Bem-vindo: Jun 27, 2017 1:25

Abr 09, 2010 0:22
Paladino Forista VIP
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Inflação e Selic (atual: 14,25%)
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Mosquito escreveu:OK Paladino, deixa eu tentar.

1. Se todos neste forum tivessem a mesma abertura para os que discordam este espaço seria bem melhor. :)

2. Não tenho nem dúvida que existem teorias e estudos econômicos bem intencionados. Mas quando as decisões podem levar a lucro de milhões no mínimo temos que ficar muito vigilantes quanto a dose e a oportunidade de aplicar a receita. Nada na condução de um pais pode ser automatico ou Cartesiano (inflação sobe inplica juros sobe). Vários fatores tem que ser observados.

3. A Selic é tão absurdamente alta que pequenas variações terminam por não fazer efieto em vários segmentos. Quem paga juros de 150% ao ano para comprar uma TV vai continuar comprando se a taxa for 160%. 6%, 7%, 10% continua sendo muito maior que os 1% do resto do mundo.

3. Sito dois economistas sérios que vem combatendo os juros autos já a muito tempo: Delfim Neto (não da pra acusar ele de comunista) que pode ser lido por exemplo da Carta Capital e George Vidor Comentarista da Globo News (outra instituição nada esquerdista) que pode ser visto todos os dias no programa Conta Corrente.

Links

http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/ ... -baixos-2/

http://www.oeconomista.com.br/entrevist ... escimento/

4. Qaunto ao valor de juro, antes de mais nada acho que perdemos uma oportunidade importante, quando todos os paises do mundo despencaram as suas taxas, teriamos que ter sido mais ousados, e colocar nossa Selic em niveis civilizados. Hoje existe uma pressão imensa pela elevação e se o BC reduzisse geraria uma inflação pela aquela história da "previsão auto realizável" (se um banco sólido sofre um boato forte de que vai quebrar, termina quebrando mesmo). EU MANTERIA A TAXA HOJE. Buscando oportunidades para reduzões até ter uma taxa de "gente grande" e perder este nosso resquicio de "complexo de vira-lata"

Por ultimo, temos que entender que nossas empresas precisão crescer! Precisamos vender! PRECISAMOS DE DEMANDA FORTE. Se o nosso problema é não ter infra estrutura, precisamos cria-la! Se nossas industrias tem pouca capacidade instalada, que seja ampliadas.

Precisamso criar um pais onde se ganhe dinheiro produzindo, e não movimentando papeis. E não pensem que estou contra a especulação na bolsa, só quero especular comprando empresas produtivas. rss


Gostei muito de algumas de suas colocações, Mosquito.

1. Veja bem, não sou contra juros baixos. Gostaria de ver o Brasil com a mesma taxa dos gringos. Nossa única divergência e sobre em qual momento poderemos ver isso. A seguir comento os pontos que você levantou.

2. É bem verdade que existem alguns interesses escusos por trás de alguns analistas. Na última reunião os economistas estavam divididos entre +0,5 e estável com viés altista. Enquanto isso, os analistas dos Bancos quase que profetizando uma elevação de 0,5 a 0,75. Esses sim, os grandes beneficiários dos juros mais altos. Concordo com você que nada é "automático" (inflação > inflação anterior = aumento de juros), mas temos que ser práticos. Como nossa atual política econônima não tem como meta principal combater as causas do problema e combater efetivamente o spread, restam muito poucas ferramentas para controlar a inflação: O câmbio flutuante (combatido duramente pela esquerda em um passado recente no nosso País) não permite manipulações mais efetivas - e graças ao bom Deus que é assim. Restam os depósitos compulsórios, a taxa de juros, e outras ferramentas menos eficazes. A situação seria diferente se houvesse "vontade política" para avançar na reforma tributária, enterrada em um legislativo que é um dos mais caros e ineficientes do mundo.

3. Quanto aos economistas citados como defensores dos juros baixos, eles não estão sozinhos. Te adianto que TODOS os economistas e analistas defendem juros baixos. Não só eles, mas você, os outros participantes do fórum, eu e até a babá do meu filho. Juros baixos são excelentes e qualquer um que diga o contrário (não sendo agiota), ou não sabe do que está falando ou não está em seu juízo perfeito. Note que os links que você citou são de 2009 e 2008. Creio que você não compreendeu bem meu desafio: Você possivelmente encontrará artigos até de 2010 defendendo juros menores, mas no ATUAL MOMENTO e levando-se em consideração o risco inflacionário eminente, não acredito que você encontrará ninguém defendendo redução para esse ano, assim como dificilmente vai achar alguém defendendo manutenção até o fim do ano. A questão que você levandou sobre os juros ao consumidor final (que praticamente nada tem com a SELIC) é bem verdade, mas essa afirmação também tem 2 lados. Para o sujeito que paga 160% ao ano, o que é 0,5 na Selic?... A questão é que um aumento na última reunião de 0,25 ou 0,50 teria pouco efeito prático, mas mandaria uma mensagem ao "mercado" do nosso comprometimento com a questão monetária.

4. Você tocou no "x" da questão ao mencionar a inércia do governo em agir no início da crise. Já havia até debatido essa questão antes com outros foristas. Enquanto o mundo todo baixava suas taxas, o nosso Presidente falava em "marolinha". A verdade perturbadora é que demoraram muito a agir e perderam boa parte de uma chance preciosa e talvez única. Respeito sua opinião quanto ao fato de afirmar que manteria a taxa, mas responda honestamente: faria isso até o fim do ano?... Minha convicção (e acredito que a dos economistas que você mensionou também) é que isso levaria a inflação de 2011 a 2 dígitos facilmente. Se subir é inevitável, o quanto antes melhor.

Por último, concordo integralmente com seus comentários finais. O país precisa de INVESTIMENTOS (e não DESPESAS), mas infelizmente parece que nosso governo não compartilha de nosso entendimento. Em termos de oportunidades perdidas, é um paralo perfeito com a de reduzir os juros. No 1o mandato do Presidente Lula e nos 2 anos iniciais do segundo, os investimentos foram medíocres (houve anos de não gastarmos nem 1% dos recursos provisionados para investimentos). Resultado: Perdemos o bonde do crescimento mundial, amargando resultados bem iferiores a nosso potencial e deixando de eliminar "gargalos" que vão limitar nosso crescimento futuro, como o energético, o de saneamento, o tributário, etc.

PS. Quando as pessoas são maduras, educadas e não radicais, qualquer assunto pode ser abordado sem conflitos e todos só tem a ganhar. Obrigado pela "conversa" agradável. []s

Abr 09, 2010 14:52
Ferreira Forista Assíduo
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Re: Nem 8 nem 80
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Paladino escreveu:
Mosquito escreveu:OK Paladino, deixa eu tentar.

1. Se todos neste forum tivessem a mesma abertura para os que discordam este espaço seria bem melhor. :)

2. Não tenho nem dúvida que existem teorias e estudos econômicos bem intencionados. Mas quando as decisões podem levar a lucro de milhões no mínimo temos que ficar muito vigilantes quanto a dose e a oportunidade de aplicar a receita. Nada na condução de um pais pode ser automatico ou Cartesiano (inflação sobe inplica juros sobe). Vários fatores tem que ser observados.

3. A Selic é tão absurdamente alta que pequenas variações terminam por não fazer efieto em vários segmentos. Quem paga juros de 150% ao ano para comprar uma TV vai continuar comprando se a taxa for 160%. 6%, 7%, 10% continua sendo muito maior que os 1% do resto do mundo.

3. Sito dois economistas sérios que vem combatendo os juros autos já a muito tempo: Delfim Neto (não da pra acusar ele de comunista) que pode ser lido por exemplo da Carta Capital e George Vidor Comentarista da Globo News (outra instituição nada esquerdista) que pode ser visto todos os dias no programa Conta Corrente.

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4. Qaunto ao valor de juro, antes de mais nada acho que perdemos uma oportunidade importante, quando todos os paises do mundo despencaram as suas taxas, teriamos que ter sido mais ousados, e colocar nossa Selic em niveis civilizados. Hoje existe uma pressão imensa pela elevação e se o BC reduzisse geraria uma inflação pela aquela história da "previsão auto realizável" (se um banco sólido sofre um boato forte de que vai quebrar, termina quebrando mesmo). EU MANTERIA A TAXA HOJE. Buscando oportunidades para reduzões até ter uma taxa de "gente grande" e perder este nosso resquicio de "complexo de vira-lata"

Por ultimo, temos que entender que nossas empresas precisão crescer! Precisamos vender! PRECISAMOS DE DEMANDA FORTE. Se o nosso problema é não ter infra estrutura, precisamos cria-la! Se nossas industrias tem pouca capacidade instalada, que seja ampliadas.

Precisamso criar um pais onde se ganhe dinheiro produzindo, e não movimentando papeis. E não pensem que estou contra a especulação na bolsa, só quero especular comprando empresas produtivas. rss


Gostei muito de algumas de suas colocações, Mosquito.

1. Veja bem, não sou contra juros baixos. Gostaria de ver o Brasil com a mesma taxa dos gringos. Nossa única divergência e sobre em qual momento poderemos ver isso. A seguir comento os pontos que você levantou.

2. É bem verdade que existem alguns interesses escusos por trás de alguns analistas. Na última reunião os economistas estavam divididos entre +0,5 e estável com viés altista. Enquanto isso, os analistas dos Bancos quase que profetizando uma elevação de 0,5 a 0,75. Esses sim, os grandes beneficiários dos juros mais altos. Concordo com você que nada é "automático" (inflação > inflação anterior = aumento de juros), mas temos que ser práticos. Como nossa atual política econônima não tem como meta principal combater as causas do problema e combater efetivamente o spread, restam muito poucas ferramentas para controlar a inflação: O câmbio flutuante (combatido duramente pela esquerda em um passado recente no nosso País) não permite manipulações mais efetivas - e graças ao bom Deus que é assim. Restam os depósitos compulsórios, a taxa de juros, e outras ferramentas menos eficazes. A situação seria diferente se houvesse "vontade política" para avançar na reforma tributária, enterrada em um legislativo que é um dos mais caros e ineficientes do mundo.

3. Quanto aos economistas citados como defensores dos juros baixos, eles não estão sozinhos. Te adianto que TODOS os economistas e analistas defendem juros baixos. Não só eles, mas você, os outros participantes do fórum, eu e até a babá do meu filho. Juros baixos são excelentes e qualquer um que diga o contrário (não sendo agiota), ou não sabe do que está falando ou não está em seu juízo perfeito. Note que os links que você citou são de 2009 e 2008. Creio que você não compreendeu bem meu desafio: Você possivelmente encontrará artigos até de 2010 defendendo juros menores, mas no ATUAL MOMENTO e levando-se em consideração o risco inflacionário eminente, não acredito que você encontrará ninguém defendendo redução para esse ano, assim como dificilmente vai achar alguém defendendo manutenção até o fim do ano. A questão que você levandou sobre os juros ao consumidor final (que praticamente nada tem com a SELIC) é bem verdade, mas essa afirmação também tem 2 lados. Para o sujeito que paga 160% ao ano, o que é 0,5 na Selic?... A questão é que um aumento na última reunião de 0,25 ou 0,50 teria pouco efeito prático, mas mandaria uma mensagem ao "mercado" do nosso comprometimento com a questão monetária.

4. Você tocou no "x" da questão ao mencionar a inércia do governo em agir no início da crise. Já havia até debatido essa questão antes com outros foristas. Enquanto o mundo todo baixava suas taxas, o nosso Presidente falava em "marolinha". A verdade perturbadora é que demoraram muito a agir e perderam boa parte de uma chance preciosa e talvez única. Respeito sua opinião quanto ao fato de afirmar que manteria a taxa, mas responda honestamente: faria isso até o fim do ano?... Minha convicção (e acredito que a dos economistas que você mensionou também) é que isso levaria a inflação de 2011 a 2 dígitos facilmente. Se subir é inevitável, o quanto antes melhor.

Por último, concordo integralmente com seus comentários finais. O país precisa de INVESTIMENTOS (e não DESPESAS), mas infelizmente parece que nosso governo não compartilha de nosso entendimento. Em termos de oportunidades perdidas, é um paralo perfeito com a de reduzir os juros. No 1o mandato do Presidente Lula e nos 2 anos iniciais do segundo, os investimentos foram medíocres (houve anos de não gastarmos nem 1% dos recursos provisionados para investimentos). Resultado: Perdemos o bonde do crescimento mundial, amargando resultados bem iferiores a nosso potencial e deixando de eliminar "gargalos" que vão limitar nosso crescimento futuro, como o energético, o de saneamento, o tributário, etc.

PS. Quando as pessoas são maduras, educadas e não radicais, qualquer assunto pode ser abordado sem conflitos e todos só tem a ganhar. Obrigado pela "conversa" agradável. []s


Gente a "discussão" tá mto agradável, mas pra esse momento de tendência de subida dos juros, qual o efeito no curto prazo pra RV? A reunião tá agendada pra última semana de abril, com isso a perspectiva pra essa fatídica semana seria de queda pro IBOV? E nesses níveis de aumento entre 0,5 e 1,0 ponto, dá pra ter uma noção do tamanho da queda?

Grato pela atenção
Abs

Abr 09, 2010 18:27
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Ferreira, pra o IBOV é ruim, exceto para o setor bancário. De uma olhada nos gráficos e vai ver que estão muito forte.

Abr 12, 2010 11:41
Ferreira Forista Assíduo
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Paladino escreveu:Ferreira, pra o IBOV é ruim, exceto para o setor bancário. De uma olhada nos gráficos e vai ver que estão muito forte.


Pois é Paladino, eu já tava pensando e pular fora essa semana pq vem vindo por ai vencimento de opções e ainda a tão temida alta no juros na próxima reunião do copom, uma combinação boa pro ibov dar uma realizada e talvez uma realizada mais forte.
Paladino valeu mesmo brow.

Abr 13, 2010 23:20
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frajolla escreveu:E ae pessoal, a quem interessar, criei nova enquete para vocês opinarem:
Em sua opinião, em abril, a SELIC...



Acrescenta o 0,75% que será o meu voto...

Sds,

Abr 14, 2010 8:09
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frajolla escreveu:Pronto :!:


Valeu :P

Abr 17, 2010 8:41
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Meirelles admite que outros fatores podem ajudar a controlar inflação
16/04 - 20:46 - Valor Online


RIO - O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, voltou a frisar que o Comitê de Política Monetária da instituição (Copom) trabalha de forma técnica e autônoma. Mas, questionado a respeito de uma declaração do ministro da Fazenda, Guido Mantega, de que o país teria outras formas de conter a inflação além da taxa de juros, admitiu que outros fatores podem ajudar o trabalho da instituição. "O Copom age de forma absolutamente autônoma, técnica, independente. Agora, como sempre nos últimos anos, dizemos que qualquer ajuda é bem-vinda", disse Meirelles, que foi homenageado pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef), no Rio de Janeiro.

O Copom se reunirá no fim deste mês para definir a nova taxa básica de juros da economia brasileira, atualmente em 8,75% ao ano.

Meirelles também evitou comentar as recentes estimativas de bancos de que a economia brasileira poderá crescer até 7% em 2010."Temos nossa expectativa, que é 5,8%. Vamos aguardar, vamos revisar em junho o nosso número", destacou.

(Rafael Rosas | Valor)

Fonte: Valor Online
http://ultimosegundo.ig.com.br/economia ... 61038.html

Abr 17, 2010 8:53
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Meirelles: Copom age de forma autônoma e técnica
16/04 - 20:34 - Agência Estado

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, negou hoje que seja uma sinalização para o Comitê de Política Monetária (Copom) a declaração do ministro da Fazenda, Guido Mantega, de que há alternativas à alta do juro básico (taxa Selic) para combater a inflação. "Não.

O Copom age de forma autônoma e técnica", declarou Meirelles em entrevista coletiva após ser homenageado pelo Instituto Brasileiro de Executivo de Finanças (Ibef). Sorridente, Meirelles completou, ainda, sobre o comentário do ministro: "Mas qualquer ajuda é bem-vinda".

Meirelles defendeu em sua palestra que seja feita uma reforma institucional das funções dos Três Poderes, do Ministério Público e do Tribunal de Contas da União (TCU). Os objetivos seriam "garantir que, de um lado, tenha fiscalização, mas com eficácia que garanta que as obras possam andar". Ele defendeu investimento em infraestrutura "física e humana". Segundo o presidente do BC, uma de suas maiores preocupações atualmente é com a formação de mão de obra qualificada. Ele explicou que essa preocupação vem do fato de que entre 1980 e 2003 o Brasil cresceu, em média, pouco acima de 2%, e agora a previsão para crescimento este ano é de 5,8%.

Goldman Sachs

O presidente do BC considerou como normal a preocupação dos mercados diante da denúncia da Securities and Exchange Commission (SEC), a comissão de valores mobiliários norte-americana, de que o banco Goldman Sachs e um de seus vice-presidentes fraudaram investidores em operação envolvendo obrigação de dívida colaterizada (CDO) e do anúncio de que outras instituições serão investigadas. Segundo Meirelles, a correção foi ampliada "porque os mercados estavam em um momento exuberante".

Meirelles afirmou que ainda "é tudo muito preliminar, mas é um tipo de alerta para que novas regras sejam feitas para combater a falta de transparência desses produtos". Ele afirmou que no Brasil, hoje, os mercados sentiram um pouco e existe um reflexo de aversão ao risco, "mas acredito que o Brasil já está preparado para isto". O presidente do BC observou que não entrou no mérito de haver ou não a fraude denunciada pela SEC.

Fonte:Último Segundo
http://ultimosegundo.ig.com.br/economia ... 61029.html

Abr 18, 2010 19:52
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Consumo cresce em ritmo chinês e pressiona juros
18/04 - 07:37 - Agência Estado

A demanda dos brasileiros - que inclui consumo das famílias, gastos do governo e investimentos das empresas - está crescendo em ritmo chinês. O desempenho surpreendeu a maioria dos analistas e deixou o mercado de juros nervoso.

Bancos e consultorias já projetam uma alta maior da taxa básica de juros (Selic) na reunião de abril do Comitê de Política Monetária (Copom).

No segundo semestre de 2009, a demanda doméstica já crescia a uma taxa anual de 10,5%, de acordo com levantamento do ex-diretor do Banco Central (BC) e economista-chefe do Santander Brasil, Alexandre Schwartsman. A série elaborada por ele revela que é o ritmo mais forte em 15 anos.

Segundo especialistas, tudo indica que, no primeiro trimestre de 2010, o crescimento manteve a mesma toada, na pior das hipóteses. Mas há quem diga que estaria hoje ao redor de 13% ao ano, similar ao chinês - de janeiro a março, a demanda doméstica da China cresceu 13,1%.

Por isso, nas últimas semanas, muitas instituições revisaram para até 7% a projeção de crescimento do PIB em 2010. Antes, trabalhavam com uma expansão de 5% a 5,5% da economia. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Último Segundo
http://ultimosegundo.ig.com.br/economia ... 61872.html

Abr 18, 2010 20:07
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DIs fecham em baixa, mas curva aponta alta de 0,75 ponto na Selic
16/04 - 16:28 - Valor Online

SÃO PAULO - Depois de uma puxada de alta que durou três dias e levou alguns vencimentos a registrar preços não observados em mais de um ano, os compradores deram uma trégua no mercado de juros futuros. Em um movimento classificado de ajuste técnico, os vencimentos longos fecharam a sexta-feira apontando para baixo.

Antes do ajuste final de posições na Bolsa de Mercados & Futuros, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para maio de 2010 perdeu 0,02 ponto, 8,72%. Julho de 2010 manteve 9,39%. Enquanto janeiro de 2011, o mais líquido do dia, caiu 0,03 ponto, atingindo 10,70.

Entre os vencimentos longos, o DI para janeiro de 2012 recuou 0,03 ponto, a 11,96%. Janeiro de 2013 recuou 0,05 ponto, a 12,41%, e janeiro 2014 devolveu 0,05 ponto, para 12,60%.

Até as 16h15, foram negociados 1.360.715 contratos, equivalentes a R$ 123,30 bilhões (US$ 70,52 bilhões), 14% abaixo do registrado ontem. O vencimento janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 433.385 contratos, equivalentes a R$ 40,30 bilhões (US$ 23,05 bilhões).

Embora a curva futura continue mostrando agentes posicionados para uma alta de 0,75 ponto percentual na taxa básica de juros na reunião do dia 28 de abril, o sócio-gestor da Leme Investimentos, Paulo Petrassi, defende sua aposta de aperto de meio ponto percentual na Selic.

Segundo Petrassi, os indicadores de demanda realmente vieram mais forte, mas falta saber melhor como está o comportamento da inflação."Os dados da semana que vem serão determinantes para a decisão do Copom", afirma.

Na visão do gestor, se o IPCA-15, IGP-M e IPCs semanais mostrarem uma redução consistente da inflação, o mercado deve tirar um pouco do exagero de alta de juros embutido na curva futura. Se o caso não for esse, diz Petrassi, o aumento de 0,75 ponto fica dado como certo.

Além da inflação e demanda doméstica, o sócio da Leme aponta que o cenário externo é mais um ponto que deve ser ponderado pelo colegiado do Banco Central. Além da questão envolvendo a Grécia, que não está imune à falência, surge, agora, novos problemas para o setor financeiro americano.

Hoje, a Securities and Exchange Commission (SEC, comissão de valores mobiliários dos EUA) acusou o Goldman Sachs de praticar fraude na venda de derivativos atrelados a contratos de hipotecas de alto risco (os chamados subprime). Em resposta, o Goldman afirmou que as acusações são"completamente infundadas, em fato e em direito".

O fato é que a notícia causou um salto na aversão ao risco em âmbito global. Uma boa métrica é o VIX, índice que mede a volatilidade das opções das ações americanas, que chegou a subir 19%, retomando patamares não registrados desde fevereiro.

A influência disso no mercado de juros ocorre via participação de investidores estrangeiros, principais agentes entre os vencimentos longos da curva.

Fonte: Último Segundo
http://ultimosegundo.ig.com.br/economia ... 60726.html

Abr 18, 2010 22:13
Dick Trade Forista VIP
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Mercado Futuro - Contratos futuros em aberto Ibovespa, Dólar e Juro 16/04/10

Ambiente "ainda tranquilo" mas prestes a dar o bote, caso necessário. Já os juros nem fale, mais um recorde.

Comportamento na semana:

Comportamento pouco usual ocorrido na semana para os contratos de dólar. Talvez precificando cada vez mais retomada consistente de alta na curva da Selic pelo nível recorde alcançado no saldo dos contratos em aberto para os juros futuros. Este comportamento indica possível entrada de dólares para investimento em renda fixa e títulos indexados a Selic com queda no saldo semanal. Percebemos toque no fundo da zona de congestão para este derivativo. Já o saldo em aberto para os contratos de ibovespa futuro acompanhou movimento corretivo do mercado à vista e vem caminhando desde meados de fevereiro, mais próximo da zona de perigo e fundo de nossa longa congestão.

Variações semanais :

* Ibovespa : Redução de 3.719 contratos no saldo de posição comprada - Saldo sexta: 23.129.
* Dólar : Redução de 10.607 contratos no saldo de posição vendida - Saldo sexta : (75.907).
* Juros : Aumento de 692.767 contratos no saldo de posição comprada - Saldo sexta: 2.493.303.
Fonte: Girngolândia
http://gringolandianabolsa.blogspot.com ... em_18.html

Dúvidas em relação a dinâmica dos contratos futuros:
http://gringolandianabolsa.blogspot.com ... versa.html

Abr 20, 2010 8:55
Falka-Trua Forista Assíduo
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DEsta vez é sem choro e nem vela. Alta, com certeza. 0,5%, creio.

Abr 21, 2010 9:39
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Não há nenhuma decisão do Copom que seja definitiva, diz Meirelles

Presidente do BC afirmou que 'por definição' o período levado em conta para as decisões de política monetária é de doze meses
Fernando Nakagawa e Renata Veríssimo, da Agência Estado


BRASÍLIA - O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, minimizou há pouco as críticas de senadores de que o Comitê de Política Monetária (Copom) deveria ter iniciado o ciclo de aumento da taxa básica de juros em março para reagir ao forte ritmo da economia. Em audiência pública na CAE do Senado, Meirelles rejeitou a avaliação e disse que "uma das grandes vantagens do Copom a cada 45 dias é que não há nenhuma decisão que seja definitiva".

O presidente do BC afirmou que a política monetária é "feita em sequência de ações e reuniões e é razoável haver divergência na margem". "Isso acontece em todo o mundo", ressaltou aos parlamentares.

Meirelles explicou que "por definição" o período que a autoridade monetária leva em conta no chamado "horizonte relevante" para as decisões de política monetária é "sempre doze meses à frente e o ano seguinte". A explicação foi dada em rápida entrevista coletiva, ao deixar a audiência pública da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. "Na medida em que se caminha durante o ano, os 12 meses avançam", afirmou Meirelles ao responder questão dos jornalistas sobre se 2010 já não estava mais sendo levado em conta pelo BC para o cumprimento da meta de inflação. Meirelles afirmou que "o importante é que o BC trabalha sempre para assegurar a inflação na meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional".

Decisão

Ele defendeu que a manutenção da Selic em 8,75% em março foi uma decisão "absolutamente técnica". Ao responder questão do senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) sobre o placar dividido da reunião e a existência de trechos da ata em que é ressaltado o consenso sobre a necessidade de uma estratégia de reação à nova evolução da economia, Meirelles respondeu que "havia consenso sobre a dinâmica da economia, dos preços". Ele explicou, porém, que o placar dividido do encontro reflete o debate sobre "qual seria a melhor estratégia" para o BC reagir a esse cenário.

Meirelles repetiu a explicação de que alguns membros do Copom acharam, na época, adequado antecipar algumas ações de política monetária, mas prevaleceu o entendimento de que seria melhor manter a programação feita previamente.

O presidente do BC negou que a autoridade monetária tenha sido pega de surpresa pelo ritmo de crescimento da economia e usou como argumento o fato de que a pesquisa Focus divulgada ontem trouxe aumento da expectativa de expansão do PIB em 2010 para 5,81%. "Essa já era a previsão feita pelo BC em dezembro do ano passado. O BC não foi surpreendido", disse.

Meirelles também negou que a maioria do mercado tenha se surpreendido com a manutenção da taxa Selic na reunião de março. Ele lembrou que a pesquisa Focus da época mostrava que prevalecia a aposta de juro estável naquele encontro.

Fonte: Estadão
http://economia.estadao.com.br/noticias/not_14581.htm

Abr 21, 2010 9:43
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Para Meirelles, política monetária austera não reduz investimentos

Na avaliação do presidente do BC está havendo um aumento dos investimentos estrangeiros diretos, que já retomaram patamares de antes da crise
Renata Veríssimo, da Agência Estado

BRASÍLIA - O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmou há pouco que uma política monetária austera não leva a uma queda dos investimentos. "Então, não é verdade que o aumento da Selic provoca uma queda nos investimentos. Na medida em que ela assegura estabilidade econômica e controle da inflação, há um aumento dos investimentos", afirmou Meirelles, que participa de audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado para falar sobre a política monetária.

Ele destacou que está havendo um aumento dos investimentos estrangeiros diretos, que já retomaram patamares de antes da crise financeira econômica mundial. Segundo ele, em 2001, esses investimentos representavam 32,8% do passivo externo brasileiro. Hoje, representam 37,9%.

Meirelles destacou o aumento do investimento estrangeiro em ações que, segundo ele, saltou de 9,9% do passivo externo brasileiro em 2001 para 32,6%. "O Brasil tem atraído investimentos de melhor qualidade", disse Meirelles, destacando que, por outro lado, os investimentos estrangeiros em títulos de renda fixa e em outros tipos de investimento tiveram queda neste período.

Meirelles afirmou ainda, durante sua exposição, que o BC está em plena estratégia de saída da crise, o que mostra que a economia brasileira está sólida e de volta à normalidade. Ele lembrou que o BC iniciou a recomposição dos depósitos compulsórios que foram liberados durante a crise. Segundo ele, dos R$ 100 bilhões liberados, R$ 71 bilhões já retornaram ao BC.

De acordo com Meirelles, o que resta são os recursos de direcionamento para bancos pequenos e médios.

Ele lembrou que já houve uma reversão das ações do mercado de câmbio, além de um resgate completo dos empréstimos que foram concedidos durante a crise com recursos das reservas internacionais.

O presidente do BC destacou, na sua exposição inicial, a melhoria do rating brasileiro pelas agências de risco e a redução da dívida líquida nos últimos anos. Segundo ele, a melhoria no rating é resultado, não só dessa queda na dívida externa líquida, como também da manutenção da inflação na meta, da política de estabilização econômica, do aumento dos investimentos, da maior distribuição de renda e do fortalecimento do mercado doméstico.

Fonte: Estadão
http://economia.estadao.com.br/noticias/not_14530.htm

Abr 21, 2010 9:55
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Terça-feira, 20 de abril de 2010 11:15
Para Meirelles, política monetária austera não reduz investimentos

Na avaliação do presidente do BC está havendo um aumento dos investimentos estrangeiros diretos, que já retomaram patamares de antes da crise
Renata Veríssimo, da Agência Estado

BRASÍLIA - O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmou há pouco que uma política monetária austera não leva a uma queda dos investimentos. "Então, não é verdade que o aumento da Selic provoca uma queda nos investimentos. Na medida em que ela assegura estabilidade econômica e controle da inflação, há um aumento dos investimentos", afirmou Meirelles, que participa de audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado para falar sobre a política monetária.

Ele destacou que está havendo um aumento dos investimentos estrangeiros diretos, que já retomaram patamares de antes da crise financeira econômica mundial. Segundo ele, em 2001, esses investimentos representavam 32,8% do passivo externo brasileiro. Hoje, representam 37,9%.

Meirelles destacou o aumento do investimento estrangeiro em ações que, segundo ele, saltou de 9,9% do passivo externo brasileiro em 2001 para 32,6%. "O Brasil tem atraído investimentos de melhor qualidade", disse Meirelles, destacando que, por outro lado, os investimentos estrangeiros em títulos de renda fixa e em outros tipos de investimento tiveram queda neste período.

Meirelles afirmou ainda, durante sua exposição, que o BC está em plena estratégia de saída da crise, o que mostra que a economia brasileira está sólida e de volta à normalidade. Ele lembrou que o BC iniciou a recomposição dos depósitos compulsórios que foram liberados durante a crise. Segundo ele, dos R$ 100 bilhões liberados, R$ 71 bilhões já retornaram ao BC.

De acordo com Meirelles, o que resta são os recursos de direcionamento para bancos pequenos e médios.

Ele lembrou que já houve uma reversão das ações do mercado de câmbio, além de um resgate completo dos empréstimos que foram concedidos durante a crise com recursos das reservas internacionais.

O presidente do BC destacou, na sua exposição inicial, a melhoria do rating brasileiro pelas agências de risco e a redução da dívida líquida nos últimos anos. Segundo ele, a melhoria no rating é resultado, não só dessa queda na dívida externa líquida, como também da manutenção da inflação na meta, da política de estabilização econômica, do aumento dos investimentos, da maior distribuição de renda e do fortalecimento do mercado doméstico.
Fonte: Estadão
http://economia.estadao.com.br/noticias/not_14528.htm

Abr 21, 2010 9:59
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terça-feira, 20 de abril de 2010 11:21
Meirelles: às vezes juro deve subir para conter inflação
FERNANDO NAKAGAWA E RENATA VERÍSSIMO Agencia Estado

BRASÍLIA - O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, defendeu hoje que a política monetária deve às vezes elevar a taxa básica de juros da economia (Selic) para garantir a inflação na meta. "Muitas vezes é importante que se suba a taxa de juro para se manter a inflação na meta e, em consequência, garantir a trajetória de longo prazo de queda dos juros", afirmou, durante audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

A afirmação de Meirelles foi feita logo após a apresentação de um gráfico aos senadores que mostra a queda da taxa Selic em uma perspectiva de médio e longo prazo. "Muitas vezes, as pessoas se confundem porque determinado movimento de alta da Selic é entendido como uma reversão dos ganhos da redução do juros já absorvidos pela economia. Mas isso é parte de um processo normal que tem ciclos de aperto monetário e flexibilização. Isso é que garante a queda continuada dos juros no longo prazo."
Fonte: Estadão
http://economia.estadao.com.br/noticias/not_14530.htm

Abr 21, 2010 10:02
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Agora não "bugou", não. Fiz caquinha mesmo!

Moderação, favor apagar um dos posts duplicados, inclusive este aqui...

Grato

Abr 21, 2010 11:25
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KKKKK!

Delfim leu meu voto lá em cima...

Delfim aposta em alta dos juros na reunião do Copom
Elaine Cotta (ecotta@brasileconomico.com.br)
20/04/10 17:04

"Terão de recuperar o tempo perdido na semana que vem e subir bastante a taxa"

O Banco Central deve aumentar a taxa básica de juros na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que acontece na semana que vem, segundo expectativa do economista Delfim Netto.

O ex-ministro da Fazenda espera uma alta de até 0,75 ponto percentual na taxa, o que elevaria os juros dos atuais 8,75% para 9,5% ao ano. A reunião do Copom acontece nos dia 27 e 28 de abril.

"Eles [os integrantes do Copom] perderam parte da credibilidade com o mercado por não terem elevado os juros na última reunião", ironizou Delfim.

"Por isso, terão de recuperar o tempo perdido na semana que vem e subir bastante a taxa." Para o ex-ministro, a recuperação da economia, na verdade, não deveria ser motivo de preocupação do Banco Central e nem justifica um aumento da taxa básica de juros.

Delfim fez o comentário logo depois de participar do seminário "É preciso reestatizar para crescer?", organizado pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio-SP), do qual participaram também os economistas Luiz Gonzaga Belluzzo, Paulo Rabello de Castro e José Celso Pereira Cardoso, diretor do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), além de Ozires Silva, que é ex-presidente de empresas como Petrobras, Embraer e Varig.
Fonte: Brasil Econômico
http://www.brasileconomico.com.br/notic ... 81047.html

Abr 22, 2010 7:23
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frajolla escreveu:
Dick Trade escreveu:
frajolla escreveu:Pronto :!:


Valeu :P

Vlw Dick ;)
E por eqto os poucos que votaram acreditam em 0,50 , eheheh, bora votar moçada e rapaziada :lol: para melhorar nosso institudo de estatística e pesquisa data money :P , kkkk
abç



Frajolla,

Abre chamados lá no tópico diário até o dia da reunião do Copom para ver se a rapaziada se anima a votar!!! :idea:

Sds,

Abr 22, 2010 16:49
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Economia superaquecida deve levar BC a elevar juros, diz agência de risco
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da Reuters

O conjunto de incentivos monetários e fiscais do ano passado não apenas tiraram o Brasil da recessão, como colocaram a economia num ritmo superaquecido, o que leva o Banco Central a um impasse no esforço de controlar a inflação, disse a Moody's em relatório desta quinta-feira.

Segundo a instituição, mesmo com o ritmo de crescimento desacelerando nos próximos trimestres, o PIB brasileiro deve ter uma expansão de cerca de 6% em 2010 --um ritmo que ela considera acima do potencial.

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"Nessas circunstâncias, a inflação poderia chegar à casa dos 6% no meio do ano, ainda abaixo mas muito perto do teto da meta de 6,5% para o ano", diz trecho do relatório assinado pelo economista sênior para América Latina da Moody's Economy.com, Alfredo Coutiño.

Para evitar essa deterioração no cenário de preços, o economista sugere um aperto na política monetária já a partir deste mês, por meio de um aumento de 0,75 ponto percentual da Selic, hoje em 8,75% ao ano.

O movimento, dirigido para conter a demanda superaquecida, principal motor da inflação alta segundo a Moody's, o juro deveria continuar subindo nos próximos meses, até chegar à casa de 10% a 11% anuais no final do ano.

O teor do documento está em linha com o alerta feito na véspera pelo FMI (Fundo Monetário Internacional) que, ao elevar a previsão de crescimento do Brasil em 2010 de 4,7% para 5,5%, sugeriu que a política monetária mude de muito expansiva para mais neutra.

Espera-se que o Banco Central do Brasil eleve a taxa de juro pela primeira vez em quase dois anos na próxima semana, embora os analistas não tenham consenso sobre o tamanho da alta --0,50 ou 0,75 ponto.

Mas tentar segurar a inflação apenas elevando o juro embute um risco, alertou a agência de classificação de risco, por incentivar a entrada de capital externo no país, levando à valorização do real, que por sua vez facilita as importações, o que pressiona o balanço de pagamentos e pode novamente pressionar a inflação.

"O jeito de o Banco Central resolver esse aparente dilema seria acelerar a acumulação de reservas internacionais, combinando isso com mecanismo de esterilização monetária", conclui a Moody's.

Fonte: Folha Online
http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinh ... 4433.shtml

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