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Tadeuoc Forista VIP
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JHSF Participações - JHSF3
Tadeuoc
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Claudio66 escreveu:JHSF: vendas dos shoppings crescem 34,4% no 2º trimestre, para R$ 532 mi

Quando a empresa faz as coisas certas, uma hora o resultado aparece. E não foi só a inauguração do Catarina Fashion Outlet:

JHSF escreveu:As vendas nas mesmas lojas (SSS) cresceram 11,2% no trimestre, enquanto o aluguel nas mesmas lojas (SSR) teve alta de 6,4%.


Sensacional esse resultado. Crise? Que crise?

Jul 17, 2015 13:00
Claudio66 Forista VIP
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Re: JHSF Participações - JHSF3
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Tadeu, penso até que, com o dólar alto, muita gente terá que trocar as compras em Miami pelas compras aqui mesmo, no Brasil. Bom para JHSF e, talvez, para IGTA3. Vou ficar de olho nessa outra.

Jul 17, 2015 13:06
Potuz Forista VIP
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Re: JHSF Participações - JHSF3
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Claudio66 escreveu:Tadeu, penso até que, com o dólar alto, muita gente terá que trocar as compras em Miami pelas compras aqui mesmo, no Brasil. Bom para JHSF e, talvez, para IGTA3. Vou ficar de olho nessa outra.

Aliás de não saber o percentual que representa das compras totais aqueles que compram em Miami (eu esperaria que seja a ampla minoria, mesmo dentro do pessoal que faz as compras em shoppings) ainda assim considero que os tipos de produtos que são comprados em Miami são produtos industrializados que em ampla maioria não tem competição de produção local. Por tanto os preços no Brasil tendem a refletir as altas do dólar. Ainda mais agora que os impostos ás importações estão aumentando mais ainda. Eu esperaria exatamente o contrário: o pessoal que compra em Miami ainda vai a comprar mais lá fora do que aqui.

Isso pode ser visto ao longo da história que o consumo das elites e a fuga de capitais de países do terceiro mundo acontece ainda com maior força em períodos de devaluação.

Jul 17, 2015 13:59
Karnap Forista Assíduo
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Re: JHSF Participações - JHSF3
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Potuz escreveu:
Claudio66 escreveu:Tadeu, penso até que, com o dólar alto, muita gente terá que trocar as compras em Miami pelas compras aqui mesmo, no Brasil. Bom para JHSF e, talvez, para IGTA3. Vou ficar de olho nessa outra.

Aliás de não saber o percentual que representa das compras totais aqueles que compram em Miami (eu esperaria que seja a ampla minoria, mesmo dentro do pessoal que faz as compras em shoppings) ainda assim considero que os tipos de produtos que são comprados em Miami são produtos industrializados que em ampla maioria não tem competição de produção local. Por tanto os preços no Brasil tendem a refletir as altas do dólar. Ainda mais agora que os impostos ás importações estão aumentando mais ainda. Eu esperaria exatamente o contrário: o pessoal que compra em Miami ainda vai a comprar mais lá fora do que aqui.

Isso pode ser visto ao longo da história que o consumo das elites e a fuga de capitais de países do terceiro mundo acontece ainda com maior força em períodos de devaluação.


Mas existe um efeito psicológico no meio disso... a pessoa pensa: viajar com a família, quando todos dizem que o dólar está caro, pagar hotel e alimentação fora com todo esse custo extra, melhor comprar por aqui, que ainda divide.

Muitas vezes essa pessoa paga até mais caro aqui mesmo e até gasta mais do que gastaria se arcasse com todos os custos de uma viagem para comprar em Miami... mas o fato é psicologicamente ela está fazendo um bom negócio.

No caso do shopping Cidade Jardim, sempre a empresa vinha comentando a alteração do mix de lojas e resultados mais fracos por conta disso... eu vou muito lá e via isso na prática. Livraria Cultura (por ex), que tinha um espaço gigante se mudando para uma área menor e dando espaço para uma Ralph Lauren e mais 3/4 lojas no mesmo lugar. Essa alteração causou um impacto pontual, mas repito o que sempre disse, é um baita patrimônio.

O que percebo é que com essa violência toda no Brasil, a depender da estrutura do shopping, as famílias passam o dia nesses lugares por se sentirem mais seguras. Lá é um shopping aberto, cheio de ótimos restaurantes, muito pouco movimentado (com ticket de compra mais alto) e que a cada dia vai se consolidando como opção de lazer para quem tem boas condições financeiras.

O Outlet que está me impressionando, e já teremos ampliação concluída esse ano. Mas vejo que muitas pessoas estão correndo para os outlets pelos preços mais favoráveis, o que tem alavancado as vendas em tempo de crise.

Sobre o shopping Bela Vista, se não me engano, a todo momento a JHSF falava em seus resultados que os números poderiam melhorar muito a medida em que a infraestrutura de transporte que dava acesso ao shopping ia ficando pronta e etc...

Achei exagerado apenas o investimento que a JHSF fez nos EUA, para o retorno que poderá dar. De qualquer forma, valorizou junto com o Dólar e firma a marca Fasano e etc. nos EUA.

Agora, tudo o que eu queria ver era redução paulatina da dívida com manutenção dessa progressão dos resultados na área de renda recorrente. Tem o empréstimo do BNDES para o aeroporto e espero que pare por aí por um bom tempo...

abs!

Jul 17, 2015 14:53
Rufus Lenhador Forista Assíduo
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Re: JHSF Participações - JHSF3
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Esse shopping Bela Vista é o de Salvador? Havia até poucos anos atrás uma lei municipal que proibia a cobrança nos estacionamentos dos shoppings e recentemente (tipo um mês para cá), todos os shopping de lá começaram a cobrar.
O Bela Vista parece ser o único dos grandes que não está cobrando e virou um inferno de tanta gente que passou a frequentá-lo.

Jul 17, 2015 16:33
StefanL Forista Assíduo
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Re: JHSF Participações - JHSF3
StefanL
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Bom,o dolar alto talvez afugente quem nao faz as contas, mas é dificil deixar de ficar vantajoso viajar e comprar la fora.
Mesmo com dolar acima de R$ 3, o que nao faltaram esse ano foram promoçoes generalizadas de passagens areas para USA, de várias companhias, por valores MENORES em reais do que quando o dolar estava nos 2 reais baixos.
Final do ano minhas ferias serão lá mais uma vez, até lá não compro nada aqui que não seja absolutamente necessário, principalmente roupas de criança.
Para quem quer apenas qualidade, sem ligar para coleção/lançamento, muito menos para a marca, há muita coisa boa la e barato. Na Amazon mesmo ja tem muita coisa. Mesmo com IOF + frete e conversão, você compra la 2 peças por bem menos do que custa 1 unica peça aqui em loja de rua, fora de shopping.
Hotel em Orlando por exemplo ja estou pagando parcelado e convertido em reais, cerca de R$ 155/diaria (suite com cozinha, portanto sem cafe da manha). Reserva feita em dia que dolar comercial estava em torno de R$ 3,20, mesmo patamar de agora. Por R$ 155/diaria eu nao fico nem em hotel na propria cidade que eu moro.
Passagens com milhas, mas mesmo que fosse em dinheiro, nao faltaram promoções.
O que fica mais sujeito ao cambio da epoca da viagem sera aluguel de carro, que precisa ser de tamanho suficiente para trazer toda a tralha nas malas que irão vazias e se tudo der certo voltam cheias.
Sinceramente não sei qual é o perfil do publico que compra e continua comprando nos shoppings. Nos mais elitizados, entendo que muitos são pessoas que querem coleçào corrente, e não ponta de estoque. Tambem imagino que são pessoas que não pararam de viajar, consomem tanto la, quanto aqui, ao contrário de mim, que não sinto remorso algum de gastar tudo que posso la fora e não aqui.

Jul 17, 2015 16:46
Claudio66 Forista VIP
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Re: JHSF Participações - JHSF3
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Potuz escreveu:
Claudio66 escreveu:Tadeu, penso até que, com o dólar alto, muita gente terá que trocar as compras em Miami pelas compras aqui mesmo, no Brasil. Bom para JHSF e, talvez, para IGTA3. Vou ficar de olho nessa outra.

Aliás de não saber o percentual que representa das compras totais aqueles que compram em Miami (eu esperaria que seja a ampla minoria, mesmo dentro do pessoal que faz as compras em shoppings) ainda assim considero que os tipos de produtos que são comprados em Miami são produtos industrializados que em ampla maioria não tem competição de produção local. Por tanto os preços no Brasil tendem a refletir as altas do dólar. Ainda mais agora que os impostos ás importações estão aumentando mais ainda. Eu esperaria exatamente o contrário: o pessoal que compra em Miami ainda vai a comprar mais lá fora do que aqui.

Isso pode ser visto ao longo da história que o consumo das elites e a fuga de capitais de países do terceiro mundo acontece ainda com maior força em períodos de devaluação.


Potuz, no Brasil está bem clara a reversão de tendência com relação aos gastos no exterior. E não são grandezas despresíveis. Veja essas notícias:

Ano passado: Gasto de turista brasileiro sobe 10 vezes em 10 anos

Mês passado: Gasto de brasileiros no exterior é o mais baixo para maio em cinco anos

A relação entre crise e consumo de produtos estrangeiros em países subdesenvolvidos está associada à fórmula socialista de excessivo gasto público, que leva à inflação. Para fingir que segura a inflação, o governo mantém a taxa de câmbio artificialmente baixa. E com isso, além de drenar a renda real do trabalhador, o modelo socialista drena os empregos.

Fuga de capitais é uma coisa diferente de consumo. Deixam de investir no Brasil, para investir em países com perspectivas melhores. Mas isso faz a moeda se desvalorizar ainda mais, se a taxa de câmbio for livre, beneficiando o consumo doméstico.

O Levy abandonou o modelo socialista, que só beneficia os amigos do poder. Parou de esconder a inflação e vai deixar os preços se estabilizarem no mercado, em função da queda da demanda. Além disso acabou com o populismo cambial, deixando o câmbio flutuar. (Para desespero do Mantega, que queria ver a caveira daqueles que apostaram contra o Real.) Se o Levy sobreviver e o congresso deixar de mesquinharia, apoiando-o, podemos esperar uma recuperação verdadeira da nossa economia.

Jul 17, 2015 17:30
Potuz Forista VIP
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Re: JHSF Participações - JHSF3
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Claudio66 escreveu:
Potuz escreveu:
Claudio66 escreveu:Tadeu, penso até que, com o dólar alto, muita gente terá que trocar as compras em Miami pelas compras aqui mesmo, no Brasil. Bom para JHSF e, talvez, para IGTA3. Vou ficar de olho nessa outra.

Aliás de não saber o percentual que representa das compras totais aqueles que compram em Miami (eu esperaria que seja a ampla minoria, mesmo dentro do pessoal que faz as compras em shoppings) ainda assim considero que os tipos de produtos que são comprados em Miami são produtos industrializados que em ampla maioria não tem competição de produção local. Por tanto os preços no Brasil tendem a refletir as altas do dólar. Ainda mais agora que os impostos ás importações estão aumentando mais ainda. Eu esperaria exatamente o contrário: o pessoal que compra em Miami ainda vai a comprar mais lá fora do que aqui.

Isso pode ser visto ao longo da história que o consumo das elites e a fuga de capitais de países do terceiro mundo acontece ainda com maior força em períodos de devaluação.


Potuz, no Brasil está bem clara a reversão de tendência com relação aos gastos no exterior. E não são grandezas despresíveis. Veja essas notícias:

Ano passado: Gasto de turista brasileiro sobe 10 vezes em 10 anos

Mês passado: Gasto de brasileiros no exterior é o mais baixo para maio em cinco anos

Esses números são um tanto mentirosos e não condizem com seu ponto Cláudio. Em primeiro lugar o gasto em maio foi de R$1,4Bi que foi o "pior em cinco anos" mas esquecem de dizer que ainda é maior que aquele de faz 5 anos casualmente o ano de maior crescimento e maior bonanza de dólares no Brasil: 2010, o ano de crescimento de 7,5% no PIB e ano em que o dólar chegou em R$1,5 (eu sei bem pois trouxe meu dinheiro inteiro na época :( )

Aliás, a queda das compras no exterior é comparável com as quedas no varejo local: Queda de vendas no comércio varejista é a maior em 12 anos
Imagem

Tentando procurar os gráficos do BC dos últimos 10 anos (mostrando o pico de compras no exterior em 2012-2014) achei essa coluna que explica bem (e prediz) a queda nas vendas do exterior nesses meses. Mas também não menciona que as vendas locais também caem.
Imagem
Achei a leitura interessante De onde virá o ajuste nas contas externas?. A explicação que ele da é a obvia que as pessoas com renda suficiente para viajar ao exterior aumentou exponencialmente nos últimos anos ao tempo que nos próximos meses o aumento do desemprego e a diminuição da renda real deve reduzir o número de pessoas que podem viajar no exterior. Admito não ter considerado esse fator: da percentagem de pessoas que consomem no exterior algumas (ou várias) não poderão fazê-lo no futuro.

Ainda assim, considero que esse fator particular deve mudar pouco os números da JHFS diretamente (aqui é só achismo de que a população que consome fora seja pouca e que os que mudem o consumo para o interior seja pouca entre pouca).

Ago 10, 2015 13:48
thiagosouza Forista Assíduo
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Re: JHSF Participações - JHSF3
thiagosouza
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http://www.istoedinheiro.com.br/noticia ... 7525.shtml

A disparada da moeda americana frente ao real é motivo de euforia para a JHSF, construtora e administradora de shoppings. Afinal, os brasileiros estão substituindo as compras no exterior pelas aquisições em lojas no País
Grande parte dos brasileiros acompanha com apreensão a escalada do dólar nos últimos tempos. Durante seis dias úteis, a moeda americana subiu vigorosamente, acumulando alta de 6,25% e atingindo diariamente recordes de valor em mais de uma década. No fechamento do mercado na quinta-feira 6, o dólar estava cotado em R$ 3,54, o valor mais alto desde março de 2003. Mas o que é motivo de grande preocupação para importadores e turistas brasileiros, que planejavam uma viagem internacional, provoca euforia entre os executivos da incorporadora paulista de imóveis de luxo e administradora de shopping centers JHSF. “Eu estava preocupado com o dólar, no começo do ano, mas ele acabou tendo um efeito positivo para nós”, diz Christian Vasconcelos da Cunha, presidente da divisão de shopping centers da JHSF.

O motivo para tal comemoração na companhia controlada pelo empresário José Auriemo Neto, mais conhecido como Zeco Auriemo, tem relação com sua última iniciativa na área de centros de compras: o outlet de luxo Catarina Fashion Outlet, que foi inaugurado no fim de 2014, em São Roque, a cerca de 40 quilômetros da capital paulista. Trata-se da primeira parte de um ambicioso projeto que prevê um complexo residencial, espaço de entretenimento e aeroporto para aviação executiva, em uma área de 7 milhões de m², na Rodovia Castello Branco. O centro de compras atraiu famosas marcas de luxo, como Burberry, Armani, Hugo Boss, Carolina Herrera, Tory Burch, e Michael Kors, apreciadas pelos turistas brasileiros em sua viagens ao exterior. No segundo trimestre deste ano, as vendas no outlet da JSHF atingiram R$ 72 milhões, 50% mais do que a meta estipulada. “Logo após o lançamento, o resultado ficou de duas a três vezes acima do que esperávamos”, afirma Cunha.

Segundo ele, não há segredo para o sucesso instantâneo do empreendimento. Como os preços das compras em dólar dispararam, restou aos brasileiros das classes A e B encherem as suas sacolas por aqui mesmo. “Os preços praticados aqui são iguais aos de qualquer outlet de Miami ou Nova York”, diz Cunha. Outra vantagem é que o consumidor não precisa pagar a passagem aérea, cotada em dólar, e o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para os gastos no cartão de crédito. O resultado de algumas lojas surpreendeu até os executivos das marcas internacionais, que não esperavam um volume de vendas tão elevado. O bom desempenho do projeto Catarina fez a JHSF atualizar os seus planos rapidamente. A ocupação do espaço inicial disponível para locação foi completada, e uma ampliação está prevista para ser entregue em outubro deste ano, com espaço para 16 novas lojas. “Todas já foram negociadas”, diz o executivo. Por conta disso, a JHSF já começou a vender espaços para uma segunda ampliação, que estará pronta no segundo semestre de 2016 e abrigará 24 lojas, atingindo 129 marcas expostas. “Estamos cobrando luvas para negociar os espaços, num momento difícil como esse, em que os shopping centers se esforçam para não perder lojistas”, afirma Cunha.

Os investimentos da empresa paulistana em seu primeiro outlet estão de acordo com o seu plano de ampliar as suas fontes de receitas recorrentes. Dessa forma, os empreendimentos de shopping centers, além dos hotéis e restaurantes da marca Fasano, estão sendo priorizados em relação às vendas de imóveis de alto luxo. No primeiro trimestre, a receita líquida da JHSF nos seus negócios imobiliários caiu 35,7%, para R$ 50,1 milhões, em comparação com o mesmo período do ano passado. Já, na divisão de shoppings, o crescimento foi de 7,3%, para R$ 58,1 milhões. Outro projeto da companhia, que deve ficar pronto até o fim de 2016, é o de um pequeno shopping center a ser construído nas imediações do Hotel Fasano, nos Jardins, em São Paulo. “A crise ainda não está afetando o público da classe A, para a qual a JHSF está voltada. A diminuição maior de consumo está acontecendo na classe C”, diz Max Bohm, analista da empresa de pesquisas para investimentos Empiricus Research. “O que preocupa na JHSF é o seu braço imobiliário.”

De fato, nem tudo são flores. Cortar custos, por exemplo, traz desafios, segundo o modelo de negóciosda companhia. Por atender um público exigente, economizar na qualidade dos serviços não é uma boa opção. A empresa, então, precisa se esforçar para ganhar eficiência de gestão. Uma das iniciativas adotadas foi montar operações de energia e de telecomunicações próprias. No caso do Catarina Fashion Outlet, para atender às necessidades de banda larga de internet e telefonia do empreendimento sem precisar pagar valores exorbitantes para uma operadora de telecom, a própria JHSF instalou a infraestrutura de telecomunicações e a fibra óptica. Criatividade e trabalho duro ajudam nos resultados. O dólar alto também.

Ago 10, 2015 17:23
StefanL Forista Assíduo
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Re: JHSF Participações - JHSF3
StefanL
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Noticias boas envolvendo JHSF dias antes de resultado, se seguir a regra, é para compensar a josta de balanço que sera divulgado dia 13/Agosto.
Mas... estou comprado, infelizmente.

Noticia falando "provoca euforia nos executivos...." me dá é medo do que estão querendo desviar a atenção.

Ago 10, 2015 18:46
Claudio66 Forista VIP
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Re: JHSF Participações - JHSF3
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StefanL, já havia, divulgado a prévia de dados operacionais, com excelente desempenho:

JHSF: vendas dos shoppings crescem 34,4% no 2º trimestre, para R$ 532 mi

No setor de renda recorrente, mais uma vez será um grande sucesso, pois a receita subiu muito e o gasto é aproximadamente fixo. A questão é o quanto o resultado do setor de construção e as despesas financeiras vão ofuscar o brilho da renda recorrente. E ficar de olho no caixa.

Ago 10, 2015 19:22
thiagosouza Forista Assíduo
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Re: JHSF Participações - JHSF3
thiagosouza
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Nos ultimos trimestres o que fazia o resultado ficar no campo positivo era a reavaliação do valor justa das propriedades para investimento. A titulo de ativo, acho interessante que reavaliem até pq o investimento inicial é tão caro por depois ser compensado por essa reavaliação. Mas a efeito de caixa, isso não influência em nada. O melhor a ser visto é a geração de caixa líquido. Mas, com o tamanho da divida atual e ainda por termos projetos em fase de execução, que consomem dinheiro e ainda não geram caixa, acredito que, excluindo essa valorização das propriedades, não haverá lucro, conforme aconteceu no trimestre anterior. Quando a empresa começar a dar lucro operacional e sobrar para pagar o resultado financeiro, começarei a acreditar numa virada da empresa. Creio que isso apenas acontecerá com a venda de algum ativo ou no ano que vem com inicio das operações das expansões, do aeroporto (isso se é que começara a operar ano que vem), shopping proximo do hotel fasano ou algum milagre na parte de incorporações.

Com todos os problemas, ainda acho uma empresa com grande potencial no longo prazo (2 a 3 anos)

Ago 12, 2015 16:58
Kakarotto Forista VIP
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Re: JHSF Participações - JHSF3
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Claudio66 escreveu:StefanL, já havia, divulgado a prévia de dados operacionais, com excelente desempenho:

JHSF: vendas dos shoppings crescem 34,4% no 2º trimestre, para R$ 532 mi

No setor de renda recorrente, mais uma vez será um grande sucesso, pois a receita subiu muito e o gasto é aproximadamente fixo. A questão é o quanto o resultado do setor de construção e as despesas financeiras vão ofuscar o brilho da renda recorrente. E ficar de olho no caixa.


Realmente, crescimento fortíssimo das vendas. Se a empresa tivesse focado desde o ínicio em renda recorrente, talvez estivessem em uma situação bem mais tranquila.

A propósito, sou cotista de um FII que é sócio da JHSF em um projeto, e as vendas não andam nada bem, chama-se o projeto Fazenda Boa Vista. O lado bom pros cotistas do fundo é que há inúmeras garantias dadas pela JHSF, que garante que mesmo que as vendas continuem horríveis, a JHSF recompre todos os lotes não negociados por parte do fundo com uma rentabilidade garantida, e uma parte pequena a IPCA + 9%.

Bom saber que a empresa não está tão ruim assim...

Ago 12, 2015 17:45
Rufus Lenhador Forista Assíduo
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Re: JHSF Participações - JHSF3
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Claudio66 escreveu:StefanL, já havia, divulgado a prévia de dados operacionais, com excelente desempenho:

JHSF: vendas dos shoppings crescem 34,4% no 2º trimestre, para R$ 532 mi

No setor de renda recorrente, mais uma vez será um grande sucesso, pois a receita subiu muito e o gasto é aproximadamente fixo. A questão é o quanto o resultado do setor de construção e as despesas financeiras vão ofuscar o brilho da renda recorrente. E ficar de olho no caixa.

Interessante que a cotação subiu bastante depois que saiu essa notícia. Depois devolveu tudo e caiu bem mais.
Quero ver o que acontecerá quando o resultado oficial sair.

Ago 13, 2015 14:47
thiagosouza Forista Assíduo
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Re: JHSF Participações - JHSF3
thiagosouza
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Hoje é dia de resultado. O que esperar?

Ago 13, 2015 20:10
StefanL Forista Assíduo
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Re: JHSF Participações - JHSF3
StefanL
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thiagosouza escreveu:Hoje é dia de resultado. O que esperar?


Chuto um LL na casa de uns 16,8 mi
kkk

Ago 13, 2015 20:14
StefanL Forista Assíduo
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Re: JHSF Participações - JHSF3
StefanL
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Destaques do 2T15
 Dados Operacionais Shoppings: Vendas Lojistas +34,4%; SSS e SAS ambos +11,2%; SSR +6,4% e SAR +6,0%
 Lucro Bruto Consolidado: +36,7%, com crescimento em todas as unidades de negócio
 Despesas Operacionais: Redução de R$14,8 milhões (-40,2%)
 EBITDA Ajustado: +111,5%, com crescimento em todas as unidades de negócio
 Lucro Líquido Consolidado: R$16,8 milhões (crescimento de 25,4%)

Ago 13, 2015 20:50
thiagosouza Forista Assíduo
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Re: JHSF Participações - JHSF3
thiagosouza
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Lindo resultado!!!! Acho que já voltarei a acumular mais ações. A reavaliação das propriedades que estava segurando o resultado e dessa vez foi praticamente nulo e mesmo assim a empresa teve um lucro razoável, considerando que há ainda boa parte dos projetos em fase de construção. Até final de 2016 já vejo a empresa super preparada para brilhar, se a economia não atrapalhar muito!

Gostei!!

Ago 13, 2015 22:01
thiagosouza Forista Assíduo
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Re: JHSF Participações - JHSF3
thiagosouza
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Mai 22, 2014 14:39
 
 
Lado positivo
- Ebitda ajustado (sem influência da realiação das PPI) 74,8 M contra 35,4 do ano passado.
- Contínua melhora da renda recorrente, com uns shoppings já em fase de maturação e outros ainda com muito espaço para poder crescer
- Expansão do Catarina para finalizar ainda esse ano de forma surpreendente. Sucesso total. Nem os mais otimistas esperavam tanto desse shopping que com menos de 1 ano vai expandir.
- Patrimonio líquido aumentou 6,4% de 2,362 Bi para 2,513 Bi
- Aparentemente a dívida líquida já chegou ao seu topo e não aparente subir mais devido as operações já serem suficientes para pagar os juros da dívida e sobrar para amortizar a divida principal.
- Não há projetos em curso que irá consumir grande volume de capital. O de maior volume será bancado com dinheiro do BNDES com juros baixo.
- Bons terrenos já comprados com projetos já prontos só esperando uma melhora do cenário para serem lançados (torres comerciais no catarina, projeto multiuso no cidade jardim, entre outros)

Lado negativo
-Dívida líquida sobre o EBITDA ajustado ainda em valor muito alto (só com os projetos atuais melhorando seus resultados operacionais e os em execução entrando em operação para resolver)
- Continuo adiamento do início das operações dos projetos (aeroporto era pra 2014. Ano passado adiaram para 1S 2016 e agora já é para 2S 2016) (o predio para aluguel de ap em NY era para 2S 2016 e agora já é para 2017) ...
- Não há melhoras significativas para a parte de incorporações devido ao cenário macroeconomico e do setor especificamente
- Baixa margem da parte de hoteis e restaurantes (pode ser um bom catalisar nos proximos resultados surpreendendo positivamente - Volume alto de receita e margem baixa. Se melhorar a margem pode dar bons lucros)

Resumo da minha opinião pessoal - O lado negativo é o que deixa a empresa nesses níveis de preço tão baixo. Os resultados cada vez mais consolidados na parte de renda recorrente deveriam justificar uma melhora na avaliação da empresa, porém com tantas dúvidas e frustrações em relação ao lado negativo justificam isso. O valor de mercado da empresa atual representa um otimo momento para investir na empresa, pois assim que as coisas forem melhorando, haverá uma explosão no lucro da empresa, pois mesmo sem o aeroporto já se teria boas perspectivas para a empresa, o aeroporto pode ser um catalisador importante para altos lucros.

Ago 13, 2015 22:05
Kakarotto Forista VIP
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Re: JHSF Participações - JHSF3
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Resultado bom em meio a esse momento horrível. Vou seguir comprando RBBV11, não acredito em descumprimento da JHSF perante o fundo imobilíario.

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