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Nov 04, 2010 7:32
G. Gekko Forista Assíduo
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Política
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Senhores e senhoras...

Estou abrindo um topico para "colher" opiniões dos nobres colegas a respeito da possivel volta da CPMF em 2011:

- Acredita na volta da CPMF???
- Qual nome sera dado ao novo imposto ou continua CPMF???
- Qual % do novo imposto???
- Sua opinião a respeito da CPMF...
- Acredita no possivel imposto para Segurança Publica???

Nov 04, 2010 9:38
In the dark Forista Assíduo
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Acho que qualquer "novo" ou velho imposto em um país como uma carga tributária como a nossa um absurdo...

Independente do presidente eleito o ue deveriamos ouvir seriam tentativas de desonerar o cidadão (principalmente tendo em vista os constantes records na arrecadação fruto do crescimento da economia).

Um novo velho imposto não será a solução pra saúde...

Ahhh tbm discordo do CPMF como meio de fiscalização de movimentação bancária.

p.s: começamos bem o novo governo, quer dizer, isso porque ainda nem começamos. :( :roll:

Nov 04, 2010 10:41
G. Gekko Forista Assíduo
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O presidente Lula e a presidente eleita Dilma Rousseff deixaram claro ontem que o financiamento da área de saúde será feito por meio da criação de uma nova CPMF, a ser aprovada nas próximas semanas pelo Congresso Nacional, com o nome de Contribuição Social para a Saúde (CSS). Essa diretriz indica que Lula e Dilma devem também alterar o projeto de lei que cria o Fundo Social (FS) do pré-sal, já aprovado pelo Senado e que está para ser votado pela Câmara dos Deputados.

Preocupados com os parcos recursos para a saúde, os parlamentares governistas e de oposição incluíram essa área como uma das beneficiárias das receitas fiscais das gigantescas reservas de petróleo que o Brasil teve a felicidade de descobrir. O projeto original do governo não contemplava a saúde com recursos do FS. Com a decisão de recriar a CPMF, a saúde terá recursos adicionais e imediatos e não há mais razão para que os parlamentares insistam em destinar receitas do pré-sal para a área.

Na condição de ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff coordenou a elaboração do projeto de lei que cria o FS, encaminhado ao Congresso em meados do ano passado. No projeto de Lula e Dilma, os recursos fiscais do pré-sal iriam apenas para cinco áreas: educação, cultura, ciência e tecnologia, combate à pobreza e sustentabilidade ambiental. Com isso, o governo espera transformar os recursos naturais do pré-sal em riqueza e capital humano. Acabar com a pobreza, em seus inúmeros aspectos, e investir pesadamente na formação das pessoas e no desenvolvimento da ciência e da tecnologia é, sem dúvida, pensar adequadamente no futuro.

As receitas petrolíferas possuem algumas peculiaridades, que merecem ser consideradas. Em primeiro lugar, o petróleo é uma riqueza finita, pois é um recurso não renovável. Assim, os governos não podem permitir que somente a atual geração de brasileiros usufrua dos benefícios da exploração do pré-sal. Por isso, é necessário que essa riqueza seja transformada em um ativo, cujo usufruto possa ser estendido às futuras gerações.

Além disso, a exploração e comercialização do petróleo resultarão em ingresso no Brasil de grandes volumes de dólares. Ainda não se sabe o montante das reservas do pré-sal, mas acredita-se no mercado que elas poderão superar 40 bilhões de barris de petróleo. Considerando-se um preço médio do barril de cerca de US$ 75, apenas como exercício para mostrar as potencialidades do pré-sal, essas reservas permitirão um influxo total de capital ao Brasil da ordem de US$ 3 trilhões no longo prazo. Se não forem bem administrados, esses ingressos produzirão uma valorização da moeda brasileira, o que reduzirá a competitividade dos produtos nacionais.

Um terceiro aspecto é o caráter volátil desses recursos, pois as receitas com o petróleo dependem basicamente dos preços no mercado internacional. Assim, os países, cujos orçamentos dependem muito das receitas petrolíferas, sofrem grandes transtornos quando os preços caem muito.

Por essas razões, as receitas do pré-sal precisam ser apartadas em um fundo e não confundidas com as demais receitas orçamentárias. As fontes de receitas do FS serão a partilha de produção, os bônus de assinatura e os royalties. Os recursos do FS serão aplicados, preferencialmente no exterior, para que não resultem em excessiva apreciação cambial.

O projeto original do Palácio do Planalto prevê uma capitalização mínima do FS, antes que o governo comece a gastar o dinheiro. Em situação ideal, o montante a ser resgatado anualmente deve corresponder à rentabilidade do FS, com o objetivo de evitar sua descapitalização.

Quando o projeto de lei chegou ao Congresso, os parlamentares procuraram acrescentar outros setores entre os beneficiários das receitas petrolíferas. O primeiro deles foi a saúde, seguida pela Previdência Social e depois pelos esportes. A tentação de querer resolver, no papel, todos os problemas do país com uma única fonte de recursos dominou os deputados e senadores. O presidente Lula chegou a criticar esse comportamento, chamando-o de "a farra do boi".

Há dois tipos de risco nesse comportamento. O primeiro deles é a pulverização dos recursos, com a consequente pressão política para o aumento dos gastos anuais para atender a todos, o que pode comprometer a sustentabilidade do FS no médio e longo prazo. O segundo é o Brasil evitar o enfrentamento de questões estruturais, que precisam ser resolvidas.

Por exemplo: há setores do atual governo, e do PT, favoráveis ao uso das receitas do pré-sal para cobrir o déficit da Previdência. O objetivo dessa proposta é evitar a discussão sobre alterações nas regras previdenciárias, que precisam ser realizadas em função da mudança demográfica que está ocorrendo no Brasil. A população brasileira está envelhecendo rapidamente, o que levará o sistema previdenciário ao caos, se mudanças nas regras de concessão de aposentadorias e pensões não foram implementadas. É provável que Lula e Dilma trabalhem para que os setores beneficiados sejam aqueles do projeto original.

Nov 04, 2010 10:46
Dick Trade Forista VIP
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Base governista deve se mobilizar por nova CPMF

Por AE
Os governadores da base aliada ao Palácio do Planalto deverão se mobilizar, a partir do ano que vem, para criar uma fonte de recursos para financiar a saúde. A ideia de instituir um imposto para custear a Saúde, em substituição à antiga Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), agrada à presidente eleita Dilma Rousseff. A maioria dos dez governadores de oposição eleitos deverá, no entanto, resistir à criação de um novo tributo.
"Não pretendo enviar um projeto recriando a CPMF. Mas tenho visto uma mobilização de governadores nessa direção", afirmou ontem Dilma, durante entrevista à imprensa. Mas ela se diz preocupada com a criação de novos impostos. "Eu tenho muita preocupação com a criação de impostos. Preferia outros mecanismos, mas tenho visto uma pressão dos governadores. É necessário que se abra um processo de discussão com eles", disse.
O governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, é um dos mais entusiasmados com a criação de fontes para financiar a saúde. Favorável ao imposto, Campos argumentou que a oposição foi "irresponsável" ao derrubar a CPMF, em 2007. "O dinheiro para a saúde é insuficiente", afirmou o governador, segundo sua assessoria de imprensa.
Eleito governador do Espírito Santo, o senador Renato Casagrande é mais cauteloso do que Campos, seu colega de partido. "Temos de aumentar o financiamento para a saúde. Mas não sei se o único caminho é a criação de mais um imposto", observou Casagrande. "Mas serei a favor daquilo que a gente decidir em conjunto", disse o socialista.
O senador Marconi Perillo (PSDB), recém-eleito governador de Goiás, garantiu que manterá a posição contrária à criação de um imposto para a saúde, apesar da escassez de recursos para o setor. "Sou contra o aumento de impostos. Estarei à disposição para colaborar com a presidente Dilma, desde que não seja aumento ou criação de impostos. A carga tributária brasileira é alta", disse o tucano, um dos que votaram contra a manutenção da CPMF, há três anos.

Fonte: http://www.istoedinheiro.com.br/noticia ... +NOVA+CPMF

Nov 04, 2010 11:06
Petri2 Forista Assíduo
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Re: 2011 - "Volta" da CPMF...
Petri2
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G. Gekko escreveu:Senhores e senhoras...

Estou abrindo um topico para "colher" opiniões dos nobres colegas a respeito da possivel volta da CPMF em 2011:

- Acredita na volta da CPMF???
- Qual nome sera dado ao novo imposto ou continua CPMF???
- Qual % do novo imposto???
- Sua opinião a respeito da CPMF...
- Acredita no possivel imposto para Segurança Publica???


Com maioria no Congresso e no Senado, mais as declarações explícitas do sapo barbudo e do fantoche de presidente, a CPMF já voltou. É questão de tempo. Vão mudar o nome para não pegar mal, vão dizer que é CSS, mas os cidadãos e contribuintes não são bestas: é a volta da CPMF.

Não sei quanto será o percentual. Mas dada a fúria arrecadadora do atual governo, os 0,38% serão reeditados. Tentaram propor a CSS a 0,20% logo após a derrocada da CPMF. Agora com a maioria nas duas camaras, a bancada mensaleira pode por o percentual que quiser. Uma coisa é certa: 0,38% para um cenário de juros na casa dos 11% a.a. é muito pior do que a situação anterior em que os juros da Selic rondavam 20% a.a. ou mais.

É o tipo mais sem-vergonha de imposto, pois não permite compensações e onera a atividade produtiva. Quem mais paga, de forma disfarçada, são os setores que possuem uma cadeia de produção maior e o consumidor final. Esses impostos indiretos tem maior impacto na renda do indivíduo que ganha menos. Eles costumam defender o imposto com a falácia de que quem mais paga é o rico. De fato, em termos absolutos a classe média e alta (com maior renda) é a que mais paga dadas as transações financeiras que realiza. Contudo, em percentual de renda, os mais desfavorecidos pagarão um percentual maior sob a forma de preços.

Feliz 2011.

Nov 04, 2010 11:09
Dick Trade Forista VIP
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Re: 2011 - "Volta" da CPMF...
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Vou aproveita a estrutura das perguntas

- Acredita na volta da CPMF???

Sim. O governo nunca engoliu a extinção da CPMF. Vencida as eleições, a notícia é cada vez mais recorrente na mídia.

- Qual nome sera dado ao novo imposto ou continua CPMF???

Acho que continua CPMF. Apesar de o nome dado não alterar a natureza do tributo, o governo com a estratégia evitou dividir a receita com os Estados. No máximo, acho que acrescentam um "S" de saúde para tentar justificar o destino (como se imposto precisasse disso). Além disso, se aprovado como imposto, só pode ser cobrada no exercício seguinte (princípio da anualidade). Como contribuição basta a anterioridade nonagesimal (noventa dias)...

- Qual % do novo imposto???

Se não me falha a memória, já teve alíquota de 0,20%, 0,30%, 0,38%. Não duvido que a sanha arrecadadora governista o faça retornar com alíquota de 0,38%...

- Sua opinião a respeito da CPMF...

Apesar de gerar menos distorção que os outros tributos e ser impossível a sonegação, encarece a produção. Além disso, por ser um imposto regressivo, penaliza proporcionalmente mais os pobres do que os ricos.

- Acredita no possivel imposto para Segurança Publica???

Aprovar dois impostos polêmicos é pedir muito da paciência do povo (pelo menos da minha, que não aceito nem um deles). Diferentemente da CPMF, não acredito que este vingue...

Abs,

Nov 04, 2010 11:39
Crush Forista Assíduo
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Para a saúde, a volta da CPMF.
Para a segurança, o tal do novo imposto da segurança pública.
Para estradas, pedágios.
Para iluminação pública, taxa de iluminação pública.
Para seguridade e previdência social, contribuições ao INSS.
E assim vai.

Puxa vida, se há impostos específicos para destinações específicas, para que servem então todos os outros impostos que pagamos? (ICMS, IPI, IR, PIS, COFINS, ISS...)

Outra coisa, qual a diferença entre uma "contribuição" e um "imposto"? Se é obrigatório, é "imposto"... pois "contribuição" deveria ser opcional.

Nov 04, 2010 12:29
Petri2 Forista Assíduo
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Petri2
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Crush escreveu:Outra coisa, qual a diferença entre uma "contribuição" e um "imposto"? Se é obrigatório, é "imposto"... pois "contribuição" deveria ser opcional.


Os impostos federais no Brasil possuem regras de repartição com estados e municípios. As contribuições são encargos exclusivos da União.

Nov 04, 2010 13:30
overmatik Forista Assíduo
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Se o governo quiser que a CPMF volte, ela volta. A coisa está muito boa para o lado do PT pois os caras fizeram barba, cabelo e bigode. O que eles quiserem aprovar eles aprovam.

Eu seria a favor se o destino fosse vinculado 100% para a área da saúde pública, mas isso nunca aconteceu.

Em relação aos gringos, enquanto nosso país continuar a pagar os juros que paga eles vão continuar a bater palma para o Lula e Dilma. :lol:

Nov 04, 2010 16:30
worldtrading Forista VIP
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CPMF voltando é um retrocesso em todos os sentidos.

Nov 04, 2010 21:36
arkane Forista Assíduo
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Espero que a CPMF seja o noso maior prejuizo e retrocesso nos proximos 4 anos.

Nov 06, 2010 4:31
Petri2 Forista Assíduo
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Petri2
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Ainda sobre a CPMF, é curiosa a forma de administração da quadrilha PeTista. Não há uma única proposta para melhorar a prestação de serviços de saúde no país. São incapazes de traçar um diagnóstico decente sobre a qualidade do atendimento ou as necessidades do povo. E acham que a solução é passar a mão no bolso do contribuinte. E vai gastar no que?

Olhem as páginas dos jornais e vejam a declaração do ex-governador da Capitanias Hereditárias do Maranhão: "Sarney diz que há possibilidade de Congresso propor recriar CPMF". O que esse jumento disse na prática é: "Se a Dilma não meter a mão no bolso do povo, eu e os demais faremos por ela". Tão simples quanto isso.

E eu fico imaginando: o Maranhão deve ser um exemplo em saúde pública nesse país. O Socorrão I, é esse o nome do hospital público de S.Luís, certamente tem em sua clientela a nobre família Sarney .... Daí a herdeira da Capitania Hereditária, Roseana Sarney, adoece e precisa fazer uma cirurgia. Vai para onde? Incor (S.Paulo). O Sarney acorda e diz: vou fazer um check-up. Vai para onde: Sírio Libanês. A propósito, o mesmo hospital onde a fantoche de presidente, Dilminha, fez seu tratamento de quimioterapia. Curioso: por que a digníssima não deu um exemplo a nação e fez seu tratamento no Hospital de Base de Brasília tendo em vista que suas instações e atendimento deve tem melhorado nos últimos 8 anos como nunca antes na história desse país?

Pois é... Esse é o governo que ainda nem começou. E digo mais: o saco de maldades ainda não foi aberto.

Nov 06, 2010 18:39
SS2010 Estreante
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Petri2, contribuindo com a tua indignação vai uma breve historinha:
" No começo do mundo deus estava criando os paises e em todos ele colocou uma desgraça, furação, maremoto, terremoto, enchentes e etc.
O anjo que estava auxiliando deus neste trabalho indignado questionou:
" Senhor, vejo que em todos os paises tu colocou um tipo de provação más no entanto neste tal BRASIL, tu não colocou nada."
A Deus então prontamente respondeu: " Não ha necessidade de qualquer provação, tu vai ver o povinho que eu pôr ai dentro deste BRASIL".

E ai estamos nós.

Um grande abraço.

Petri2 escreveu:Ainda sobre a CPMF, é curiosa a forma de administração da quadrilha PeTista. Não há uma única proposta para melhorar a prestação de serviços de saúde no país. São incapazes de traçar um diagnóstico decente sobre a qualidade do atendimento ou as necessidades do povo. E acham que a solução é passar a mão no bolso do contribuinte. E vai gastar no que?

Olhem as páginas dos jornais e vejam a declaração do ex-governador da Capitanias Hereditárias do Maranhão: "Sarney diz que há possibilidade de Congresso propor recriar CPMF". O que esse jumento disse na prática é: "Se a Dilma não meter a mão no bolso do povo, eu e os demais faremos por ela". Tão simples quanto isso.

E eu fico imaginando: o Maranhão deve ser um exemplo em saúde pública nesse país. O Socorrão I, é esse o nome do hospital público de S.Luís, certamente tem em sua clientela a nobre família Sarney .... Daí a herdeira da Capitania Hereditária, Roseana Sarney, adoece e precisa fazer uma cirurgia. Vai para onde? Incor (S.Paulo). O Sarney acorda e diz: vou fazer um check-up. Vai para onde: Sírio Libanês. A propósito, o mesmo hospital onde a fantoche de presidente, Dilminha, fez seu tratamento de quimioterapia. Curioso: por que a digníssima não deu um exemplo a nação e fez seu tratamento no Hospital de Base de Brasília tendo em vista que suas instações e atendimento deve tem melhorado nos últimos 8 anos como nunca antes na história desse país?

Pois é... Esse é o governo que ainda nem começou. E digo mais: o saco de maldades ainda não foi aberto.

Nov 08, 2010 11:49
arkane Forista Assíduo
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Lula:
"está chegando a hora em que as commodities estão ficando mais valiosas dos que os tais produtos manufaturados"

Isso é pra que? Pra justificar 8 anos sem investimentos em infra? Pra justificar a desindustrialização do país? A nossa incapacidade de competir?

http://oglobo.globo.com/economia/mat/2010/11/05/lula-commodities-podem-ter-mais-valor-do-que-manufaturados-922956151.asp

Falta pouco pra ele dizer que a charrete pode puxar o cavalo. E não falta nada pro povo acreditar em qualquer coisa que este cara fale.

Nov 08, 2010 14:45
arkane Forista Assíduo
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Alguém sabe quando a Dilma vai nomear seus ministros?

Segue o motivo da minha curiosidade:

http://exame.abril.com.br/mercados/noticias/bolsa-pode-disparar-com-ministerio-de-dilma-diz-goldman-sachs

Nov 08, 2010 21:17
TCC
TCC
 
 
E ai pessoas, na boa, não é a política que influência no mercado é o mercado que influência na política, isso aqui é um jogo pra peixe grande!!!
Quem não viu, veja o documentário do Micheal Moore, Capitalismo: Uma história de amor.

E lembre-se, vote consciente...

Nov 09, 2010 14:59
Alemão do Mico Forista Assíduo
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Olhem que texto brilhante de Mino Carta. Uma análise sobre FHC, que ajuda a entender a conjuntura política atual, o naufrágio quase certo do PSDB e a falta de rumo da oposição. Vale muito a pena ser lido, escrito com toda sua classe e inteligência.


FHC e a ambição exagerada para um pássaro que não voa

publicada terça-feira, 09/11/2010 às 11:08 e atualizada terça-feira, 09/11/2010 às 11:08

O triste fim de FHC

por Mino Carta, na CartaCapital

Quem já leu um livro de Fernando Henrique Cardoso? É a pergunta que às vezes dirijo à plateia que, generosa além da conta, acompanha uma palestra minha. Que levante o braço quem leu. De quando em quando, alguém acena ao longe, por sobre e em meio a uma fuga de cabeças imóveis. Trata-se, obviamente, de uma pesquisa rudimentar. Tendo a crer, porém, que o príncipe dos sociólogos e ex-presidente não é tão lido quanto os jornalistas tucanos supõem.

É grande, isto sim, o número daqueles que lhe atribuem acertadamente a chamada “teoria da dependência”, objeto do ensaio escrito no Chile em parceria com o professor Enzo Falletto. Ali está uma crítica inexorável da burguesia nativa, incapaz, segundo a dupla de ensaístas, de agir por conta própria para tornar o Brasil um país contemporâneo do mundo.

Muitos anos após a publicação do livro, quando FHC ocupava a Presidência do País, eu me atrevi a perguntar aos meus botões se ele não estaria a provar a célebre teoria. Teria a oportunidade de demonstrar na prática seu teorema, pelo qual o Brasil é inescapavelmente destinado ao papel de dependente. Dos Estados Unidos, está claro. Ninguém como o presidente Fernando Henrique entendeu ser inevitável, ineludível, imperioso, cair nos braços do colega americano, no caso Bill Clinton.

Não me permito aventar a hipótese de que o nosso herói agiu em benefício próprio. Atendeu, legitimamente, isto sim, às suas convicções. A operação revela uma extraordinária habilidade política, a refletir seu incomum poder de sedução. A burguesia nativa encantou-se com aquele que recomendava o esquecimento de seu próprio passado, incapacitada, talvez, à comparação entre a teoria da dependência e a ação do presidente tucano, enquanto Bill escancarava os braços e oferecia o abrigo do ombro possante. Nem se fale do deleite da mídia: eis o presidente intelectual que o mundo nos inveja.

FHC é um encantador de serpentes. Plantou-se sobre o pedestal da estabilidade, obtida de início com a URV, enfim com o real, mérito indiscutível, premissa de progressos em espiral, que se renovam em uma espécie de estação de colheitas cada vez mais apressadas.
Trunfo notável, traído com a reeleição alcançada pela via da compra de votos para concretizar a emenda constitucional, e conduzida na campanha de 1998 à sombra da bandeira da estabilidade rasgada exatos 12 dias após a posse. Tanto em 94 quanto em 98, o obstinado Sapo Barbudo foi o adversário fadado à derrota, graças, inclusive, ao apoio maciço da mídia dos ainda influentes barões de longa vida e dos seus obedientes sabujos. Dá-se, inclusive, naquele 1998 vincado pela crise russa, um fenômeno peculiar: os patrões da mídia nativa passam a acreditar não somente nas promessas do seu candidato à reeleição, mas também nos seus colunistas que tão sofregamente o sustentam. Uma vez reeleito, FHC desvaloriza o real e deixa os senhores de tanga.

A Lula, vencedor em 2002, FHC entrega um país economicamente à deriva. O tucanato chegara ao poder oito anos antes com o propósito de ficar ali por duas décadas. Muita ambição, talvez, para um pássaro que não voa. Tenho uma lembrança pré-tucana que me vem à mente, remonta a 28 anos atrás. Acompanho André Franco Montoro na sua campanha à governança de São Paulo, na ocasião pela zona canavieira do estado. Chegamos a Rafard quando já caía a noite e a caçamba de um caminhão se dispôs a ser palanque nas bordas da cidadezinha.

Eu estava a bordo, do alto via aquela plateia de rostos iluminados obliquamente e ouvia a brisa ciciar em meio ao canavial que nos cercava. A sequência dos oradores previa também a fala de FHC e, ao cabo, aquela de Montoro. Quando o então suplente de senador tomou a palavra, Mário Covas veio sentar-se ao meu lado na amurada do convés. A cada período do discurso, olhava-me com cumplicidade e meneava a cabeça em desalento. Nunca esqueci aquele momento e quando o senador em lugar de Montoro, líder da cisão peemedebista criadora do tucanato, deixou-se encantar pelo convite de Fernando Collor e por sua própria, incomensurável vaidade, melhor entendi o comportamento de Covas na noite de Rafard.

Sua confiança no companheiro valia zero. E foi como se saísse da amurada e se chegasse ao orador garboso ao dizer com todas as letras, oito anos depois: “Se você for para o governo de Collor, eu saio do partido e trato de mandá-lo a pique”. FHC tirou o time de campo. Covas sabia ser persuasivo, e teve a ventura de não assistir ao desastre de 2002, a primeira derrota de José Serra.

Outro episódio para mim marcante tem 30 anos e alguns meses. Estamos a viver a última grande greve dos operários de São Bernardo e Diadema, comandada pelo presidente do sindicato, Luiz Inácio, melhor conhecido como Lula. Vou frequentemente ao estádio da Vila Euclydes para viver de perto aquela situação, e um dia Raymundo Faoro, o amigo que hoje me faz falta, liga e diz: “Quero ver também”. Veio a São Paulo e no aeroporto, quando fui buscá-lo, fomos interceptados por um emissário de FHC. O senador gostaria muito de se encontrar conosco a caminho do estádio. Faoro disse está bem.

Houve um café servido em xícaras de porcelana, e então o príncipe dos sociólogos iniciou a sua peroração a favor do nosso distanciamento daquela imponente manifestação dos grevistas. O segundo ato foi encenado no salão nobre do Paço Municipal de São Bernardo, precipitado pelo mesmo motivo. “Sou um jornalista – disse eu – esta conversa para mim é tempo perdido.” Faoro não disse nada. Levantamos e fomos ao palanque de Lula. Foi quando o autor de Os Donos do Poder e o líder sindical se conheceram. Refleti sobre as razões de FHC: por que pretendia impedir que Faoro fosse ter com Lula? Permito-me a seguinte conclusão: pelo jurista e historiador nutria turvos ciúmes intelectuais, pelo líder operário algo mais que a premonição de uma inevitável rivalidade. Tratava-se de um confronto já latente.

Como amiúde acontece com fanáticos da ambição, o instinto da rivalidade está sempre preparado para o bote. Qual seria, exatamente, a primeira corda da relação Fernando Henrique-José Serra? Digo, do ângulo daquele. De grande ami zade, é a resposta oficial. E nos bastidores das intimidades mais recônditas, até mesmo inconfessáveis? Não duvido que a amizade de FHC por Serjão Motta fosse autêntica, totalmente sincera. Pois Serjão era um ser amoitado por natureza, provavelmente o mais sábio do terceto. Não tinha o menor interesse em sair à luz do sol para se exibir. Com Serra, parece-me fácil imaginar que a amizade de FHC seja agulhada pela rivalidade. Latejante.

Eis dois modelos de ambição diferentes, de certa forma opostos, pelo menos sob certos aspectos. Por exemplo. Ambos são hábeis em trabalhar à sombra, em manobrar por baixo dos panos. FHC, contudo, sabe como manter intacto este fluxo subterrâneo. Serra, talvez por causa da origem calabresa, às vezes não se contém e mostra a cara. FHC faz questão de aparentar tolerância e bonomia, mesmo em relação a quem abomina, como convém ao político matreiro a explorar os sentimentos alheios ao montar o ardil que irá engolir quem confiou em excesso. Serra é, para o mal de seus desenhos, de cultivar ressentimentos e rancores. Ódios precipitados, quando não daninhos para ele mesmo.

Nesta rivalidade se esvai o PSDB. A ambição transbordante, evidente demais, afastou ambos de uma liderança sábia e até arguta como a de Ulysses Guimarães. Depois de ter assustado fatalmente Tancredo Neves, que os quis longe do governo destinado a sobrar para José Sarney. Cogitado para o Planejamento, Serra só teve espaço em São Paulo. FHC, que Tancredo definia como “o maior goela da política brasileira”, não foi além de um cargo inútil no Congresso.

Vanitas, vanitatum, diziam os latinos ao se referir à vaidade. Não é por acaso que o PSDB, nascido do inconformismo em relação à linha peemedebista que a tigrada tinha como muito branda, acaba por assumir, tardia e desastradamente, e empurrado pela presença de Lula, o papel da UDN velha de guerra. O enredo é impecável na moldura da deplorável trajetória da esquerda brasileira. É uma história escrita por um punhado de verdadeiros, digníssimos heróis, crentes alguns até as últimas consequências, e por uma armada de cidadãos inconsequentes, quando não oportunistas. Tal é a minoria branca, como diz Cláudio Lembo. Descrentes de tudo, muitos até sem se darem conta de sua descrença porque incapazes de perceber seus impulsos mais fundos.

Magistral a entrevista de FHC ao Financial Times publicada às vésperas do primeiro turno. Dizia ele que, em caso de vitória de Dilma Rousseff, o desenvolvimento do Brasil seria “mais lento”. Confrontado com aquele do governo Lula ou do seu? Se for com este, podemos vaticinar um futuro terrificante. No tempo de FHC, o índice anual de crescimento não passou de 2,5%. Em matéria de desfaçatez, a entrevista é digna do Guiness. “Eu fiz as reformas – afirma o rei da cocada preta –, Lula surfou na onda.” Então, por que é o presidente mais popular da história? Culpa do próprio PSDB, dos companheiros incompetentes, “entenderam errado”, permitiram “a mitificação de Lula”, o qual, embora nascido da classe trabalhadora “portou-se como se fizesse parte da velha elite conservadora”.

Quem serviu à velha elite conservadora, foi o presidente FHC, que confirmou o Brasil como quintal dos EUA e o atrelou ao neoliberalismo. O confronto entre os dois governos é inevitável, bem como entre a repercussão internacional de um e de outro. Ocorre-me imaginar como há de roer as entranhas do príncipe dos sociólogos constatar que o metalúrgico teve mundo afora, com sua política independente, o reconhecimento que lhe faltou, a despeito de sua política dependente.
E nas suas últimas falas, FHC age no seu melhor estilo, é o náufrago que exige lugar no bote salva-vidas em lugar de crianças, mulheres e velhos. São estes, aliás, os culpados pelo naufrágio, donde o privilégio lhe cabe. Quanto a José Serra, que afogue.

http://www.rodrigovianna.com.br/outras- ... o-voa.html

Nov 09, 2010 22:54
MAU_CWB Forista VIP
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da série "eu tenho medo da Dilma"...

Mendonça de Barros: “Não confio em Dilma Rousseff”


Ex-ministro não acredita numa reforma fiscal no governo Dilma
São Paulo - Apesar da estabilidade macroeconômica que o Brasil conquistou nos últimos anos, o crescimento do país ainda corre riscos se os próximos governos não cuidarem de algumas fragilidades. O economista Luiz Carlos Mendonça de Barros, da Quest Investimentos, vê o futuro com ceticismo, principalmente do ponto de vista político. “Não confio no governo de Dilma Rousseff. Eles vão criar muitos problemas para nós”, afirmou.

Mendonça de Barros, que foi ministro das Comunicações no governo Fernando Henrique Cardoso, participou de evento em São Paulo organizado pela revista britânica The Economist. Em conversa com outros especialistas, o economista disse que não acredita que o novo governo vá colocar em prática medidas necessárias para o avanço do país, como os cortes nos gastos, um verdadeiro ajuste fiscal e mais investimentos em infraestrutura.

“Não há medidas para a falta de infraestrutura no Brasil. Quando você olha para nosso portos, para o suprimento de energia, vê que estamos operando no limite da capacidade. Daqui a três anos, por exemplo, não teremos muitas alternativas baratas para fornecer energia elétrica. Quando olho para frente, vejo uma situação difícil.”

Na opinião do economista, o Brasil entrou em uma nova era, depois de 16 anos de políticos bem conhecidos, tanto no país quanto internacionalmente. “Temos uma economia e uma situação política mais estáveis. Porém, ainda dependemos muito do presidente para os movimentos estratégicos. Mas nossa presidente agora é desconhecida e não está preparada para ser eficiente como foram seus antecessores”.

Tensão


Para o economista e ex-presidente do Banco Central Gustavo Franco, que participou do debate com Mendonça de Barros, os próximos meses reservam uma tensão para o país. Ele afirmou que a crise global “liberou maus espíritos relacionados à política fiscal” no mundo todo.

Para ele, no Brasil, instalou-se um clima de desconfiança em relação às questões fiscais. “Na primeira fase do governo Lula, a questão foi resolvida com altas taxas de juros, e é por isso que temos as maiores taxas do mundo”, disse.

Franco lembrou que o país aguarda a escolha de quem estará à frente do Ministério da Fazenda e do Banco Central. “Creio que o BC vai continuar reagindo à alta da demanda elevando os juros. Por isso, a tensão entre o banco e a Fazenda vai continuar

Nov 10, 2010 8:50
arkane Forista Assíduo
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Ora mas é claro, só os intelectuais não enxergam. Ficaram cegos de tão inteligentes. Fanatismo é triste mesmo.
8 anos sem investimentos em infra, nem saúde, nem educação, de aumento de gastos publicos, dando esmola em troca de votos, comprando sindicatos, jornais, ongs, uniões estudantis.
Sabiam que várias excelentes cadeiras da petrobrás agora são esquentadas pelas *&%$#@ de lideres sindicais? Estão todos ganhando bons salários do Gabrielli pra apoiarem o PT e não causarem tumulto na empresa em ano de eleição.
A petrobrás gastou milhões (do nosso dinheiro) em pomposas inalgurações falsas (antes de terminadas as obras) pelo brasil inteiro pra dar palanque pro molusco nas eleições.
E vão querer meter a mão na Vale também. Estou preocupado com minhas ações.
É assustador mesmo ver um país inteiro acreditando nessa gente

Nov 10, 2010 15:21
Alemão do Mico Forista Assíduo
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Enquanto a oposição continua sem discurso, agora a mídia manipuladora ( Veja-Folha-Globo ) cria mais um factóide para manter as viúvas do Serra ativos, o ENEM. Uma análise rápida mostra que os intere$$es da mídia manipuladora nesse caso não é bem a preocupação com a educação... em todo caso, mais informação sem manipulação talvez ajude a esclarecer.


Prejudicados do ENEM não chegam a mil, segundo Haddad
Enviado por luisnassif, qua, 10/11/2010 - 13:13

Acabo de fazer uma entrevista com o Ministro da Educação Fernando Haddad.

Em breve colocarei a transcrição no blog.

Alguns pontos abordados por ele:

Com problemas são 21 mil cadernos em 4,6 milhões. Mas esse número é muito menor porque tinha 10% de reserva técnica – 120 mil cadernos de folha amarela -, mais abstenção do dia, de 25%. Portanto 350 mil cadernos para substituir 21 mil com falha de impressão.

Assim que aluno percebesse quebra numérica da questão, bastaria levantar a mão e pedir a troca. Por isso número vem caindo desde domingo, à medida que chegam os balanços dos fiscais. De 21 mil pessoas para 2 mil na segunda-feira, e agora está na casa das centenas.

O MEC deverá fechar o balanço nos próximos dias, mas Haddad assevera que é mínimo o número de alunos que não conseguiu trocar a prova.

http://www.advivo.com.br/luisnassif/

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