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Ago 28, 2008 21:01
Kondratiev Forista Assíduo
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MERCADO EM 28.08.2008
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Gráfico diário do BBDC4.

Hoje ele rompeu a LTB de baixa, apesar do volume não ter sido tão grande assim em comparação com os outros dias. Sentiu a resistência de 30,50, que coincide com o neckline do W. Caso rompa esta resistência com bom volume, objetivo em 32,10/20. Caso contrário, pode eventualmente voltar a testar a LTB. A Fibo está colocada aí só para mostrar o objetivo do rompimento do W.

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Ago 28, 2008 21:05
Araujo Forista Assíduo
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Kondratiev escreveu:Boa noite!

Estou ouvindo a entrevista que dois diretores do Bradesco deram para a Ágora, conforme indicação do Araujo. É meio longo, estou ouvindo ainda. Mas uma coisa que me surpreendeu é que grandes empresas que atuam no Brasil estão encontrando mais dificuldades de captar créditos lá fora, e daí eles captam nos bancos nacionais. Pode ser uma tendência....


Grande Kondra! Como vai? Estamos desencontrando no fórum. Se você ainda esta pensando em adquirir BBDC4 o momento não seria agora?

Ago 28, 2008 21:09
Araujo Forista Assíduo
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PumaInvest escreveu:
Araujo escreveu:
PumaInvest escreveu:
Jundiai escreveu:Alguém acompanha TBLE3??


lá vai um gráfico
não é dos melhores porque sou iniciante e aprendiz em AT....



:wink: :wink: :wink: :wink:


Puma! Blz? Tô tentando mandar aquele podcast do Bradesco para você mas não envia. O arquivo tá muito pesado, 20 Mega. Vou tentar mais uma vez.
Desculpe ai!



ei
já entendi
vc usa outlook???
só suporta emails de até 10 mega.
faz um upload no rapidshare e manda o link pra mim que eu baixo!
:wink: :wink: :wink: :wink: :wink:


Puma! Segue o link.
http://rapidshare.com/files/140910223/b ... 8.mp3.html
Abç.

Ago 28, 2008 21:09
Kondratiev Forista Assíduo
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Araujo escreveu:
Kondratiev escreveu:Boa noite!

Estou ouvindo a entrevista que dois diretores do Bradesco deram para a Ágora, conforme indicação do Araujo. É meio longo, estou ouvindo ainda. Mas uma coisa que me surpreendeu é que grandes empresas que atuam no Brasil estão encontrando mais dificuldades de captar créditos lá fora, e daí eles captam nos bancos nacionais. Pode ser uma tendência....


Grande Kondra! Como vai? Estamos desencontrando no fórum. Se você ainda esta pensando em adquirir BBDC4 o momento não seria agora?


Grande Araujo.

Vai ser a minha próxima compra, segunda-feira. \o/ \o/ \o/. Vou comprar a partir do dia 1 para manter a estratégia :D.

Ago 28, 2008 21:11
Lipe Forista Assíduo
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Lynott escreveu:Lipe!
Vi q colocaste um gráfico da Gafisa no final do fórum de hoje. Como não tenho o teu discernimento sobre AT, qual tua expectativa sobre ela neste momento baseado no q postaste?
Pergunto, pq minha noiva resolveu entrar nela (27,50) qdo a Bovespa desceu a ladeira em q estamos....mesmo q ela tenha dado duas chances para ela sair, pois passou dos 28, ela resolveu manter, por mais q eu tivesse dito para vender e buscá-la mais abaixo (o semanal dela na ocasião, pelo q entendo estava ruim e se confirmou).
Se tiveres um tempinho, gostaria da tua opinião, pois ela tb acompanha o fórum!
Grato!



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Desculpe soh responder agora, porém, estava em horario de trabalho.
Bom a Gafisa estava nos mostrando que estava disposta a acabar com a vida de todo mundo, caso confirmasse a perda dos 22,00, inclusive formando um possivel pivot de baixa fenomenal.
Porém com a melhora do mercado lah fora, Dow Jones se recuperando, mudou seus contornos, e apresenta proximo LTB, uma cunha de alta, o que eh um sinal de possivel recuperação, como nos mostra a maioria dos ativos, no semanal precisa confirmar amanhã uma vela de alta, e acredito que confirme, começa uma reação mais importante acima de 24,39.

Ago 28, 2008 21:13
Trader_MG Forista Assíduo
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Trader_MG
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Ago 15, 2007 11:23
 
 
Boa noite pessoal!

Kondratiev, citei seu post, pois diz respeito ao assunto.
Tempo atrás, li uma matéria que achei interessante sobre a crise do subprime, um pouco extensa (peço desculpas pelo espaço ocupado), mas, creio ser uma leitura interessante, não somente sobre o subprime, mas, sobre muitos derivativos que existem no mercado atualmente.
Creio que vale a pena, parar para pensar um pouco sobre fundos de investimentos.
Observem a data em que foi escrita a matéria.
Bons negócios!

Roberto Saboya
19 de agosto, 2007

No dia 12 de julho deste ano o S&P 500, índice que mede a performance das ações das 500 maiores empresas negociadas na NYSE, ou seja, as maiores e mais importantes empresas abertas do mundo, ultrapassou a sua marca histórica de 1.527 pontos atingida em 23 de março de 2000, no auge da “Bolha da Internet”. O fato foi espalhafatosamente comemorado pela imprensa mundial: tratava-se de um importante marco do novo mercado global de ações e a consolidação de um movimento de alta que já durava mais de quatro anos e que tinha levado as bolsas de todo o mundo a altas nunca antes imaginadas. O Ibovespa, por exemplo, quando calculado em US dólares, subira 1.523% no período.

No dia 24 deste mesmo mês, oito pregões depois, o S&P caia 1,94% e voltava a romper, desta vez para baixo, o nível recorde atingido a poucos dias. Ontem, dia 18 de agosto, menos de um mês do ponto mais alto já atingido, o S&P 500 atingia 1.370 pontos. Uma queda de 11,8% no período.

Quedas desse porte não são totalmente estranhas ao mercado americano. Em 1998, quando da crise dos paises emergentes, o S&P caiu 18%; em 2001 caiu 16% e logo em seguida mais 22%. No ano seguinte, quando do início da guerra no Afeganistão, o S&P caiu 33% em um único movimento. Mas porque será que essa atual pequena queda espalhou-se pelo mundo e está causando tanto alarme a ponto dos bancos centrais de todo o mundo serem forçados a injetar recursos na economia e ainda assim ela ameaça entrar em recessão?

A crise é atribuída aos empréstimos de baixa qualidade concedidos a compradores de casas nos Estados Unidos. Mas porque o não pagamento de uma hipoteca em Miami fez a Bolsa de Tóquio desabar? Os mercados de ações estão diretamente relacionados aos lucros futuros das empresas, mas o setor imobiliário norte-americano tem muito pouco impacto nos índices das bolsas, principalmente os de bolsas fora do domínio de Wall Street. Os lucros das empresas, recém divulgados, foram 10% superiores ao do mesmo período anterior e as projeções para o final deste ano eram melhores ainda. Não temos guerra pela frente, os paises estão economicamente equilibrados, o soft landing da economia americana está sob controle e o crescimento global deste ano é estimado em 5,5%. Um recorde histórico e a consagração universal do modelo capitalista norte-americano baseado no aumento da produtividade e na distribuição do bem estar social através dos mercados de capitais.

Então, o que foi que aconteceu?

A resposta está no reaparecimento de um vírus inoculado no mercado de capitais no início da década de setenta. Seu criador: Dr. Mike Milken, o gênio do laboratório Drexel Burnham Lambert, de Wall Street. Durante anos o Dr. Milken, um PhD da Wharton School, testara o seu vírus da ambição em cobaias da Drexel Burnham. O passo seguinte foi inoculá-lo nos fundos de renda fixa e mais tarde utilizá-lo para financiar operações especulativas no mercado de ações. Extirpado no final da década de oitenta, esse vírus da ambição voltou a atacar o mercado, desta vez modificado e potencializado devido a alterações genéticas feitas nos laboratórios de Wall Street.

PARTE I: O Ataque do Vírus

Títulos emitidos por grandes empresas eram e são classificados por agências de rating, como Moody's e S&P, de acordo com o risco envolvido na sua compra. Uma grande empresa, sólida e lucrativa, emite títulos classe AAA; outra menos rentável e de maior risco emite títulos B, B+, BB-, etc. A diferença é que, devido a sua alta segurança, os títulos AAA rendem pouco e os BB são oferecidos com desconto e, portanto, oferecem maiores rentabilidades e maiores riscos. A separação entre os high grade bonds e os low grade bonds é o chamado investment grade, ou grau de investimento. Empresas com grau de investimento emitem títulos de baixo risco e baixa rentabilidade e empresas sem o grau de investimento emitem títulos de alta rentabilidade e alto risco. Na época, esses títulos eram conhecidos como junk bonds.

Dr. Mike Milken, um discípulo de Machiavel, começou a procurar os administradores de fundos de renda fixa com o seguinte argumento: "Olha, seu fundo está na qüinquagésima posição entre os fundos mais rentáveis do ano. Por se tratar de um fundo de renda fixa, a diferença que o separa da primeira posição é, digamos, 0,4% ao ano. Se você colocar 1% da sua carteira nos meus títulos de alta rentabilidade (ele não usava o termo junk bonds, nome só utilizado por seus detratores) você passará para a vigésima posição, se comprar 2% irá para a décima e se comprar 3% ira para a primeira colocação. Se atingir a primeira posição entre os fundos mais rentáveis, os investidores correrão para você, seu fundo dobrará de patrimônio e o seu bônus também. Se todos os títulos não forem resgatados, você cairá para a centésima quarta posição. Não existe diferença entre a qüinquagésima e a centésima posição, mas existe uma enorme diferença entre a qüinquagésima e a primeira." Após conseguir a venda, Milken procurava os lideres do mercado e avisava: "Olha, seus concorrentes estão comprando meus títulos de alta rentabilidade, se você não comprá-los, também, vai acabar perdendo sua posição para eles." Maquiavélico, não!?!?

O problema é que a grande demanda começara a afetar a rentabilidade dos junk bonds. Não existiam emissores suficientes para atender a demanda e as taxas começaram a cair. No laboratório da Drexel, Dr. Milken começou a desenvolver um novo tipo de vírus: o junk bond imobiliário. O mercado de crédito imobiliário era e é totalmente separado do mercado corporativo e de ações. Tinha seus próprios fundos, chamados de Real State Investment Trusts, sua própria regulação e seus próprios títulos, as hipotecas e os leasing. Como nos títulos corporativos, existiam hipotecas de baixo risco e as de alto risco. A primeira chamava-se prime e a segunda subprime. A disseminação desse vírus foi enorme e o laboratório Drexel aproximou-se dos lideres do setor.

No final da década de setenta o vírus espalhava-se pelo mercado de renda fixa e imobiliário. Porque não inoculá-lo no mercado de ações? Nos subterrâneos da Drexel, Dr. Milken, agora auxiliado alguns PhD em especulação, começou a desenvolver uma nova forma de vírus da ambição: o Leverage Buy Out Junk Bond. O projeto era tão secreto que a Drexel abriu um novo laboratório de alta segurança na Califórnia e entregou-o ao Dr.Milken. A intenção era processar o vírus em um laboratório isolado, de modo a evitar o risco da disseminação de um efeito colateral chamado insider trading, ou "informação privilegiada”. A Drexel sabia que este novo vírus poderia ser usado em uma arma de destruição em massa e por isso pretendia mantê-lo isolado, em um local longe da vista de Wall Street e da SEC. Mal sabiam eles que, anos mais tarde, Dr. Mike Milken e todo o laboratório seria contaminado por esse vírus e que sua disseminação levaria a destruição de Milken, sua equipe e de todo o laboratório. Levaria também a medidas profiláticas que resultaram em vacinas institucionais que acabaram definitivamente com os junk bonds, ou pelo menos era isso que as autoridades da época pensavam.

Milken decidiu introduzir seu novo vírus nos empréstimos em mezanino, muito utilizados para alavancar a compra de empresas. Nessas operações, os compradores ofereciam no mercado títulos emitidos pelas próprias empresas a serem compradas, dando em garantia o patrimônio e o lucro a ser obtido no futuro com as atividades da empresa adquirida e/ou venda de parte ou todo o seu ativo. Partes desses empréstimos eram garantidos por bancos e, portanto, considerados de baixo risco, o resto era garantido pela empresa a ser adquirida. Como a empresa a ser adquirida era, por definição, uma empresa mal administrada, o risco e o retorno dos seus papéis eram bastante alto, ou seja, junk bonds.

Após várias e infrutíferas tentativas, Drexel acertou em cheio ao financiar a compra da National Can pela minúscula Triangle Industries. A Triangle, com seus cinqüenta milhões de dólares de patrimônio líquido, conseguiu comprar a National Can por US$665 milhões, sendo US$565 milhões financiados por uma emissão de junk bonds. Um sucesso! Mas a operação da National Can não contou com o vírus do insider trading e da especulação em bolsa que mais tarde contagiaria os mercados de capitais e seria a mola propulsora da queda das bolsas em julho de 2007. Nesta operação, o interesse dos vendedores e o desinteresse dos compradores fizeram com que as ações da National Can fossem compradas a preços de mercado.

Mas o sucesso dos junk bonds despertou o vírus da ambição, até então encapsulado na cabeça de alguns mega-especuladores norte-americanos. Se for tão fácil levantar dinheiro para comprar empresas, porque não comprar grandes empresas abertas, aquelas cujo capital encontrava-se disseminado entre milhares de investidores? Era só fazer uma oferta publica, por um preço superior ao da cotação em bolsa para arregimentar o numero suficiente de vendedores e com isso comprar e fechar o seu capital. Surgiam as compras alavancadas de empresas abertas com objetivo de fechar o seu capital, as Leverage Buy Out, ou LBO Surgiram também os grandes especuladores e insiders.

O processo de compra de empresas envolve centenas de pessoas. Advogados, corretores, investidores, administradores, banqueiros, auditores, empresa de avaliação de risco, relações publicas, economistas, analistas de investimento e, naturalmente, os executivos da empresa compradora e da empresa a ser comprada. São centenas, às vezes milhares, de pessoas que em algum momento da operação ficam a par do fato de que uma grande empresa aberta está para ser comprada em bolsa e por um preço muito superior ao da sua cotação. Por mais que a SEC e suas similares pelo mundo afora tentem pega-los, é praticamente impossível descobrir e punir os culpados. Um dos raros casos descobertos resultou na prisão de Mike Milken, na quebra da Drexel Burnham e um clamor popular que forçou as autoridades a tomarem medidas para extirpar os junk bonds como instrumento de financiamento das operações de LBO

PARTE II: O Vírus Contra Ataca

O escândalo dos junk bonds ganhou a grande mídia, gerou livros e teses acadêmicas, chegando a Hollywood no filme "Wall Street". O clamor popular elegeu o promotor Ralph Giuliani como Prefeito de New York e gerou diversas leis que restringiram a colocação de títulos sem grau de investimento nas carteiras de investidores institucionais. Essas mesmas leis vieram mais tarde espalhar-se pelo mundo, inclusive pelo Brasil, gerando restrições para aplicações sem grau de investimento. O que os legisladores não contavam era com a criatividade do mercado. O financiamento das LBOs é feito através de empréstimos em mezanino, onde diversos títulos com diferentes garantias são oferecidos ao mercado. Porque não juntar todos esses títulos em um único título e negociá-lo no mercado com um único grau de investimento? Se colocarmos dez títulos AAA e dois BB, qual será o rating desse título? Consultadas, as empresas de rating responderam: Três AAA e dois BB dão um AA, ou algo parecido. Surgem os ABS - Asset Backed Securities, títulos garantidos por uma cesta de ativos que incluem garantias bancarias, imobiliárias, recebiveis, fluxos de caixa, etc. Cada uma dessas garantias possui seu rating próprio, juntas teriam um só. Era só misturá-las de modo a conseguir o mix adequado ao investment grade e, voilá, teríamos um título aceitável em qualquer carteira. O vírus do junk bond renascia em novo invólucro, desta vez mais forte e imune às vacinas institucionais.

Os mercados mundiais de ações iniciaram sua espantosa recuperação a partir do final de 2003. Em três anos o S&P 500 subiu 61% e os demais índices mais ainda. No Brasil, o Ibovespa, calculado em dólares norte-americanos para efeito de comparação, subiu 287%. Em 2006, as empresas de LBO injetaram US$200 bilhões nos mercados e expandiram-se para todo o mundo, assim fazendo também as empresas de rating. Com esse dinheiro, empresas indianas compraram empresas inglesas, brasileiras compraram canadenses e americanas compraram o mundo todo. Uma festa! No inicio deste ano, a indústria de LBO começou a divulgar números que deslumbraram o mercado. Os recursos disponíveis para a compra alavancada de empresas seriam de aproximadamente US$700 bilhões, mais do que o triplo do ano anterior. Só a KKR, maior empresa do ramo, investiria US$176 bilhões. Investidores, empresários e autoridades estavam deslumbrados, cada um atribuindo a si próprio o crescimento da riqueza. Mais deslumbrados ainda ficaram os especuladores e os insiders. Para eles, esses US$700 bilhões seriam utilizados para comprar as ações que eles mais tarde venderiam quando das operações de LBO. Bastava descobrir quais as empresas passiveis de serem compradas e comprar antes. Mais tarde bastaria revende-las para seus novos donos. As empresas de LBO estavam obtendo um lucro médio de 20%; se os especuladores e insiders ganhassem 5%, estariam botando US$35 bilhões no bolso. O botim era avidamente disputado. Empresas de Private Equity captavam bilhões junto a seus milionários investidores e os grandes bancos montavam enormes fundos de risco para participar dessa festa.

Parte III: Guerra nas Estrelas

No dia 23 de julho, um dia antes do início da queda, surgiram noticias que a KKR, a líder do setor de compra alavancada de empresas (LBO), não tinha conseguido levantar US$10 bilhões necessários para comprar a Alliance Boots, Plc. uma deficitária rede de farmácias e centros de saúde da Inglaterra. O motivo: A Alliance Boots era uma empresa de rating BB-, ou seja, três níveis abaixo do grau de investimento, e o mercado não mais estava querendo comprar títulos de alto risco e baixo retorno, mesmo que disfarçados no interior de títulos com grau de investimento. .

A noticia da segunda-feira caiu como uma bomba no meio dos insiders e especuladores. Suas carteiras estavam cheias de ações da Alliance e de centenas de outras empresas passiveis de serem compradas. Ao todo, 227 empresas encontravam-se na linha de montagem das LBO. Mesmo que a operação da Alliance fosse fechada, como realmente foi, o futuro daqueles US$700 bilhões lhes pareciam extremamente incerto. Números divulgados diziam que esses US$700 bilhões seriam financiados pela emissão de US$300 bilhões de ABS e que o fracasso da colocação da Alliance seria um forte indício de que esse dinheiro poderia não existir. A corrida começou.

No dia 24 o S&P caiu 2% e dois dias depois a queda chegaria a 3,6%. Quedas desse porte já tinham acontecido em maio de 2006, quando da crise do mercado imobiliário norte-americano e em fevereiro desse ano, quando da crise dos subprimes. Como sempre acontece, investidores correram para a mídia para entenderem o que estava acontecendo, mas dessa vez ficou difícil explicar. A mídia especializada internacional atribuía a queda aos US$700 bilhões que teriam virado pó e começou a divulgar explicações sobre os problemas com as ABS. A venda da americana Chrysler, uma divisão da alemã Damler-Chrysler (outra BBB-), já ocupava a mídia e agora a queda das bolsas dava-lhe maior exposição. A explicação dos detalhes desse tipo de operação revelou a falta de apetite por títulos emitidos por empresas sem grau de investimento. A crise dos junk bonds voltava ao mercado.

Mas como explicar, em poucas palavras, que a colocação de junk bonds da Alliance Boots, embutidos nos Asset Backed Securities tinham fracassado, e que isso ameaçava a indústria de leverage buy out, forçando insiders, traders e Private Equities funds a se desfazerem, rapidamente, de suas posições. Muito mais fácil dizer que a crise de crédito dos subprimes chegara aos mercados de ações, o que não deixava de ser verdade, mas que pouco ou nada tinha contribuído para as quedas da semana..

Noticias sobre imóveis residenciais nos Estados Unidos são de interesse restrito às pessoas envolvidas. Suas possíveis implicações no mercado de ações estão limitadas a analises de seus possíveis impactos na economia, mas bolsas de valores ocupam diariamente as manchetes de jornais e o noticiário da TV. Durante cinco anos, a crise do mercado imobiliário ocupava as manchetes dos jornais e os noticiários da TV mostrando imagens de casas encalhadas. Desde 2001 que a imprensa americana vinha avisando que empréstimos imobiliários estavam sendo concedidos a pessoas totalmente desprovidas de dinheiro, sem a menor condição de paga-los. O mercado de ações não ligou para isso porque, com exceção de alguma imobiliárias cotadas em bolsa, o impacto nessa área não atingiria o mercado de ações. No entanto, ficaram atentos ao apetite do consumidor americano, uma vez que a falta de dinheiro resultante das hipotecas poderia reduzir o consumo e, isso sim, poderia afetar o lucro das empresas e o preço das suas ações. Nestes cinco anos, as cotações americanas subiram, oscilando de acordo com a divulgação dos índices de consumo nos Estados Unidos, que hora melhoravam, hora pioravam, mas sempre se mantiveram dentro de níveis aceitáveis pelos economistas e analistas do mercado.

No inicio de 2006, a S&P começou a rebaixar o rating de algumas empresas imobiliárias e alertar sobre o aumento do risco potencial desses títulos. O mercado não deu atenção e o S&P subiu 11,6% no ano

No final de 2006, alguns títulos lastreados em subprimes começaram a não ser pagos. A noticia passou despercebida pelo mercado. O S&P subiu 2% em janeiro.

Em fevereiro, o HSBC, um grande banco inglês, deu baixa em US$1,76 bilhões em títulos devido a falta de pagamento dos seus credores americanos. Desta vez o mercado sentiu. O S&P caiu 2,9%.

Em março o presidente da Countrywide, a maior empresa de credito imobiliário dos Estados Unidos, declarou na TV que a queda das suas ações em fevereiro fora uma reação excessiva e que a crise dos subprimes seria benéfica para sua empresa, ao afastar concorrentes menos criteriosos. As ações da Countrywide subiram e o S&P recuperou-se com alta de 2,7%.

Em abril a Associação Nacional das Incorporadoras de Imóveis declarou que a ampliação da inadimplência nos empréstimos subprimes resultaria em queda nos preços dos imóveis dos Estados Unidos ao longo deste ano de 2007. Neste mês o S&P subiu 3,41%

Em maio, o presidente do FED, Bem Bernanke, disse que não esperava que o recente aumento da inadimplência nas hipotecas subprime se espalhasse pela economia. Mais 2,7% de alta.

Em junho a Bear Stearn revelou que dois de seus hedge funds, especializados em subprimes estavam sofrendo uma corrida de resgates. O S&P caiu 1,3%

No dia 10 de julho, a S&P rebaixou o rating de US$7,3 bilhões de títulos subprimes emitidos em 2006. Dois dias depois a bolsa americana subia e batia todos os recordes, ultrapassando a barreira histórica dos 1530 pontos. O mesmo acontecia com as demais bolsas. No Brasil, o Ibovespa em dólares que já subira 17,7% no primeiro semestre, agora subia mais 8,6% e fechava com alta de 28% no ano. Três dias depois as bolsas desabaram.

Estariam os investidores do mundo inteiro alheios a esses números ou eles simplesmente nada representavam? O mercado global está nas mãos de profissionais altamente qualificados que, certamente, acompanhavam atentamente esses e quase todos os outros números da economia global. A Bear Stearn, primeira a sentir o impacto da crise, tinha sido eleita a melhor administradora de risco dos Estados Unidos, área esta entregue a Warren Spector, o mais reputado profissional do setor. A única explicação era que eles achavam que a crise imobiliária e a subseqüente crise dos subprimes seriam de pouca influencia na economia mundial e nenhum impacto traria aos excelentes resultados das empresas. Quanto ao risco no credito eles pouco viam o que poderia acontecer. Compra de ações são financiadas com garantia das próprias ações compradas e os lucros crescentes garantem o pagamento dos títulos. O que eles não previram foi a crise de liquidez que estava por vir.


Parte IV: A Estrela da Morte


Em meados do Século XIX, um grupo de corretores de Chicago conseguiu convencer os produtores rurais do meio oeste americano a venderem suas safras a um determinado preço no futuro. Se eles soubessem, com antecedência, quanto receberiam pelo trigo que estavam plantando hoje, eles não correriam o risco de uma queda no preço dificultar o pagamento das dividas assumidas com o seu plantio. A venda de contratos futuros de trigo daria uma proteção (hedge) a sua produção. Nasciam as operações de proteção, hoje conhecidas como “hedge”.

Cem anos depois, o conceito de hedge expandiu-se para a negociação de metais, títulos e ações. Por essa época surgiram novos instrumentos de negociação que deram uma nova dimensão ao conceito de hedge. Surgem os chamados contratos derivativos, ou simplesmente derivativos. Surge também o primeiro fundo long/short, dedicado a comprar ações com objetivo de longo prazo protegido pela venda a descoberto de ações com má perspectiva de retorno no curto prazo. O custo de proteger a posição representa um seguro (hedge) contra sua queda e este seguro tem o seu custo, o que obviamente reduz a rentabilidade da carteira. Para melhorar a rentabilidade dos seu hedge fund, Alfred Jones, o idealizador e administrador do primeiro hedge fundo do mundo, decidiu balancear o risco através da aquisição de ações financiadas por terceiros, a chamada alavancagem. Ao administrador de um fundo hedge caberia então a inovadora atividade de administrar o risco de seus clientes. Em determinados momentos o fundo estaria protegido do risco por operações reversas, em outros, o risco se ampliaria pelo aumento da alavancagem. Para completar o modelo, Jones decidiu cobrar uma taxa de performance. Surgia o modelo de hedge fund que temos até hoje.

O sucesso de Jones logo atraiu concorrentes que, na expectativa de melhorarem seus retornos (e conseguirem mais clientes) começaram a aumentar a alavancagem e a reduzir sua proteção. Os hedge funds mantiveram seu nome, mas na realidade passaram a atuar como competitivos fundos alavancados, ou leverage funds. No inicio da década de setenta existiam 140 hedge funds nos Estados Unidos, mas a superinflação americana dos anos setenta levou as bolsas de roldão e com ela os engenhosos esquema de administração de risco dos ainda incipientes hedge funds americanos. As vitimas foram poucas e o trauma pouco notado, mas olhando pelo retrovisor podemos dizer que esse foi o primeiro ataque da “Estrela da Morte”, um bom símbolo para esses perigosos fundos que nasceram nessa época e que mais tarde seriam os principais responsáveis pelas grandes crises de liquidez que assolaram os mercados globais de ações.

O segundo ataque foi mais poderoso e pela primeira vez os hedge funds mostraram todo o seu potencial de destruição ao abalarem, seriamente, os mercados globais. Reconstruídos pela adoção dos chamados “derivativos”, os hedge funds renasceram com grande força e não mais se limitavam aos mercados de ações extrapolando suas exóticas estratégias para outros mercados. Desta vez o alvo eram os títulos emitidos pelos paises industrializados e o Darth Vader de plantão chamava-se John Merriwether. Sua arma: o Long-Term Capital Management Fund, ou LTCM, o maior fundo de hedge que o mundo já conheceu, com uma posição em derivativos avaliada em US$1,25 trilhões. Invisível atrás de seu nome de fundo de proteção (hedge) de longo prazo (long-term) ocultava-se a maior alavancagem já conseguida por um fundo de hedge. Com patrimônio de US$4,72 bilhões, o LTCM devia US$124,5 bilhões a um grupo de bancos. Em agosto desse ano (sempre agosto) o governo Russo decidiu dar um calote na sua divida. O LTCM não tinha títulos russos em sua carteira, mas investidores do mundo inteiro decidiram “fugir para a qualidade” dos títulos norte-americanos. Títulos japoneses e europeus eram mais ofertados no mercado do que os minúsculos subprimes de hoje e todos corriam para a segurança dos títulos do tesouro norte-americano. O LTCM quebrou.

A falência do LTCM, em si, pouco afetou o mercado. Os credores do LTCM eram todos grandes bancos internacionais, mas a venda apressada da carteira do fundo levaria a queda abrupta dos mercados que, por sua vez, causaria estragos em outros fundos e assim caminhávamos para o nefasto circulo vicioso dos resgates antecipados que poderia levar a quebra do sistema financeiro internacional. Com o “crash dos mercados emergentes” em andamento, o FED resolveu atuar coordenando um pool de bancos que assumiriam as posições do LTCM. A Estrela da Morte foi temporariamente desativada.

Alguma semelhança com o “crash de 2007”. Sim, toda!

Com os juros americanos chegando a 1% ao ano, a economia americana renasceu e com ela o resto do mundo. Desde 2003, os PIBs mundiais se expandem e com eles as bolsas e, naturalmente, a competição entre os hedge funds. Desta vez não havia risco de paises quebrarem e cada vez mais os títulos desses paises obtinham o grau de investimento necessário para serem incluídos nas carteiras dos grandes investidores institucionais. A oferta de dinheiro aumentava e as taxas caiam. Era cada vez mais difícil encontrar títulos de pouco risco e alta rentabilidade. Neste cenário, a idéia de disfarçar títulos podres (junk bonds) dentro da embalagem de títulos com grau de investimento parecia extremamente atrativa. Renascia o mercado de junk bonds, mas desta vez ocultos debaixo do manto de novos títulos..

Da mesma forma que o mercado de capitais criou o ABS como um título de grau de investimento, o mercado imobiliário criou o COD – Collaterilazed Debt Obligation, ou Obrigação de Débito Colateral que, a exemplo das ABS, consiste em um título com grau de investimento, recheado de diversos títulos com diversos rating, inclusive os agora famigerados subprime loans. O ataque do vírus no mercado de crédito imobiliário americano estava restrito a um relativamente pequeno universo de grandes investidores, mas a exposição da epidemia, alastrando-se para o mercado de ações ganhou grande e imediato destaque na mídia internacional. Era o temido circulo vicioso dos hedge funds. A queda das bolsas revelou a existência de títulos graduados com recheio não graduado na carteira dos hedge funds, no que resultou em vultosos resgates e forçou os hedge funds a se desfazerem apressadamente de ativos que financiavam o mercado de ações que, por sua vez, desabou causando novos resgates. Milhões de investidores no mundo inteiro correram para seus hedge funds em busca de salvação. Resgates se avolumaram e estratégias, com ou sem subprimes, tiveram de ser desfeitas. Prejuízos apareceram nas cotas de todos os hedges fund, inclusive nos chamados multimercados brasileiros. Fundos europeus, australianos, japoneses e canadenses suspendiam os resgates. Pânico! Diante de eventualidade uma crise sistêmica internacional, os bancos centrais de todo o mundo passaram a dar assistência de liquidez aos hedge funds.


A batalha ainda não chegou ao fim. Os combatentes utilizam-se de todas as suas armas, mas o mapa da batalha só ficará mais claro com a divulgação dos números da economia mundial, sobretudo da americana, a partir do próximo mês. Terá a Estrela da Morte atingido mortalmente o crescimento global? Conseguirão as forças unidas dos bancos centrais desativarem a armadilha de liquidez dos hedge funds? Conseguirá o FED manter a sua política de juros? Terá a crise dos hedge funds afetado a confiança dos consumidores a ponto de influenciar o crescimento mundial? Como ficam as coisas no Brasil? Conseguirá o presidente Lula e seu escudeiro Mantega manter a economia do país nos trilhos, mesmo nesses tempos de turbulência? Por enquanto os mercados oscilam loucamente, descontrolados, ao sabor das explosões de noticias desencontradas e, geralmente, sem fundamento. O dinheiro está trocando de mãos rapidamente e é impossível imaginar-se a direção que tomará. O melhor a fazer é ficar quieto e torcer para que o lado negro da força seja mais uma vez derrotado nas arenas das bolsas de valores.



Kondratiev escreveu:Ainda da entrevista.

O mercado de crédito imobiliário é bastante pequeno no Brasil. Tende a crescer bastante a partir do momento em que a taxa de juros começar a cair. Segundo a avaliação dos entrevistados, isso não vai demorar muito. Atualmente representa 3% do PIB e deve aumentar para 11% do PIB. Os entrevistados dizem que não cometerão os mesmos erros que resultou na crise do subprime (óbvio) :D.

Ago 28, 2008 21:19
Araujo Forista Assíduo
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Kondratiev escreveu:
Araujo escreveu:
Kondratiev escreveu:Boa noite!

Estou ouvindo a entrevista que dois diretores do Bradesco deram para a Ágora, conforme indicação do Araujo. É meio longo, estou ouvindo ainda. Mas uma coisa que me surpreendeu é que grandes empresas que atuam no Brasil estão encontrando mais dificuldades de captar créditos lá fora, e daí eles captam nos bancos nacionais. Pode ser uma tendência....


Grande Kondra! Como vai? Estamos desencontrando no fórum. Se você ainda esta pensando em adquirir BBDC4 o momento não seria agora?


Grande Araujo.

Vai ser a minha próxima compra, segunda-feira. \o/ \o/ \o/. Vou comprar a partir do dia 1 para manter a estratégia :D.


Claro! Voce havia me dito que faz compras mensais.
Voce utiliza o método enfoque?

Ago 28, 2008 21:23
Kondratiev Forista Assíduo
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Araujo escreveu:
Kondratiev escreveu:
Araujo escreveu:
Kondratiev escreveu:Boa noite!

Estou ouvindo a entrevista que dois diretores do Bradesco deram para a Ágora, conforme indicação do Araujo. É meio longo, estou ouvindo ainda. Mas uma coisa que me surpreendeu é que grandes empresas que atuam no Brasil estão encontrando mais dificuldades de captar créditos lá fora, e daí eles captam nos bancos nacionais. Pode ser uma tendência....


Grande Kondra! Como vai? Estamos desencontrando no fórum. Se você ainda esta pensando em adquirir BBDC4 o momento não seria agora?


Grande Araujo.

Vai ser a minha próxima compra, segunda-feira. \o/ \o/ \o/. Vou comprar a partir do dia 1 para manter a estratégia :D.


Claro! Voce havia me dito que faz compras mensais.
Voce utiliza o método enfoque?


O que é o método enfoque? :oops: :D.

Ago 28, 2008 21:30
Araujo Forista Assíduo
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Trader_MG escreveu:Boa noite pessoal!

Kondratiev, citei seu post, pois diz respeito ao assunto.
Tempo atrás, li uma matéria que achei interessante sobre a crise do subprime, um pouco extensa (peço desculpas pelo espaço ocupado), mas, creio ser uma leitura interessante, não somente sobre o subprime, mas, sobre muitos derivativos que existem no mercado atualmente.
Creio que vale a pena, parar para pensar um pouco sobre fundos de investimentos.
Observem a data em que foi escrita a matéria.
Bons negócios!




Boa Noite. Trade_MG! Como vai? Tá meio sumido do fórum. Salvei este artigo para ler depois. Hoje tava dando uma olhada no cenário nacional e vi que as coisas aqui não andam. O nosso carissimo presidente com esta retórica do pré-sal. Vai ser populista assim lá na Venezuela, sô! Agora chega o ministro e diz 1% do pré-sal tem que ir para a cultura. Eles já estão querendo repartir o bolo, e ainda não tem nem a farinha. Agora também vejo o Mantega vindo com o mesmo papo o crédito esta exagerado e que deverá conter mais o consumo. Não olham para o próprio umbigo. Mas é isto aí. Aqui em Ipatinga estamos na luta para que o PT que já governou 16 anos não volte. Abç.

Ago 28, 2008 21:34
Kondratiev Forista Assíduo
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Grande Trader Mineiro.

Eu me lembro de ter lido essa matéria. Reli novamente. Eu me lembro que esse assunto foi motivo de debate aqui, agora não me lembro exatamente quem participou. Concordo plenamente que devemos estar receosos que esse tipo de fenômeno se repita por aqui. Parece que um dos motivos da grande derrocada da TEND3 foi permitir financiamento sem garantias da parte do comprador. É difícil prever o que vai acontecer, mas pelo menos os agentes financiadores brasileiros não vão poder alegar que não sabiam. Regulamentar tudo isso também é extremamente complicado. Não entendo muito de contabilidade e não sei se seria por aí. Mas os diretores do Bradesco foram enfáticos que não cometeriam o mesmo erro. É ver para crer :D.

Ago 28, 2008 21:37
STO EXPEDITO Estreante
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STO EXPEDITO
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Araujo escreveu:
Trader_MG escreveu:Boa noite pessoal!

Kondratiev, citei seu post, pois diz respeito ao assunto.
Tempo atrás, li uma matéria que achei interessante sobre a crise do subprime, um pouco extensa (peço desculpas pelo espaço ocupado), mas, creio ser uma leitura interessante, não somente sobre o subprime, mas, sobre muitos derivativos que existem no mercado atualmente.
Creio que vale a pena, parar para pensar um pouco sobre fundos de investimentos.
Observem a data em que foi escrita a matéria.
Bons negócios!




Boa Noite. Trade_MG! Como vai? Tá meio sumido do fórum. Salvei este artigo para ler depois. Hoje tava dando uma olhada no cenário nacional e vi que as coisas aqui não andam. O nosso carissimo presidente com esta retórica do pré-sal. Vai ser populista assim lá na Venezuela, sô! Agora chega o ministro e diz 1% do pré-sal tem que ir para a cultura. Eles já estão querendo repartir o bolo, e ainda não tem nem a farinha. Agora também vejo o Mantega vindo com o mesmo papo o crédito esta exagerado e que deverá conter mais o consumo. Não olham para o próprio umbigo. Mas é isto aí. Aqui em Ipatinga estamos na luta para que o PT que já governou 16 anos não volte. Abç.

Boa noite saudacoes .Por favor alguem poderia comentar algo sobbre a petro algum suporte e resistencia.grato

Ago 28, 2008 21:40
Trader_MG Forista Assíduo
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Trader_MG
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Tudo bem Araujo?

Minha atividade profissional, não permite um acompanhamento mais assíduo, com relação aos posts, o pessoal discute muito o dia a dia das operações, e isto, no meu modo de ver, é o mercado que determina para onde vai, como tenho a minha, não vou ajudar em nada.
Prefiro analisar a macro economia, esta sim sinaliza e ilumina o caminho, o momento de parar ou de seguir a viagem.
Continuo com minhas operações, entrei comprando a semana passada (estava operando vendido), ontem comprei mais, estou 80% comprado.
Agora, é só aguardar!
A matéria é muito interessante, inclusive, depois de postar, fui tentar achar onde havia lido, pois salvei só a matéria, foi um post do High Holler, e este merece respeito.
Bons negócios!


Araujo escreveu:
Trader_MG escreveu:Boa noite pessoal!

Kondratiev, citei seu post, pois diz respeito ao assunto.
Tempo atrás, li uma matéria que achei interessante sobre a crise do subprime, um pouco extensa (peço desculpas pelo espaço ocupado), mas, creio ser uma leitura interessante, não somente sobre o subprime, mas, sobre muitos derivativos que existem no mercado atualmente.
Creio que vale a pena, parar para pensar um pouco sobre fundos de investimentos.
Observem a data em que foi escrita a matéria.
Bons negócios!




Boa Noite. Trade_MG! Como vai? Tá meio sumido do fórum. Salvei este artigo para ler depois. Hoje tava dando uma olhada no cenário nacional e vi que as coisas aqui não andam. O nosso carissimo presidente com esta retórica do pré-sal. Vai ser populista assim lá na Venezuela, sô! Agora chega o ministro e diz 1% do pré-sal tem que ir para a cultura. Eles já estão querendo repartir o bolo, e ainda não tem nem a farinha. Agora também vejo o Mantega vindo com o mesmo papo o crédito esta exagerado e que deverá conter mais o consumo. Não olham para o próprio umbigo. Mas é isto aí. Aqui em Ipatinga estamos na luta para que o PT que já governou 16 anos não volte. Abç.

Ago 28, 2008 21:42
$_$
$_$
 
 
Boa noite sardinhada.

Imagem

Uma análise simplificada do que acho do ibovespa nesse momento... LTB que estou utilizando como padrão foi rompida. A MME21 também acabou de ser rompida.

IFR não sinaliza esgotamento de tendência, o pivot de alta montado pelo Ibovespa por esse lado tem tudo continuar bonito , mesmo que alguma realização aconteça amanhã.

Do lado da desconfiança, fica o volume. É fácil ver que desde o início do pivot de alta o volume tem diminuido. Stop´s bem armados, inevitavelmente para qualquer trade.


;)
Editado pela última vez por $_$ em Ago 28, 2008 21:43, em um total de 1 vez.

Ago 28, 2008 21:43
Araujo Forista Assíduo
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Registrado em:
Jun 04, 2008 21:00
 
 
Kondratiev escreveu:
Araujo escreveu:
Kondratiev escreveu:
Araujo escreveu:
Kondratiev escreveu:Boa noite!

Estou ouvindo a entrevista que dois diretores do Bradesco deram para a Ágora, conforme indicação do Araujo. É meio longo, estou ouvindo ainda. Mas uma coisa que me surpreendeu é que grandes empresas que atuam no Brasil estão encontrando mais dificuldades de captar créditos lá fora, e daí eles captam nos bancos nacionais. Pode ser uma tendência....


Grande Kondra! Como vai? Estamos desencontrando no fórum. Se você ainda esta pensando em adquirir BBDC4 o momento não seria agora?


Grande Araujo.

Vai ser a minha próxima compra, segunda-feira. \o/ \o/ \o/. Vou comprar a partir do dia 1 para manter a estratégia :D.


Claro! Voce havia me dito que faz compras mensais.
Voce utiliza o método enfoque?


O que é o método enfoque? :oops: :D.


Kondra! Dá uma olhada. Depois me dê sua opinião?
http://www.enfoque.com.br/ec/suporte/me ... Metodo.htm

Ago 28, 2008 21:46
Trader_MG Forista Assíduo
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Trader_MG
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Kondratiev,

O pulo do gato vivo aí, foi o inicio da pirâmide. Sim. Isto foi uma pirâmide!
Os operadores (engenheiros finaceiros, e digo aos meus filhos, matématica é tudo), montaram a pirâmide, ganharam fortunas, vendendo um baita rendimento e saíram fora, os fundos dos países de 1º mundo, com baixo rendimento entraram com tudo, e daí sobrou a conta.
Numa visão rápida e simplista e só isso.
Bons negócios!



Kondratiev escreveu:Grande Trader Mineiro.

Eu me lembro de ter lido essa matéria. Reli novamente. Eu me lembro que esse assunto foi motivo de debate aqui, agora não me lembro exatamente quem participou. Concordo plenamente que devemos estar receosos que esse tipo de fenômeno se repita por aqui. Parece que um dos motivos da grande derrocada da TEND3 foi permitir financiamento sem garantias da parte do comprador. É difícil prever o que vai acontecer, mas pelo menos os agentes financiadores brasileiros não vão poder alegar que não sabiam. Regulamentar tudo isso também é extremamente complicado. Não entendo muito de contabilidade e não sei se seria por aí. Mas os diretores do Bradesco foram enfáticos que não cometeriam o mesmo erro. É ver para crer :D.

Ago 28, 2008 21:48
Kondratiev Forista Assíduo
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Jun 28, 2008 9:17
 
 
Araujo escreveu:
Kondratiev escreveu:
Araujo escreveu:
Kondratiev escreveu:
Araujo escreveu:
Kondratiev escreveu:Boa noite!

Estou ouvindo a entrevista que dois diretores do Bradesco deram para a Ágora, conforme indicação do Araujo. É meio longo, estou ouvindo ainda. Mas uma coisa que me surpreendeu é que grandes empresas que atuam no Brasil estão encontrando mais dificuldades de captar créditos lá fora, e daí eles captam nos bancos nacionais. Pode ser uma tendência....


Grande Kondra! Como vai? Estamos desencontrando no fórum. Se você ainda esta pensando em adquirir BBDC4 o momento não seria agora?


Grande Araujo.

Vai ser a minha próxima compra, segunda-feira. \o/ \o/ \o/. Vou comprar a partir do dia 1 para manter a estratégia :D.


Claro! Voce havia me dito que faz compras mensais.
Voce utiliza o método enfoque?


O que é o método enfoque? :oops: :D.


Kondra! Dá uma olhada. Depois me dê sua opinião?
http://www.enfoque.com.br/ec/suporte/me ... Metodo.htm


Valeu!

Na verdade eu faço compras bimestrais. Na hora de comprar, se eu acho que vai cair, coloco um start. Se subir, o start realiza a compra. Se cair, eu abaixo o start. Se eu acho que vai subir, compro no leilão.

Na venda, faço vendas e recompras usando AT também.

Ago 28, 2008 21:49
Araujo Forista Assíduo
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Jun 04, 2008 21:00
 
 
STO EXPEDITO escreveu:
Araujo escreveu:
Trader_MG escreveu:Boa noite pessoal!

Kondratiev, citei seu post, pois diz respeito ao assunto.
Tempo atrás, li uma matéria que achei interessante sobre a crise do subprime, um pouco extensa (peço desculpas pelo espaço ocupado), mas, creio ser uma leitura interessante, não somente sobre o subprime, mas, sobre muitos derivativos que existem no mercado atualmente.
Creio que vale a pena, parar para pensar um pouco sobre fundos de investimentos.
Observem a data em que foi escrita a matéria.
Bons negócios!




Boa Noite. Trade_MG! Como vai? Tá meio sumido do fórum. Salvei este artigo para ler depois. Hoje tava dando uma olhada no cenário nacional e vi que as coisas aqui não andam. O nosso carissimo presidente com esta retórica do pré-sal. Vai ser populista assim lá na Venezuela, sô! Agora chega o ministro e diz 1% do pré-sal tem que ir para a cultura. Eles já estão querendo repartir o bolo, e ainda não tem nem a farinha. Agora também vejo o Mantega vindo com o mesmo papo o crédito esta exagerado e que deverá conter mais o consumo. Não olham para o próprio umbigo. Mas é isto aí. Aqui em Ipatinga estamos na luta para que o PT que já governou 16 anos não volte. Abç.

Boa noite saudacoes .Por favor alguem poderia comentar algo sobbre a petro algum suporte e resistencia.grato


Desculpe aí meu caro Santo das "causas perdidas" mas ainda estou aprendendo AT. Daqui a pouco o Lipe ou o Soroba deverao postar os gráficos com as suas observações. Abç.

Ago 28, 2008 21:52
brownax Forista Assíduo
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boa noite pessoal,

alguém aqui faz lançamento de opções coberto para remunerar a carteira??

Se faz, estaria com paciência para trocar mensagens via MP?

Estou com algumas dúvidas e receios, queria trocar experiência com alguém que já pratica esta operação.

Ago 28, 2008 21:53
Kondratiev Forista Assíduo
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Trader_MG escreveu:Kondratiev,

O pulo do gato vivo aí, foi o inicio da pirâmide. Sim. Isto foi uma pirâmide!
Os operadores (engenheiros finaceiros, e digo aos meus filhos, matématica é tudo), montaram a pirâmide, ganharam fortunas, vendendo um baita rendimento e saíram fora, os fundos dos países de 1º mundo, com baixo rendimento entraram com tudo, e daí sobrou a conta.
Numa visão rápida e simplista e só isso.
Bons negócios!



Kondratiev escreveu:Grande Trader Mineiro.

Eu me lembro de ter lido essa matéria. Reli novamente. Eu me lembro que esse assunto foi motivo de debate aqui, agora não me lembro exatamente quem participou. Concordo plenamente que devemos estar receosos que esse tipo de fenômeno se repita por aqui. Parece que um dos motivos da grande derrocada da TEND3 foi permitir financiamento sem garantias da parte do comprador. É difícil prever o que vai acontecer, mas pelo menos os agentes financiadores brasileiros não vão poder alegar que não sabiam. Regulamentar tudo isso também é extremamente complicado. Não entendo muito de contabilidade e não sei se seria por aí. Mas os diretores do Bradesco foram enfáticos que não cometeriam o mesmo erro. É ver para crer :D.


Creio que os nossos bancos ainda estão limpos nessa. É bom a gente ficar de olho vivo, mas você acha que é um fenômeno tão preocupante por aqui (preocupante no sentido de começarmos a "inventar" fundos pouco sólidos)?

Ago 28, 2008 21:55
STO EXPEDITO Estreante
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STO EXPEDITO
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Araujo escreveu:
STO EXPEDITO escreveu:
Araujo escreveu:
Trader_MG escreveu:Boa noite pessoal!

Kondratiev, citei seu post, pois diz respeito ao assunto.
Tempo atrás, li uma matéria que achei interessante sobre a crise do subprime, um pouco extensa (peço desculpas pelo espaço ocupado), mas, creio ser uma leitura interessante, não somente sobre o subprime, mas, sobre muitos derivativos que existem no mercado atualmente.
Creio que vale a pena, parar para pensar um pouco sobre fundos de investimentos.
Observem a data em que foi escrita a matéria.
Bons negócios!




Boa Noite. Trade_MG! Como vai? Tá meio sumido do fórum. Salvei este artigo para ler depois. Hoje tava dando uma olhada no cenário nacional e vi que as coisas aqui não andam. O nosso carissimo presidente com esta retórica do pré-sal. Vai ser populista assim lá na Venezuela, sô! Agora chega o ministro e diz 1% do pré-sal tem que ir para a cultura. Eles já estão querendo repartir o bolo, e ainda não tem nem a farinha. Agora também vejo o Mantega vindo com o mesmo papo o crédito esta exagerado e que deverá conter mais o consumo. Não olham para o próprio umbigo. Mas é isto aí. Aqui em Ipatinga estamos na luta para que o PT que já governou 16 anos não volte. Abç.

Boa noite saudacoes .Por favor alguem poderia comentar algo sobbre a petro algum suporte e resistencia.grato


Desculpe aí meu caro Santo das "causas perdidas" mas ainda estou aprendendo AT. Daqui a pouco o Lipe ou o Soroba deverao postar os gráficos com as suas observações. Abç.


VALEU!!!

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