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Fev 09, 2012 9:42
KG Forista Assíduo
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Notícias e análises que afetam os mercados
KG
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Publicado: 9/02/12 - 4h47
Atualizado: 9/02/12 - 4h47
Ministro das Finanças da Grécia viaja para Bruxelas com acordo incompleto
Reuters

http://oglobo.globo.com/economia/minist ... to-3921842

Fev 09, 2012 13:54
TOmmy_ Forista Assíduo
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Governo grego alcança acordo sobre medidas de austeridade

O governo de união nacional fechou nesta quinta-feira acordo sobre o novo pacote de medidas de austeridade para garantir novo aporte de ajuda internacional

http://exame.abril.com.br/economia/noti ... teridade-2

Fev 11, 2012 23:12
Mojo Man Forista Assíduo
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http://appsodia.ig.com.br/blog/automani ... AS_VERSOES

O jornalista Joel Leite destaca com exatidão as formas de divulgação de resultados de vendas. Segundo o site autinforme, as vendas de 11.367 importados (dados da ABEIVA) em janeiro, apontou queda de de 40,6% em relação a dezembro de 2011 e crescimento de 16,9% em relação a janeiro de 2011. É claro que dezembro é o melhor mes em todos os setores da economia e a comparação apropriada seria de janeiro para janeiro, portanto, é no mínimo tendenciosa a divulgação da 'queda' de vendas. Falta método e coerência na informação.
A Anfavea, que reúne os fabricantes locais fez o mesmo: destacou a queda de vendas em relação a dezembro, enquanto que as vendas cresceram em relação à janeiro de 2011. Segundo o Autoinforme, os números são corretos, mas a informação não o é.
Tudo indica que exista uma estratégia de demonstrar que os setores estão em dificuldade', quando na verdade estão crescendo. A Anfavea disfarça porque quer manter o acordo comercial com o México.
A ABEIVA tenta mostrar que os mais 30 pontos percentuais do IPI nos importados de empresas sem fábrica no Brasil prejudica o setor. Mas como os números não mentem, quem mente são os homens, apesar dos impostos, as vendas cresceram em relação a janeiro do ano passado.

Fev 14, 2012 15:11
APC CGU Estreante
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APC CGU
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Mojo Man escreveu:Brasil sem noção... :x

Impossível essa estória no que diz respeito ao valor da consulta.
Quem já foi aos EUA sabe o quanto a saúde lá custa caro.
É mais caro do que aqui.


http://oglobo.globo.com/pais/noblat/pos ... 430100.asp

Elio Gaspari, O Globo

Chineses

Fala-se muito da ascensão da classe D aos padrões de consumo da classe C, mas o andar de cima de Pindorama atingiu os padrões de despesa dos bilionários chineses.

Um carioca resolveu passar cinco dias num bom hotel de praia no Nordeste. Pagou US$ 1.100 pela passagem e US$ 5.800 por cada noite no apartamento, sem café da manhã.

Outro, de Miami, resolveu passar cinco dias em Washington. Pagou US$ 500 pela passagem e US$ 320 por noite num hotel a um quarteirão da Casa Branca, com café.

O carioca de Miami marcou uma consulta (sem qualquer recomendação), com o renomado neurocirurgião Barth Green, entrou no hospital às sete da manhã, passou por uma ressonância magnética, fez oito chapas de raios-X, foi examinado por três assistentes e teve uma consulta de uma hora com o médico.
Na saída, quitou a conta e trouxe o recibo para emoldurá-lo: pagou US$ 320, ou R$ 545. :shock:

Fev 25, 2012 18:22
Consenso de Moderadores Forista Assíduo
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Fev 27, 2012 20:26
KG Forista Assíduo
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leiam na integra...

27 de fevereiro de 2012 • 18h37
Standard & Poor's rebaixa rating grego para "default seletivo"
Por: Equipe InfoMoney

http://www.infomoney.com.br/mercados/noticia/2354249

Mar 05, 2012 20:53
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Eike Batista é o décimo mais rico do mundo, diz Bloomberg

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/10 ... berg.shtml

Destaque para:

Eike Batista, empresário de mineração e petróleo, afirmou à Bloomberg, no ano passado, que pretendia chegar ao primeiro lugar entre os mais ricos até 2015.

A publicação, porém, diz que é improvável que isso ocorra antes de 2024. A diferença entre os dois é de quase R$ 39 bilhões.

"Batista, filho de um ex-executivo da Vale, se transformou no homem mais rico do Brasil vendendo participações em uma série de empresas start-ups de commodities", afirma a Bloomberg.


E esse é o exemplo de empreendedorismo brasileiro :oops:

Abraços

Mar 12, 2012 22:04
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Grécia desbanca Argentina e assume posto de maior calote do mundo
Dívida grega reestruturada soma € 206 bi, acima dos € 60 bi do default argentino
09 de março de 2012 | 13h 10

BUENOS AIRES/LONDRES - Após meses de negociação e expectativa, a Grécia desbancou a Argentina e assumiu o posto de maior calote soberano do mundo. Guardadas as diferenças entre as duas situações, a dívida grega reestruturada soma 206 bilhões de euros, bem mais do que os 60 bilhões de euros (US$ 82 bilhões) do default argentino, em 2005. Além do volume maior na dívida total em reestruturação, a perda líquida dos investidores da dívida grega também supera a do caso argentino, segundo projeções de analistas ouvidos pela Agência Estado.

Se há uma grande diferença é que, ao contrário da Argentina, a Grécia passou por um longo processo de tratativas com os credores privados. A Argentina partiu para um calote forçado da dívida logo no primeiro momento, em 2001, e só chamou os investidores para a renegociação anos depois, em 2005.

Inicialmente, ninguém acreditava que um membro da zona do euro pudesse protagonizar reestruturação tão profunda, no primeiro caso de default da união monetária. Entretanto, as comparações entre os dois países hoje são plenamente aceitas no velho continente.

Há tempos que os analistas argentinos, experientes no assunto, alertavam para as semelhanças dos dois casos, como a falta de confiança externa, a debilidade da liderança política, o mal estar social, os ajustes sucessivos sem resultado e a saída de depósitos. Distúrbios, protestos, rebaixamento de ratings e risco nas alturas formam hoje o cenário grego, já bem conhecido pelos argentinos que foram às ruas em dezembro de 2001 para pedir que "se vayan todos" do governo (que saiam todos).

A oferta de troca da Grécia aplica um desconto nominal de 53,5% sobre o endividamento privado, que totaliza 206 bilhões de euros. Trazida a valor presente, a operação deve representar um desconto líquido aos investidores de até 75%.

Para calcular a perda líquida dos investidores, bancos como o Barclays Capital e o Credit Suisse usaram uma taxa de desconto de 12%, maior do que a considerada pelo IIF (de 9%). O resultado é um desconto final de 74% no caso da Grécia, acima dos 73% impostos pela operação da Argentina.

"As perdas para os investidores no caso da Grécia, assumindo que nossa taxa de desconto estará próxima do nível pós-reestruturação, podem ser ainda mais penosas (do que as da Argentina)", escrevem os analistas Cagdas Aksu e Donato Guarino, do Barclays Capital, em relatório enviado a clientes. Eles lembram que, até então, o calote argentino era considerado o mais grave já existente, com um dos índices de participação mais baixos do mundo emergente, de 76%.

Hoje, o governo da Grécia informou que a participação dos credores pela lei grega foi de 83,5% da dívida privada total do país. Dos 206 bilhões de euros em títulos, o equivalente a 172 bilhões de euros aceitou a proposta grega. Esse índice permite que o governo ative as cláusulas de ação coletiva (CACs), como já sinalizou.

O próximo passo é a troca efetiva dos bônus, prevista para a próxima segunda-feira, 12 de março.

Comparação

Os dois países ofereceram na operação de troca alguns títulos atrelados ao desempenho da economia. Isso significa que parte da remuneração dos investidores varia conforme o desempenho do PIB. De forma geral, se a atividade interna melhorar, os credores recebem mais, e vice-versa. O Barclays Capital avalia, entretanto, que as condições desses títulos são piores no caso grego. As obrigações argentinas também eram indexadas à inflação e podiam pagar os rendimentos atrelados ao PIB a cada ano. Se num determinado período não fosse cumprida a meta do PIB, o pagamento ficava acumulado para o período seguinte.

No caso grego, ao contrário, os pagamentos serão referentes a apenas 1% do valor de face dos títulos, desde que sejam atingidas as condições exigidas para o comportamento do PIB. Se em algum ano a meta não for atingida, o pagamento do rendimento fica perdido e não acumula para o período seguinte. "A conclusão é que o valor dos títulos gregos ligados ao PIB deve ser muito menor do que o dos argentinos", dizem os especialistas do Barclays Capital.

Em compensação, a Argentina estava sozinha ao anunciar unilateralmente seu default, enquanto a Grécia conta com o apoio da União Europeia, que formula um segundo pacote de resgate, de 130 bilhões de euros. "O default da Grécia é maior do que o da Argentina, mas a Grécia tem ajuda", disse Wilber Colmeraruer, sócio da consultoria Brazil Funding, em Londres.

fonte: estadao.com.br

Mar 12, 2012 22:10
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LPS Brasil adquire 51% da consultoria LPS Piccoloto


A aquisição da LPS Piccoloto, que possui cerca de 7% de participação de mercado, é fundamental para a LPS na conquista do mercado de Campinas.

A LPS Brasil - Consultoria de Imóveis informou que sua subsidiária LPS Campinas firmou contrato para aquisição do controle (51%) da LPS Piccoloto Consultoria de Imóveis por R$ 10 milhões.

Desse total, será paga uma parcela fixa inicial de R$ 4 milhões. O saldo restante de R$ 6 milhões será pago em três parcelas anuais variáveis.

Segundo Marcello Leone, diretor financeiro e de relações com investidores, desde a entrada em Campinas, em 2007, a LPS Brasil acredita no potencial de crescimento do mercado desta região, e agora no mercado secundário, com potencial anual de negócios de R$ 1,6 bilhão.


fonte: brasileconomico.c.b

Mar 13, 2012 22:49
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Que palhaçada tudo isso.
quantos níveis de notas, né... daqui a pouco eles dão uma esticada na D para uma "respirada" melhor.

niveis parecido com as escolas públicas de sao paulo. existe de tudo pro aluno nao repetir. N niveis de prova + trabalhos e trabalhos + atestado disso ou daquilo.............dps inventam uma provinha para recuperar a nota do 1 bi e assim vai.
nao reprova.

se bem que vai dar uma aliviada nos mercados até a proxima noticia da espanha.

Mar 14, 2012 21:52
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São Paulo é 4ª cidade com mais investimentos estrangeiros em 2011
Estudo de consultoria diz que cidade só recebeu número menor de investimentos do exterior que Londres, Xangai e Hong Kong

A cidade de São Paulo é a quarta no mundo que mais recebeu investimentos estrangeiros em 2011, segundo um estudo divulgado nesta quarta-feira em Paris e que integra 22 grandes cidades internacionais.

A capital paulista avançou três posições no ranking em relação ao ano anterior, segundo o estudo "Observatório dos Investimentos Internacionais" - realizado pela consultoria KPMG e pela agência de investimentos francesa Paris-Ile de France Capital Économique.

O relatório revela que São Paulo, com o total de 195 investimentos internacionais realizados em 2011, ultrapassou cidades como Paris, Moscou e Pequim e só está atrás agora de Londres, Xangai e Hong Kong, que continuam mantendo, como no estudo anterior, os três primeiros lugares do ranking, nessa ordem.

O aumento no número de investimentos estrangeiros em São Paulo foi de quase 55% no ano passado em relação a 2010 e de 160% em relação a 2009.

As cinco principais cidades da lista (a quinta é Nova York) representam 50% do total de investimentos realizados nas 22 metrópoles analisadas. América Latina foi a região do mundo onde o número de investimentos mais cresceu em 2011.

'Dinamismo' do Brasil
O estudo leva em conta os investimentos produtivos, como aberturas de filiais, novas fábricas, serviços ou lojas, ampliação das atividades já existentes, inaugurações de escritórios e centros de pesquisas ou ainda joint-ventures, mas não inclui privatizações nem fusões ou aquisições em seus cálculos.

A capital paulista representa 39% do número total de investimentos estrangeiros realizados no Brasil, segundo a KPMG.

Na América Latina, além de São Paulo, apenas a Cidade do México faz parte do estudo. Mas o documento revela que a América Latina representa 10% do número de investimentos internacionais realizados em 2011, que cresceram 29% na região.

O estudo também afirma que no período de 2006 a 2011, o total de investimentos em São Paulo quase quadruplicou, passando de 51 para 195. O crescimento mais acentuado começou a ser registrado a partir de 2008.

Em 2009, São Paulo ocupava ainda a 12° posição entre as cidades que mais recebem investimentos internacionais. Ou seja, avançou oito posições no ranking em apenas dois anos.

"A partir de 2008 e 2009, houve uma aceleração nos investimentos internacionais em São Paulo. O dinamismo da economia brasileira contribuiu para isso", disse à BBC Brasil Christophe Scheidhauer, um dos autores do estudo.

"O Brasil conseguiu enfrentar melhor a crise financeira e por isso a aceleração nos investimentos surgiu a partir daquele período", afirma.

Também houve aceleração dos investimentos em Mumbai, na Índia, e em Moscou, na Rússia, nesse período de 2006 a 2011.

Segundo o relatório, São Paulo ocupa a quinta posição na categoria de investimentos internacionais em "funções estratégicas", como a criação de sedes e de centros de pesquisa, de marketing ou de design e de serviços de atendimento ao consumidor.

Nesse quesito, São Paulo está à frente de cidades como Pequim, Paris e Nova York e atrás de Londres, Xangai, São Francisco e Hong Kong.

A maior parte dos investimentos estrangeiros em São Paulo (43%) foi realizada justamente nessa área de "funções estratégicas" em 2011.

Os setores da indústria e da construção representaram 31% do número de investimentos na capital paulista e, o de serviços, 25%.

estadao.com.br

Mar 14, 2012 21:54
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Déficit em conta corrente nos EUA atinge maior nível em 3 anos

O déficit em conta corrente, uma medida ampla das transações internacionais dos EUA, aumentou para US$ 124,1 bilhões no quarto trimestre do ano passado
14 de março de 2012 | 10h 07


WASHINGTON - O déficit em conta corrente dos Estados Unidos subiu no quarto trimestre de 2011 para seu maior nível em três anos, à medida que as exportações recuaram e os estrangeiros reduziram os investimentos em ativos denominados em dólar.

O déficit em conta corrente, uma medida ampla das transações internacionais dos EUA, aumentou para US$ 124,1 bilhões no quarto trimestre do ano passado, o equivalente a 3,2% do Produto Interno Bruto (PIB), de US$ 107,6 bilhões no terceiro trimestre, disse o Departamento do Comércio. Os economistas tinham previsto um déficit de US$ 115 bilhões no quarto trimestre. O déficit no terceiro trimestre, que representou o porcentual mais baixo do PIB (2,8%) em dois anos, foi revisado da leitura original de US$ 110,3 bilhões. Em todo ano passado, o déficit em conta corrente recuou para 3,1% do PIB, de 3,2% em 2010.

O déficit comercial aumentou para US$ 141,1 bilhões no quarto trimestre, de US$ 134,7 bilhões no terceiro trimestre, conduzido pela alta dos preços do petróleo e importações de bens de capital, como aeronaves, que ajudou a reverter a melhora recente do déficit.

O superávit sobre os rendimentos de ativos detidos pelos EUA no exterior caiu para US$ 50,3 bilhões no quarto trimestre, de US$ 60,6 bilhões no terceiro trimestre.

O fluxo financeiro líquido para os EUA caiu para US$ 48,6 bilhões no quarto trimestre, de US$ 153,7 bilhões no terceiro trimestre.

Os estrangeiros compraram um total líquido de US$ 78,7 bilhões em Treasuries no quarto trimestre, após compras de US$ 118,9 bilhões no terceiro trimestre. Eles também compraram um volume líquido de US$ 31,1 bilhões em bônus corporativos dos EUA no quarto trimestre, após compras de US$ 9,7 bilhões no terceiro trimestre. Os estrangeiros compraram um total líquido US$ 11 bilhões em bônus das agências do governo, ante compras de US$ 12,5 bilhões no terceiro trimestre.

Os investimentos estrangeiros diretos nos EUA subiram para US$ 78,3 bilhões no quarto trimestre, de US$ 67,6 bilhões no terceiro trimestre.

fonte: estadao.com.br

Mar 15, 2012 17:55
G. Gekko Forista Assíduo
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"Na próxima crise, o que vai perder valor é o dinheiro", afirma Stuhlberger

Gestor do maior fundo multimercado do País fala sobre o alto endividamento global e diz que tem vendido ações e apostado em câmbio

Pedro Carvalho, iG São Paulo | 13/03/2012 14:44

"Mexer nos juros e no câmbio não resolve a falta de competitividade da indústria", diz o gestor

"Se os marcianos fossem comprar a Terra, o que fariam?", pergunta Luis Stuhlberger para a pequena e selecionada plateia de investidores e economistas. "Eles pagariam pelos recursos naturais e pelo conhecimento humano, que são bens importantes. Mas certamente não pagariam nada pelo dinheiro do planeta, porque o que existe em endividamento é maior do que em ativos", diz. A parábola ilustra uma conhecida conta-que-não-fecha do sistema financeiro, que o gestor do maior fundo multimercado brasileiro acredita ser o gatilho do próximo colapso global.

Se o dinheiro não valeria nada para um marciano, um dia ele sofrerá o ajuste e valerá menos para terráqueos. Isso é causado, segundo Stuhlberger, porque a quantidade de dinheiro sobrando na mão de poucos é imensa – assim como é imensa a dívida de empresas e governos. "Na próxima crise, o que vai perder valor será o dinheiro. O dólar e o euro vão perder valor, quem tem ações vai perder menos. Um por cento de pessoas detém 99% do spare money [dinheiro ocioso] do planeta, e quem tem muito dinheiro vai perder", diz Stuhlberger. "Mas isso é daqui a dez anos, e o mundo nunca acaba."

Se a próxima crise vier, talvez o menos afetado seja o próprio Stuhlberger, que ganhou dinheiro em todas as últimas grandes turbulências econômicas – ou “desequilíbrios”, como diz. Entre janeiro de 1997 e fevereiro de 2012, o Fundo Verde – o maior multimercados do Brasil, criado por ele – teve alta média anual de 31,8% acima do CDI. No mesmo período, a valorização do Ibovespa foi 1,1% menor que o CDI (taxa de juros de referência no mercado). No auge da última crise, entre outubro e dezembro de 2008, Stuhlberger teve lucros de 8% investindo no mercado do qual todos estavam correndo – as ações.

No final de 2006, ele e seus três sócios na Hedging-Griffo (no momento do negócio, Stuhlberger tornou-se majoritário, com 20% de participação) venderam 51% da empresa ao Credit Suisse, por R$ 635 milhões. A operação criou a Credit Suisse Hedging-Griffo, onde está agora o Fundo Verde, com mais de R$ 15 bilhões sob gestão. Stuhlberger é gestor do fundo e responsável pela área de asset management (ou administração de ativos) da CSHG, que administra cerca de R$ 30 bilhões.

Acostumado a ser chamado de “visionário” e “brilhante” pelos pares do mercado, Stuhlberger, 57 anos, não dá muitas palestras ou entrevistas. Antes do curso da noite de segunda-feira (12), na Casa do Saber (São Paulo), foi apresentado por Florian Bartunek, ex-diretor do banco Pactual e sócio da Constellation Assets, como um “orgulho nacional”, por figurar entre “os maiores gestores de fundos hedge [multimercado] do mundo”.

A valorização de seus ativos, ao longo dos anos, foi construída porque Stuhlberger antecipou grandes ajustes macroeconômicos – quando ganhou com mudanças bruscas de câmbio e juros – e apostas em ações, notadamente de bancos, telecomunicações, mineração e petróleo. As ações sempre tiveram peso de aproximadamente um terço dos investimentos, enquanto os outros dois terços ficam em renda fixa. Os papéis que mais renderam, no balanço da história do Fundo Verde, foram Petrobras, Banco do Brasil, Itaú, Vale e Telebrás. E duas empresas – Souza Cruz e Lojas Americanas – são lembradas por ele como grandes oportunidades perdidas. “Se tivesse colocado todo dinheiro na Souza Cruz desde o começo, tinha ganhado mais”, diz.

Na palestra, Stuhlberger comentou questões de conjuntura, como as variações de câmbio e a queda de juros, que, tudo indica, deve continuar. “Baixar juros ou desvalorizar o real não resolve o problema de competitividade da indústria. Se não fizemos a lição de casa, se não fizemos nenhuma reforma, combater a consequência fica difícil. Nosso estoque de mão de obra para a indústria está acabando, e aquele que pode substitui-lo precisaria de muito tempo para se qualificar. Os setores muito ‘mão de obra intensivos’ vão passar por um ‘bad time’ [tempos difíceis] na bolsa”, diz. “A indústria perde competitividade de maneira galopante, está começando a perder para os vizinhos da América Latina”.

Stuhlberger se notabilizou pela capacidade de perceber um ativo barato, mesmo quando ninguém no mercado liga para aquele papel. É um faro que fez o gestor acumular histórias de ganhos meteóricos. No momento, ele vê oportunidades de lucros em títulos de bancos e empresas brasileiras. Também acredita que o dólar próximo a R$ 1,70 esteja “num belo ponto para a compra” (embora, nos últimos pregões, o preço da moeda tenha se aproximado de R$ 1,80).

“Nesse ano, estou mais vendendo ações e comprando contratos de câmbio”, revela o investidor. "Mas acredito que, nos próximos 90 ou 120 dias, deve haver um boom na bolsa, porque muita gente vai sair da renda fixa [que perde rentabilidade com a queda nos juros] e migrar para a renda variável”, diz Stuhlberger.

O gestor também acredita que o câmbio seja a melhor maneira de se proteger de um eventual colapso do euro, que acredita ser um risco real. "O ideal é [usar euros para] comprar um cesto de moedas de Cingapura, Taiwan e Malásia, que são meus países favoritos na Ásia. Mas isso não é para ganhar dinheiro, é para perder menos", afirma.

Prever desequilíbrios e descobrir ativos baratos, claro, não é dom corriqueiro. Mas o gestor dá uma pista daquilo que pode ser a receita. “O foco do meu trabalho é ler e tirar conclusões. Faço isso com o máximo de concentração, normalmente em casa. A busca por desequilíbrios é uma coisa permanente”, diz.

Mar 21, 2012 17:17
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Novo Artigo: 5 Dicas para manter o seu dinheiro http://www.guilhermeazevedo.com.br

Mar 26, 2012 22:17
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‘Prévia do PIB’ cai 0,13% em janeiro
O IBC-Br, calculado pelo BC, começou o ano com o 1º recuo mensal desde outubro de 2011

http://economia.estadao.com.br/noticias ... 7290,0.htm

Mar 28, 2012 23:08
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Governo diz ao mercado que tem 'medidas estruturais' para a economia
Foco principal das ações será o financiamento, mas a equipe econômica não entrou em detalhes sobre quando e como colocará novos instrumentos em prática
28 de março de 2012 | 19h 53

BRASÍLIA - Além das medidas de desoneração da indústria, previstas para serem anunciadas na próxima terça-feira, o governo está propagando a analistas de mercado que possui outras ações mais estruturais para impulsionar a atividade econômica. O foco principal das ações será o financiamento, mas a equipe econômica não entrou em detalhes sobre quando e como colocará novos instrumentos em prática.

Esse foi o recado passado por técnicos do Ministério da Fazenda na tarde desta quarta-feria, 28, para o economista da Tendências Consultoria Integrada, Juan Jensen. Outros consultores e analistas estiveram recentemente em Brasília para buscar entender quais são os próximos passos a serem dados pelo governo e ouviram avaliações similares. "Tínhamos a visão de que as medidas eram mais voltadas para o curto prazo, mas o governo fez questão de enfatizar que possui uma agenda mais profunda", disse o economista à Agência Estado.

Além disso, os técnicos disseram a Jensen que as ações do governo no mercado de câmbio visam mais evitar a volatilidade das cotações do que necessariamente obter um patamar ideal para a comercialização. "A informação que nos deram é a de que o governo não vai buscar uma maior depreciação da moeda, mas que precisa agir por conta da liquidez excessiva do mercado", relatou.

A equipe técnica também explicou que qualquer aumento da carga tributária a partir de agora será apenas fruto da formalização da economia. E garantiu que qualquer excesso será automaticamente utilizado para fazer superávit primário, e não será destinado a gastos públicos. "A política que o governo está fazendo não estava tão clara para nós no dia a dia, mas a conversa foi muito melhor do que esperávamos", comentou Jensen.
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Mar 29, 2012 22:35
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Chineses que embalam produtos da Apple trabalham mais que o permitido

Washington, 29 mar (EFE).- Os trabalhadores da empresa Foxconn, encarregada de embalar alguns produtos da Apple na China, trabalham em algumas ocasiões mais de 60 horas por semana, o que viola as leis do país, informou nesta quinta-feira um relatório da Associação de Justiça Trabalhista (FLA, na sigla em inglês).

"Além disso, houve períodos nos quais alguns empregados trabalharam mais de sete dias seguidos sem o mínimo requerido de 24 horas de descanso. As causas se devem à rotatividade de mão de obra, o que solapa a eficácia e as deficiências na produção e planejamento de capacidade", afirmou o texto da FLA, um grupo independente.

No entanto, a FLA assegura também que a empresa taiwanesa Foxconn se comprometeu a conseguir o pleno cumprimento legal a respeito das horas de trabalho para o dia 1º de julho de 2013, assim como a proteger os salários dos trabalhadores.

"Apesar da redução de horas e da estabilização de pagamento, a Foxconn terá que aumentar o emprego para manter os níveis atuais de produção, produtividade e qualidade. No próximo ano, dezenas de milhares de trabalhadores extras terão que ser recrutados e treinados para que as horas trabalhadas reduzam progressivamente por trabalhador", advertiu a associação.

No entanto, a FLA, com sede em Washington, percebeu que muitos dos trabalhadores nas fábricas da Foxconn querem trabalhar mais horas extras para ganhar mais dinheiro.

No início de fevereiro, as lojas da Apple em vários países receberam pedidos com denúncias sobre as condições trabalhistas nas fábricas da China.

Os supostos abusos nas fábricas na China incluíam longas jornadas de trabalho e o emprego de menores de idade, mas a FLA negou em suas auditorias que houvesse algum tipo de exploração de menores.

"Nossa equipe esteve trabalhando durante anos para educar os trabalhadores, melhorar as condições e fazer com que a cadeia de provisão da Apple seja um modelo para a indústria, por isso pedimos à FLA que realize estas auditorias", disse a Apple quando surgiram as denúncias.

A companhia taiwanesa emprega 1,2 milhões de trabalhadores na China para encaixotar produtos não só para Apple, mas também para Microsoft, Hewlett-Packard e outros pilares da indústria de tecnologia dos Estados Unidos.

Os salários mensais em média nas três fábricas inspecionadas pela FLA vão desde US$ 360 e US$ 455. A Foxconn recentemente elevou os salários em até 25%, o segundo grande aumento salarial em menos de dois anos.

Nesta quarta-feira, o presidente-executivo da Apple, Tim Cook, se reuniu em Pequim com o vice-primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, durante um encontro no qual Li prometeu a Cook que a China fortalecerá a proteção dos direitos intelectuais, em um momento no qual o gigante americano enfrenta um processo contra uma pequena firma chinesa pelo uso da marca "iPad" no mercado asiático.

Mar 30, 2012 21:29
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REUNIÃO DOS CHEFES DE ESTADO
...é mais para fazer oba oba como fazia o Lula. Pois não trazem coisas de concreto, acertada, definida e já esmiuçada...

Falta de foco
30 de março de 2012 | 19h55

Celso Ming

A julgar pelas informações disponíveis, além da foto convencional para os arquivos, a quarta reunião de cúpula dos chefes de Estado dos Brics, realizada na quinta-feira, em Nova Délhi, Índia, pouco produziu.

Terminou com longo “trololó” de 9 laudas, 50 parágrafos e uma agenda de 17 pontos, que apontam para o irrelevante. A rigor, todas as declarações ali alinhavadas poderiam ser assinadas por qualquer ser humano de boa vontade. Quem, por acaso, poderia ser contra a paz mundial; a cooperação entre os povos; o sucesso da repetidamente adiada Rodada Doha de negociações comerciais; uma solução para o conflito árabe-israelense; e o desenvolvimento sustentável dos povos, especialmente da África?

Em compensação, questões externas de que o governo Dilma vem se queixando todos os dias ficaram de fora. Na semana passada, por exemplo, o governo brasileiro tentou arrancar na Organização Mundial do Comércio a condenação do uso do câmbio para alijar o concorrente. Não dá para esconder que um dos principais alvos do Brasil dessa escaramuça é a China. Pois, em nenhum momento foi mencionada no documento de Nova Délhi a expressão guerra cambial – cunhada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, que denuncia intervencionismo cambial de grandes potências, inclusive da China, com intenção de tirar competitividade do setor produtivo dos emergentes.

Claro, os dirigentes dos Brics lamentam “a excessiva liquidez internacional” (o tal tsunami financeiro de que se queixa a presidente Dilma), mas nada propõem para substituir as emissões de moeda pelos grandes bancos centrais, feitas com o objetivo de conter a crise e criar mercado para os títulos públicos.

Bric nem sigla é. Não passa de acróstico formado pelas iniciais de quatro países (Brasil, Rússia, Índia e China) que o analista Jim O’Neill, do Goldman Sachs, cunhou em 2001, para apontar emergentes com mais potencial econômico (e político). Mais tarde, foi agregado o S de South Africa (África do Sul).

Embora detenham em conjunto cerca de 50% da população e 20% do PIB globais, os Brics acumulam mais divergências do que convergências estratégicas. Brasil, Rússia e Índia, por exemplo, tendem a favorecer o estabelecimento de sistema multipolar centrado na Organização das Nações Unidas. A China, por sua vez, parece preferir um jogo bipolar, por meio do qual possa comer devagarzinho parcelas da influência já decadente dos Estados Unidos.

Em termos práticos, os dirigentes dos Brics não conseguiram nem sequer definir uma atuação comum para aumentar o capital do Fundo Monetário Internacional. A proposta de criar novo banco internacional de desenvolvimento que pudesse superar limitações do Banco Mundial também parece ter avançado pouco.

Apesar de tudo, não dá para desclassificar os Brics como mera fantasia. Seja o que acontecer, aí estão cinco potências que terão peso crescente nos esforços que se farão nos próximos 20 anos para redesenhar a arquitetura de riqueza e de poder que prevalecerá no futuro.

Mas, até lá, os Brics terão de aprender a ser mais objetivos na coordenação de políticas, se é que pretendem ser mais do que um agrupamento de letras.

No gráfico, a situação da dívida líquida do setor público em fevereiro deste ano. As reservas externas concorrem cada vez mais para reduzi-la em relação ao PIB.

Ficará menor. O chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Tulio Maciel, avisou nesta sexta-feira que, ao final de 2012, o Brasil derrubará o déficit nominal do setor público, hoje de 2,6% do PIB, para 1,2%. Déficit nominal inclui despesas de juros com a dívida pública. (O Banco Central prevê para este ano um avanço do PIB de 3,5%, que pode não se confirmar.)

Abr 02, 2012 22:31
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Cisco investirá US$ 1 bilhão no Brasil nos próximos anos
Brasil Econômico

A empresa de tecnologia Cisco anunciou nesta segunda-feira (2/4) que investirá US$ 1 bilhão no Brasil, durante os próximos quatro anos, incluindo a abertura de um centro de inovação no Rio de Janeiro.

A empresa pretende abrir o novo centro já na segunda metade de 2012, e a unidade será voltada a desenvolver soluções para desenvolvimento urbano, esportes, segurança pública educação e saúde.

Além do centro, o investimento inclui a criação de um fundo de investimento em capital de risco, que deverá atuar no setor de tecnologia da informação. A empresa americana vai investir R$ 50 milhões, e deve buscar parceiros locais para o investimento.

A empresa também planeja expandir sua fabrica em Manaus, que iniciou suas operações no ano passado.

Além disso, a companhia busca parcerias para investir em acordos de propriedade intelectual.

"Reforçamos o compromisso de longo prazo da Cisco com o Brasil e esperamos nos tornar um parceiro relevante nesse incrível crescimento que o país está vivendo", disse o presidente da Cisco Brasil, Rodrigo Abreu.

A Cisco espera que o investimento crie 800 empregos no Brasil.

Abr 03, 2012 14:53
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Governo quer padronizar tarifa de celular

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/10 ... ular.shtml

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