras independentes na sua plataforma aberta de produtos –, no segmento de renda fixa, o investidor deve buscar taxas de administração de até 1% e zero de carregamento. Vale lembrar que, em grupos como o Santander e o Itaú Unibanco, as taxas variam de acordo com os investimentos totais do cliente na instituição.

O Itaú, conta o diretor-executivo Osvaldo Nascimento, aposta na estratégia de tratar a previdência como parte de uma cesta de opções de investimento. “Ela não disputa espaço com fundos tradicionais, CDBs, poupança, mas é oferecida para os projetos de longo prazo do cliente”, diz. As taxas de administração, segundo Nascimento, são equivalentes às cobradas nos fundos tradicionais e variam conforme o volume global de investimentos do cliente na instituição. “À medida que o cliente aumenta o patrimônio no banco, a taxa cai. Isso vale tanto para a previdência como para os fundos tradicionais.”

Angelo, da Brasilprev, ressalta que o investidor, mais do que os custos, precisa olhar a performance dos fundos. “Pode ter fundo que cobra mais, mas entrega serviço e valor em gestão”, diz. O cliente tem de ir atrás de um bom fundo com uma boa taxa de administração, resume Prates, da Icatu. Com a taxa de juros declinante e o instrumento da portabilidade, o mercado vai acabar regulando o preço, acredita Nascimento. “Se o investidor achar que seu fundo não é competitivo, ele migra para outro plano e empresa”, afirma. Nas seguradoras independentes, por exemplo, as taxas máximas de administração estão em 2,5%.

Na portabilidade de previdência, a grande vantagem é que o investidor pode mudar de um plano caro para um com taxas mais baixas, de um fundo de renda fixa para um com ações, de uma seguradora para outra, sem pagar imposto. Os recursos não saem do sistema.

Benefício fiscal

Se os custos forem competitivos, para projetos de longo prazo, a previdência é quase unanimidade no mercado. Aplicações feitas num PGBL, voltado para quem faz a declaração completa de Imposto de Renda (IR) e tem renda acima de R$ 5 mil, podem ser abatidas até o limite de 12% do rendimento bruto anual, tributado em até 27,5%. Trata-se, no entanto, de um diferimento fiscal, uma espécie de adiamento, já que o imposto vai ser pago no plano no momento do resgate, sobre o valor total.

Se o investidor optar pela tabela regressiva, cuja alíquota começa em 35% para prazos de até dois anos e chega a 10% depois de dez anos, tem a possibilidade de conseguir um desconto em relação ao imposto na declaração de IR. Para aplicações superiores a dez anos, o investidor escapa de uma alíquota de 27,5% no início do período de aplicação para pagar 10% só no fim do prazo. “Esse prêmio não encontro em nenhum outro segmento”, afirma Angelo, da Brasilprev. O ideal é aplicar essa economia (17,5%), a fim de alavancar a poupança. “Esta é uma forma de incrementar os resultados que o cliente não percebe”, diz José Carlos de Paula, do Santander.

No VGBL, opção indicada para quem faz a declaração de IR no modelo simplificado ou já usou todo o espaço do abatimento do imposto no PGBL, não há a possibilidade de abatimento no IR. No entanto, os recursos acumulados não sofrem a incidência do come-cotas, imposto cobrado semestralmente nos fundos tradicionais. “O investidor acumula o tempo todo sem pagar imposto”, destaca Braga, da Caixa. A tributação acontece no momento do resgate e apenas sobre o rendimento.

No Santander, para o investidor que tem objetivos de longo prazo, a dica que se costuma dar é direcionar pelo menos 15% dos recursos disponíveis para aplicação para a previdência, diz De Paula. Mas o horizonte tem de superar cinco anos para que se consiga tirar proveito dos benefícios fiscais, alerta.

Hoje, com juros declinantes, tudo o que investidor fizer para ter um ganho adicional, seja negociar custos mais baixos, seja aproveitar os benefícios fiscais que a previdência oferece, pode resultar em uma diferença grande. A diretora de previdência e vida resgatável da Mapfre Serviços Financeiros, Maristela Gorayb, vai além: na previdência, as pessoas precisam começar a pensar em assumir mais risco nas suas aplicações, com a inclusão de renda variável. “Isso vai ser inevitável, mas é uma questão de experimentar e ver que dá efeito.”

Em uma simulação da Icatu, Prates conta que, quando o juro real estava em 6% ao ano, uma pessoa de 30 anos, para se aposentar aos 60 com R$ 500 mil, tinha de contribuir com um pouco mais de R$ 500 por mês. Com essa taxa de juros caindo para 3,5%, as contribuições deveriam subir para quase R$ 800 por 30 anos para alcançar o mesmo saldo, ou a aposentadoria precisaria ser adiada por quase nove anos. Não dá para perder tempo. É hora de fazer contas.

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Nov 02, 2012 11:19
alvarosan Estreante
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previdencia privada
alvarosan
Registrado em:
Nov 02, 2012 10:42
 
 
Olá, estou com uma dúvida ou um grande problema. Tenho dois planos VGBL, com tx adm. de 3 a.a há mais de oito anos. os dois somados totalizam cerca de 65 mil reais e tem péssimos rendimentos. Tentei sacá-los, mas o banco diz que vou pagar 15 % sobre o rendimento no ato e mais e 12% no ajuste anual do IR. Isto procede, visto que este acerto com o leão se daria apenas com o PGBL e sobre o valor total. O que faço e caso resolva sacálo, onde investir? Grato pela atenção.

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