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Apesar da aparência simples, códigos de opções podem levar investidor a erros

Por: Julia Ramos M. Leite
17/11/10 - 20h06
InfoMoney

SÃO PAULO – Ao se deparar com o código USIML51, o investidor pode, facilmente, concluir que se trata de uma opção de compra das ações preferenciais da Usiminas (USIM5), com vencimento em dezembro e preço de exercício de R$ 51,00.

Apesar de parecer lógica, a conclusão está errada – e pode claramente acarretar em prejuízos para o investidor. Hugo Azevedo, superintendente da área de estratégia de investimentos da Corretora Santander e autor do livro “ Investimentos em opções sobre ações no Brasil – Teoria e Prática”, explica que há quatro principais erros decorrentes da interpretação errônea dos códigos de opções.

As letras
Primeiramente, é preciso entender como é formado o código de uma opção. Basicamente, o código é composto por cinco letras e dois algarismos – como no exemplo inicial, USIML51.

As quatro primeiras letras – USIM – indicam a ação a qual a opção se refere. Aí pode surgir o primeiro problema: afinal, a Usiminas tem ações preferenciais e ordinárias (USIM3) negociadas na bolsa, assim como a Petrobras (PETR3, PETR4) e a Vale (VALE3, VALE5).

Apesar de a opção geralmente se referir a ação com mais liquidez – nesse caso, a preferencial -, a dedução não deve ser feita sem a checagem do ativo ao qual a opção se refere.

A letra seguinte, “L”, representa o tipo de opção – compra ou venda – e sua data de vencimento. As letras seguem uma regra da Bovespa (confira a tabela abaixo): o L do exemplo mostra que esta é uma opção de compra, com vencimento em dezembro. Vale lembrar que o vencimento de opções se dá, geralmente, na terceira segunda-feira do mês em questão – nesse caso, essa data seria 20 de dezembro.

Mês de referência
Opção de Compra
Janeiro A
Fevereiro B
Março C
Abril D
Maio E
Junho F
Julho G
Agosto H
Setembro I
Outubro J
Novembro K
Dezembro L

Opção de Venda
Janeiro M
Fevereiro N
Março O
Abril P
Maio Q
Junho R
Julho S
Agosto T
Setembro U
Outubro V
Novembro W
Dezembro X

Os números
Apesar da possibilidade de erro com as letras do código, Azevedo destaca que o maior problema de todos é com os números, que são representativos do preço de exercício.

“No caso da USILK51, há poucas semanas a Usiminas sofreu o que chamamos de split – o preço dela foi dividido por dois porque para cada ação que você tinha você passou a ter duas ações”, explica Azevedo.

Assim, os 51 do código, que eram equivalentes a R$ 51,00, seriam divididos por dois e atualmente valeriam R$ 25,50, certo? Errado. “O exercício dela hoje é R$ 25,29, e não os R$ 25,50 teóricos porque a Usiminas distribuiu proventos, e eles são ajustados no preço de exercício”, ressalta o superintendente de estratégia da Corretora Santander.

“Se for um dividendo, 100% do dividendo é tirado do preço do exercício, mas se forem juros sobre o capital próprio, apenas 85% do valor do JCP bruto é retirado do preço de exercício”, afirma.

“Os algarismos podem confundir bastante o investidor, que pode pensar que está operando um determinado preço de exercício, que na verdade pode ser completamente diferente. Esse erro é bastante comum, e pode causar prejuízos”, diz Azevedo.

EUA ou Europa?
Outra possível dúvida que pode surgir é se aquela é uma opção americana ou europeia. A diferença entre as duas é que o comprador de uma opção europeia pode exercê-la somente na data do seu vencimento, enquanto o investidor que adquiriu uma opção americana tem o direito de exercê-la até a data de vencimento - ou seja, em qualquer período de tempo compreendido entre a compra da opção e o prazo de vencimento.

“Pelo código, não tem como saber. Em alguns home brokers há um asterisco diferenciando, mas o código da bolsa é o mesmo. O investidor tem que checar”, aponta Azevedo.

Ele lembra que, para investidores mais experientes, esses erros não são comuns. “Isso não gera problemas recorrentes, porque as pessoas que estão acostumadas já sabem desses potenciais problemas e sempre estão se resguardando. Mas é um problema real para os novos entrantes no mercado de opções”, diz.

Ações ou opções?
Já Leonel Molero Pereira, professor de finanças do Insper e da FIA, aponta outro tipo de erro que pode ser cometido com os códigos de opções: o completo desconhecimento de que aquilo era uma opção.

“Já vi pessoas que se confundiram pensando que a opção era um ativo, como um unit – que também tem códigos meio complicados, diferentes”, diz o professor. Isso acontece, segundo ele, porque o investidor consegue comprar opções via home broker, da mesma forma que compra ações. “A pessoa olha o código da opção – como VALEK48, por exemplo – e pensa que é um ativo, não um derivativo”, explica.

Segundo Pereira, a confusão pode acontecer pela coincidência de se negociar os produtos no mesmo sistema, na maioria das vezes sem restrições às operações, como exigência de depósito de margem para opções, por exemplo.

O que pode agravar ainda mais esse tipo de erro, diz ele, é a grande volatilidade do mercado de opções. “Se a ação da Vale sobe 1%, a opção sobe 15%, 20%. Às vezes a pessoa não olha o histórico, olha a movimentação de um dia só, ou dos três últimos dias, fica impressionada com o retorno e compra, sem saber que aquilo é uma opção”.

O risco, nesse caso, é a movimentação do lado contrário – afinal, caso a ação caia 1% ao invés de subir, a tendência é que a opção também caia 15% ou 20%. “Aí vira pó e a pessoa não sabe por que”, resume Pereira.

Informação, informação, informação
Apesar de divergirem sobre os erros mais comuns relacionados aos códigos de opções, Pereira e Azevedo concordam quanto à solução: informação, informação, informação. “A recomendação é: informe-se antes de comprar, e não olhe só a rentabilidade. Vá atrás de informações sobre o que você está comprando”, frisa o professor. “Isso vale, claro, para qualquer ativo, não só opções”.

Da mesma forma, o superintendente de estratégia da corretora lembra que é de responsabilidade do investidor saber o que ele está operando – por isso, erros como os mencionados não podem ser consertados.

“Eu acho que não é um erro reversível, porque é de responsabilidade do investidor saber o que ele está operando, em que ele está dando a ordem. Se é via home broker, é uma informação que está disponível no sistema. Se ele está operando através de mesa, ele tem que confirmar com o operador”, explica.

Fonte: http://web.infomoney.com.br//templates/ ... stimentos/

Nov 19, 2010 12:07
Crush Forista Assíduo
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Crush
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Sim. A lógica é que, até o vencimento da opção, não dá para saber se você teve lucro ou prejuízo com o lançamento. A operação só se encerra efetivamente quando sua posição estiver zerada, o que ocorre no vencimento, ou antes se você recomprar a opção lançada.

Dez 03, 2010 9:37
Dick Trade Forista VIP
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Dúvida
Dick Trade
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TAKAMASSA NOMURO escreveu:Alguém pode me esclarecer uma dúvida?

Qual eh a diferença de uma opção de compra para uma opção de venda?

Obrigado
:arrow:

Dez 08, 2010 14:19
Tos Forista Assíduo
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dúvida
Tos
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se faço um lançamento coberto e ele for exercido... como eu já tenho as ações, eu nao preciso fazer nada e elas já serão automaticamente vendidas pelo preço de strike do LC que fiz?

por exemplo:
tenho 100 ações da PETR4
vendo 100 opções PETRA26 a 0,73 e preço de strike de R$25,88
caso o valor de PETR4 fique maior que R$25,88 a venda das minhas 100 ações serão automaticamente exercidas?
E mais, sendo uma opção do tipo Americana, minhas ações serão automaticamente vendidas a qualquer data antes da data de vencimento da opção?
Ainda vou pagar corretagem pela venda exercida?

E caso eu nao queira exercer a venda das minhas 100 acoes (claro que para isso eu tenho que recomprar PETRA26). Devo recomprar antes que a venda seja exercida? Para isso devo ficar sempre acompanhando se o valor de PETR4 nao ultrapassa R$25,88?

Espero ter sido claro com minha dúvida...

Dez 08, 2010 15:43
fraj0lad0alp1ste Forista VIP
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Re: dúvida
fraj0lad0alp1ste
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ABAIXO :

Tos escreveu:se faço um lançamento coberto e ele for exercido... como eu já tenho as ações, eu nao preciso fazer nada e elas já serão automaticamente vendidas pelo preço de strike do LC que fiz?
SIM, MINHAS CORRETORAS QUE SOU CLIENTE, COBRAM CORRETAGEM DE HB QDO SOU EXERCIDO, CONSULTE A SUA PARA SABER SENAO COBRAM CORRETAGEM DE MESA.

por exemplo:
tenho 100 ações da PETR4
vendo 100 opções PETRA26 a 0,73 e preço de strike de R$25,88
caso o valor de PETR4 fique maior que R$25,88 a venda das minhas 100 ações serão automaticamente exercidas?
E mais, sendo uma opção do tipo Americana, minhas ações serão automaticamente vendidas a qualquer data antes da data de vencimento da opção?
SÓ SE ALGUEM TE EXERCER ANTES.

Ainda vou pagar corretagem pela venda exercida?
SIM

E caso eu nao queira exercer a venda das minhas 100 acoes (claro que para isso eu tenho que recomprar PETRA26).
SIM.

Devo recomprar antes que a venda seja exercida?
SIM
Para isso devo ficar sempre acompanhando se o valor de PETR4 nao ultrapassa R$25,88?
SIM

Espero ter sido claro com minha dúvida...
SIM

ABÇ

Dez 11, 2010 7:17
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Como surgiram as opções?

Agora que você já conhece a idéia principal por trás das opções e como elas podem estar presentes em nosso cotidiano, é hora de saber como elas surgiram.

Existem relatos que fazem um paralelo entre os modelos de contrato de opções atuais e como surgiram seus embriões no passado.

As histórias são várias, algumas inclusive encontradas na bíblia, como o caso de Jacob, que trabalhou por sete anos para Laban, pai de Raquel, para obter o direito de se casar com ela. Se fossemos contar essa história com os termos que caracterizam as opções atualmente, poderíamos dizer que Jacob comprou uma opção de compra pagando um prêmio de sete anos de trabalho para ter o direito, mas não a obrigação, de se casar com a filha de Laban.

Outra história conhecida é a de Thales, antigo filósofo Grego da cidade de Miletus. Com seus conhecimentos adquiridos através do estudo das estrelas, ele previu com nove meses de antecedência uma excelente colheita de azeitonas.

Com base nessa previsão, Thales foi inteligente o bastante para procurar os donos de prensas de azeitonas, que serviam para transformar a azeitona em azeite de oliva, e fazer uma oferta pela exclusividade de uso dessas prensas durante a próxima colheita. Como ninguém acreditava que Thales pudesse prever a próxima colheita com noves meses de antecedência, os donos das prensas aceitaram a oferta, pois, assim, também poderiam se proteger e garantir algum lucro caso a próxima colheita fosse fraca. Thales tinha acabado de comprar opções de compra pelo uso das prensas.

A previsão de Thales estava correta e a colheita foi ótima naquele ano. A demanda pelas prensas estava enorme. Thales então revendeu suas opções de uso exclusivo das prensas com lucro fabuloso. Usando os termos das opções, Thales pagou um prêmio pelo direito, mas não pela obrigação, de exercer uma opção de compra, ou uso, das prensas e os revendeu com lucro no futuro. Repare que, caso a colheita tivesse sido fraca, Thales não precisaria exercer seu direito, perdendo apenas a quantia inicial (prêmio) paga pela aquisição do direito.

O marco na história das opções
Uma rápida pesquisa pela internet será capaz de encontrar diversas outras histórias, mas talvez a mais famosa seja o caso das tulipas, que aconteceu na Holanda. É considerado um marco, pois é o primeiro relato das conseqüências que as opções podem trazer quando são utilizadas não como forma de proteção e controle de risco, mas sim como forma de especulação.

Na Holanda do século 17, o principal mercado da época não era o de ações ou produtos, mas sim o de tulipas. As tulipas foram introduzidas pelos turcos e em pouco tempo se tornaram sensação entre os ricos na Holanda. Por isso, essa época também é conhecida como Tulipamania.

Para se ter uma idéia do tamanho da loucura que acometeu os holandeses naquela época, para se comprar apenas um bulbo da flor eram necessárias 24 toneladas de trigo. Em 1624 uma tulipa do tipo Semper Augustus custava o preço de uma casa espaçosa no centro de Amsterdã.

A valorização irracional das tulipas fez com que produtores e intermediários começassem a fechar contratos futuros, os chamados “windhandel” (negócio de vento). Esses contratos nada mais eram que opções de compra e venda de tulipas.

Não demorou muito para que esses contratos passassem a ser negociados livremente apenas como forma de especulação, afinal, com a alta valorização das tulipas, esses direitos também passaram a valer mais, e especuladores preferiam vendê-lo com lucro ao invés de exercerem seus direitos de compra das tulipas. Dessa maneira, os contratos passaram a não mais ter o ativo-objeto (tulipas) como referência.

Quando o mercado percebeu que as tulipas não valiam o preço pelo qual estavam sendo negociadas, a bolha estourou. Os especuladores passaram a vender seus direitos e os que não conseguiam vender, também não tiveram como honrar seus compromissos. Foi o caos.

O que se deve levar dessa história é que enquanto os direitos eram negociados como forma de proteção do ativo-objeto, tanto para comprador quanto para vendedor, não existia risco (ou o risco era baixo) de quebradeira e insolvência, pois os negociantes ou possuíam os ativos para entregar, ou os compradores adquiriam uma quantidade de opções que pudessem honrar no futuro.

Quando os direitos passaram a ser negociados como forma de especulação, os negociantes deixaram de lado a relação com o ativo-objeto e pouco se importavam se teriam condições de honrar seus compromissos futuramente, uma vez que seus objetivos eram revender esses direitos com lucro.

Quando veio a quebradeira e esses direitos passaram a ser vendidos desesperadamente para fugir do compromisso, muitos não conseguiram se livrar, pois ninguém mais queria ter esses direitos em mãos e, assim, não conseguiram honrar seus compromissos. Essa é a principal lição das opções.

Como surgiram as opções como conhecemos hoje em dia?
Foi em 1973 que as opções como conhecemos hoje em dia surgiram, quando a CBOT (The Chicago Board Of Trade), ou bolsa de Chicago, abriu a CBOE (Chicago Board Options Exchange).

Até então, os negócios envolvendo opções não possuíam um padrão de negociação e cada nova negociação deveria ser acertada individualmente entre compradores e vendedores.

Com o surgimento da padronização, as opções passaram a ser negociadas com parâmetros pré-definidos, como: lote, preço de strike, data de exercício, etc. Também ficou mais fácil acompanhar as cotações disponibilizadas pela bolsa, uma vez que representavam um grupo padronizado de opções.

Enquanto o mercado de opções crescia, os mecanismos de defesa e gerenciamento de risco também cresciam, para garantir que todos os participantes pudessem honrar seus compromissos. Além disso, sistemas de formação de mercado também garantiam o mercado secundário de opções, para que titulares e lançadores pudessem negociar ou revender suas opções.

No primeiro dia de negociações, 26 de abril de 1973, a CBOE negociou 911 contratos de 16 ações. De lá pra cá, o mercado de opções cresceu cada vez mais e se firmou como um importante mercado para diversas economias do mundo inteiro.

Fonte: http://www.investpedia.com.br/artigo/Co ... pcoes.aspx

Dez 23, 2010 9:40
Dick Trade Forista VIP
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Dick Trade
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Sou de grotão de dentro. escreveu:Comprei 105,00 reais de opções à seco e elas viraram pó,pago impostos?quanto?por que?


Desde já Agradecida!


:arrow: post movido

Dez 23, 2010 9:51
Dick Trade Forista VIP
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Re: Dúvida
Dick Trade
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Dez 17, 2007 13:21
 
 
Dick Trade escreveu:
TAKAMASSA NOMURO escreveu:Alguém pode me esclarecer uma dúvida?

Qual eh a diferença de uma opção de compra para uma opção de venda?

Obrigado
:arrow:


Ao comprar uma opção de compra (ou call), você adquire o direito de comprar o ativo a ela associado por um preço estabelecido; já a pessoa que a vende, assume a obrigação de vendê-la;

Ao comprar uma opção de venda (ou put), você adquire o direito de vender o ativo a ela associado por um preço estabelecido; já a pessoa que a vende, assume a obrigação de comprá-la.

Em resumo:

[ img ][ img ]

Dez 23, 2010 10:32
fraj0lad0alp1ste Forista VIP
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fraj0lad0alp1ste
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Sou de grotão de dentro. escreveu:Comprei 105,00 reais de opções à seco e elas viraram pó,pago impostos?quanto?por que?


Desde já Agradecida!


Sou grota, virarão pó depois que passar o vencimento, ou vc pode exercer o direito de comprar a ação.
Dica: calibra o mouse para clicar em "responder" ao invés de "novo tópico" :) .
Abç

Dez 27, 2010 0:39
Sou de grotão de dentro. Estreante
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Sou de grotão de dentro.
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Fraj;la escreveu:
Sou de grotão de dentro. escreveu:Comprei 105,00 reais de opções à seco e elas viraram pó,pago impostos?quanto?por que?


Desde já Agradecida!


Sou grota, virarão pó depois que passar o vencimento, ou vc pode exercer o direito de comprar a ação.
Dica: calibra o mouse para clicar em "responder" ao invés de "novo tópico" :) .
Abç


Já passou a data do vendimento e elas se transformaram em pó,Pago impostos?quanto?porque?

Dez 27, 2010 1:17
fraj0lad0alp1ste Forista VIP
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Sou de grotão de dentro. escreveu:Já passou a data do vendimento e elas se transformaram em pó,Pago impostos?quanto?porque?
perde o dinheiro.
dica: compre um livro básico de opções, leia-o e releia-o, na seção iniciantes, tópico de livros, tem várias sugestões.
e se quer investir em opções sem ter a mínima noção disto, só vai perder dinheiro com toda certeza.
estude mais, muito mais, antes de pensar em investir neste segmento da bolsa.
bons estudos :idea: :idea: :idea:

:arrow: http://forum.infomoney.com.br/viewtopic.php?t=8416

:arrow: http://forum.infomoney.com.br/viewforum.php?f=7

Dez 27, 2010 10:18
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BLOG: Seagull Trading
Venda coberta para janeiro

Postado em: 17/12/2010 10:52:00


Os financiamentos na série A estão com uma taxa tão magrinha... ainda assim é melhor do que o CDI.

Sempre bom ficar de olho em uma possível esticada nos prêmios das opções de PETR4, VALE5, TNLP4, OGXP3 e BVMF3 (as que oferecem maior liquidez) para ver qual paga mais na venda coberta. E lançar na hora certa para defender o capital, ou, ao menos tirar uns "jurinhos"...

Em mercado que oscila lateralmente isso faz a festa... o negócio é tentar acerta o PE no vencimento.


http://web.infomoney.com.br/comunidade/ ... 8933446554

Dez 27, 2010 11:04
Sou de grotão de dentro. Estreante
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...
Sou de grotão de dentro.
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Fraj;la escreveu:
Sou de grotão de dentro. escreveu:Já passou a data do vendimento e elas se transformaram em pó,Pago impostos?quanto?porque?
perde o dinheiro.
dica: compre um livro básico de opções, leia-o e releia-o, na seção iniciantes, tópico de livros, tem várias sugestões.
e se quer investir em opções sem ter a mínima noção disto, só vai perder dinheiro com toda certeza.
estude mais, muito mais, antes de pensar em investir neste segmento da bolsa.
bons estudos :idea: :idea: :idea:

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Eu sei que perdi o dinheiro, o que quero saber é se tenho que pagar Imposto de renda,se sim quanto?por que?

Dez 27, 2010 12:05
fraj0lad0alp1ste Forista VIP
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fraj0lad0alp1ste
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Grota, Imposto de renda se paga quando se tem LUCRO.
Sobre prejuízo não paga IR .....
Se vc perde o $$$ investido numa opção a seco que venceu ou direito de subscrição que venceu não paga IR.

Declare estes prejuízos no seu IRPF que pode continuar usando-o para abater futuros lucros de operações que dêem lucro no futuro e seja obrigatório colher IR.

Todas operações com opções tem que pagar IR SE FOREM LUCRATIVAS.

Estude imposto de renda e suas leis:

http://forum.infomoney.com.br/viewforum.php?f=11

Ótimos estudos!!!!!! :idea:


Operação normal com opção paga 15% de IR sobre o LUCRO.


Operação daytrade com opção paga 20% de IR sobre o LUCRO.

Dez 31, 2010 7:37
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Colunista InfoMoney: Seis passos, análise comparativa de estratégias com opções

Por: Luiz Roge
14/04/10 - 15h57
InfoMoney

Existem as mais variadas estratégias que podem ser confeccionadas com opções sobre ações. Mas existe uma dúvida: qual delas é a melhor? Qual é a estratégia vencedora?

Dentro de uma perspectiva mais ampla e genérica, é possível definir três grandes grupos de estratégias em função dos movimentos esperados do preço do ativo-objeto da opção. Dessa forma, para um mercado de alta existe o grupo das estratégias de alta. Já para um mercado sem tendência definida, o grupo das estratégias de compra ou de venda de volatilidade. Por fim, para um mercado de baixa, as estratégias de baixa.

É possível encontrar exemplos detalhados e a categorização das estratégias passíveis de serem realizadas dentro de cada um desses três grandes grupos de estratégias nos livros e manuais editados sobre a matéria(1).

O objetivo desse artigo será discutir em linhas gerais como é possível avaliar qual a melhor estratégia dentro de qualquer um dos três grupos de estratégias; seja dentro do grupo das estratégias de alta, de volatilidade ou de baixa. É importante ressaltar que essas estratégias podem ser consideradas concorrentes, uma vez que se busca a melhor delas.

Entretanto, a resposta à questão de qual é a melhor estratégia não é trivial. Irá depender da comparação entre as estratégias alternativas, ou concorrentes. E para compará-las, será necessário saber quais os passos mais importantes ou vitais para que essa comparação seja feita de maneira adequada.

O primeiro passo é comparar os valores envolvidos nas estratégias. Por meio deles, pode-se avaliar qual é o valor em risco (de forma simples, o montante sobre o qual incide o risco de perda) definido na confecção de cada uma das estratégias e os montantes necessários para realizá-las.

[ img ]
"Risco-retorno da
estratégia pode ser
feito com comparação
entre probabilidade
de perda e de ganho"

O segundo passo é definir qual o risco operacional para a montagem de cada uma das estratégias concorrentes. Dependendo da complexidade da montagem da estratégia, há o risco de que ela não seja realizada nos preços originalmente planejados ou desejados.

Algumas estratégias possuem estruturas mais simples como, por exemplo, a compra de uma opção de compra que envolve apenas “uma perna” na operação. Já outras estratégias possuem estruturas mais complexas como, por exemplo, uma trava ou spread de alta que envolve “duas pernas” na operação.

O terceiro passo é projetar isoladamente e depois, em conjunto, os gráficos e fluxos de resultados projetados para as estratégias em vários momentos do tempo - desde a sua realização na data zero (e em intervalos regulares de tempo) até a data de vencimento prevista para os contratos de opções.

Por meio da visualização dos gráficos e de seus fluxos de resultado é possível perceber rapidamente as regiões de preço para o ativo-objeto onde cada estratégia concorrente possui o melhor resultado e em que momento essa situação poderá, eventualmente se inverter. Ainda dentro desse tópico, está implícita a análise sobre o movimento direcional do ativo, também chamado de risco direcional, para avaliar qual a perda potencial envolvida em cada uma das estratégias elencadas – as chamadas regiões de lucro e de perda passíveis de acontecer quando do vencimento das estratégias.

Vale lembrar que estamos tratando da comparação de estratégias dentro de um mesmo grupo, como as estratégias de alta, de volatilidade ou de baixa. Dessa forma, muitas vezes é necessário utilizar-se de uma sintonia fina para perceber as diferenças existentes entre elas.

O quarto passo é fazer o estudo das gregas consolidadas de cada estratégia em particular para, em seguida, fazê-lo conjuntamente. Essa análise comparativa permite quantificar qual é o grau de sensibilidade de cada uma das estratégias concorrentes às variações dos fatores ou componentes do apreçamento das opções: preço do ativo-objeto (delta e gamma); volatilidade implícita das opções (vega); prazo para o vencimento (theta) e taxa de juros (rho) em vários momentos do tempo. Portanto, pode-se saber qual é o impacto - ganho ou perda financeira – nas estratégias, decorrente da variação em cada um desses componentes ao longo de suas vidas.

O quinto passo consiste em realizar a comparação das estratégias através da técnica de construção do chamado portfólio long-short para pares de estratégias. A construção desse portfólio irá permitir que se compare diretamente via gráficos e fluxos de resultados, como se comporta o portfólio “sintético” (chamado de long-short) ao longo do tempo.

Deve-se ter em mente que a construção desse portfólio permite confrontar diretamente duas estratégias concorrentes, tanto sob a perspectiva dos resultados projetados para vários momentos no tempo, quanto sob o enfoque do impacto causado pelas gregas do portfólio em seu resultado.

Por fim, o sexto passo envolve a análise de risco e retorno das estratégias. Deve-se analisá-las separadamente para, em seguida, fazê-lo por meio do portfólio long-short criado. A avaliação do risco-retorno das estratégias pode ser feita através da comparação entre as suas probabilidades estimadas de ganho e de perda.

Para isso, basta calcular a probabilidade do preço da ação permanecer na região de lucro da estratégia, em contraposição à probabilidade dele se situar fora dessa região – região de perda – no vencimento da estratégia. Dessa forma, obtém-se uma razão que permite avaliar a relação existente entre a chance de ganho e a chance de perda na estratégia, de forma que quanto maior for a razão obtida, melhor será para a estratégia caracterizada como “long” no portfólio.

Em breve, essa coluna terá oportunidade de analisar duas populares estratégias concorrentes: compra de opção de compra X venda coberta. Elas serão comparadas detalhadamente, por meio da utilização desse roteiro de análise.

(1)vide Ferreira, Luiz F. R., Mercado de Opções – A Estratégia Vencedora, Editora Saraiva, 2009, p. 243 – Apêndice 1.

Luiz Roge é economista e diretor executivo do site www.investcerto.com.br
luiz.roge@infomoney.com.br

Fonte: http://web.infomoney.com.br/templates/n ... olunistas/

Dez 31, 2010 7:44
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Colunista InfoMoney: Venda coberta de opções de compra (calls)

Por: Paulo C. Coimbra
18/08/09 - 18h44
InfoMoney

Uma possibilidade pouco explorada no mercado brasileiro é a venda coberta de opções, que é uma boa estratégia a ser utilizada em um mercado com perspectivas de pequenas variações.

A venda coberta de opções de compra (calls) é o termo designado para a situação onde o lançador (vendedor) de um lote de calls de ações possui (ou está prestes a possuir) em sua carteira o correspondente lote negociado em ações que servirão para "cobrir" as eventuais obrigações do vendedor caso haja uma elevação no preço da ação em um valor superior ao preço de exercício, que por sua vez irá motivar o titular (comprador) a exercer o direito de comprar as ações (que implicará na entrega por parte do vendedor do correspondente lote recebendo em contrapartida o preço de exercício subjacente às opções que foram lançadas).1

Tal estratégia pode ser utilizada para financiar parte da compra de uma determinada ação, ou em outras palavras, comprar ações com desconto!

[ img ]
"Tal estratégia pode ser utilizada para financiar parte da compra de uma ação"
No exemplo que se segue estaremos supondo que o trader está interessado na compra de ações da Petrobras PN (PETR4). Suponha que o trader estivesse interessado em adquirir 1.000 ações da Petrobrás PN (PETR4), em 17/08/2009, no momento do fechamento do pregão.

Então ele poderia simultaneamente comprar as 1.000 ações de PETR4 (ao preço de R$ 32,00, cada) e "financiar" parte desta compra através da venda de 1.000 calls de PETRI342 (ao preço de R$ 0,70, cada), o que resultaria em um custo de R$ 31.300,00 (=R$(32,00-0,70)x1.000), ou seja, num desconto de 2,19% no preço da ação.

Se, eventualmente, o comprador exercer o direito de compra (o que pode ocorrer até o dia 21/07/2009) então a compra do lote de 1.000 ações "financiada" com a venda de opções resultaria em um ganho máximo de 7,83%, o que não é nada mal em pouco mais de um mês!

[ img ]

Como já ressaltamos esta é uma boa estratégia quando não se esperam grandes oscilações nos preços das ações, o que garantiria a compra da ação com um bom desconto. É importante notar que existe um claro trade-off no momento em que a operação é montada.

Se o trader não desejar ser exercido mas ainda assim desejar financiar parte da sua compra através da venda de opções então ele deverá optar pela venda de calls que estejam mais "fora do dinheiro", i.e., calls que possuem preço de exercício mais elevados.

No nosso exemplo, o trader poderia ter optado pela venda da call PETRI363 (ao preço de R$ 0,25, cada), o que resultaria em um desconto de 0,78% no preço da ação, mas por outro lado só seria exercido se o preço da ação alcançasse o valor de R$ 35,75, o que resularia em um ganho máximo de 12,60%.

Na próxima matéria continuaremos abordando sobre a venda coberta de call, como parte de uma estratégia de longo prazo de se adquirir mais ações sem a necessidade de desembolsos extras.

1Já discorremos sobre os fundamentos que estão por trás do funcionamento do mercado de opções (confiram aqui).

2O vencimento da série I ocorrerá em 21/09/2009 e o preço de exercício de PETRI34 é de R$ 33,75.

3O preço de exercício de PETRI36 é de R$ 35,75.

Paulo C. Coimbra é doutorando em Economia na EPGE/FGV, professor da FUCAPE e FGV e escreve mensalmente na InfoMoney, às terças-feiras.
paulo.coimbra@infomoney.com.br

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Colunista: Remunerando a paciência da decisão de comprar via venda de puts

Por: Paulo C. Coimbra
30/12/10 - 20h20
InfoMoney

O ano de 2010 não deverá ser lembrado com muito saudosismo pelos investidores que destinam uma parcela de seus recursos em uma carteira de ações de empresas negociadas em bolsa. Por outro lado, traz consigo a perspectiva de que boas oportunidades de investimentos em ações ainda possam estar disponíveis.

Suponhamos que, após uma minunciosa análise baseada nos fundamentos, um investidor conclua que vale a pena adquirir as ações de uma determinada empresa como parte de sua estratégia de investimentos em uma carteira de ações a longo prazo. Suponhamos também que, de acordo com a análise técnica feita por este investidor, ele acredite que seja possível comprar as ações desta empresa por um preço abaixo daquele que está sendo cotado a mercado. Uma possível atitude do investidor, neste caso, pode ser a de lançar uma ordem de compra no preço alvo e alocar os recursos destinados a este investimento na renda fixa enquanto aguarda a confirmação de sua ordem.

É possível, no entanto, alcançar uma remuneração extra enquanto se aguarda a queda do preço da ação, desde que exista um mercado de opções de venda (puts) com liquidez.

Opções de venda (puts) - que são negociadas na BM&F Bovespa - são acordos feitos entre duas partes onde o comprador paga um prêmio (put) para ter o direito (mas não a obrigação) de vender uma ação por um preço pré-determinado (preço de exercício), em data futura pré-estabelecida (data de vencimento) 1 e o vendedor recebe um prêmio (put) para ter a obrigação de preencher os termos do contrato caso o comprador deseje exercer o seu direito de vender a ação e este seja designado a comprar a ação pelo preço pré-determinado (preço de exercício), na data pré-estabelecida (data de vencimento).2

[ img ]
"É possível alcançar uma remuneração
extra enquanto se aguarda a queda
do preço da ação, desde que exista
um mercado de puts com liquidez"

Por exemplo, vamos supor que na quinta-feira 23 de dezembro de 2010, um investidor acredita que existam boas razões para investir em ações preferenciais da Vale (VALE5), cotadas a R$ 50,05 no fechamento desta data. O investidor poderia, então, adquirir um lote de 1.000 ações de VALE5 por R$ 50.050,00, considerando a cotação de fechamento. Suponha, também, que de acordo com a análise deste investidor, o preço ideal de compra da VALE5 é de R$ 47,53. Este investidor poderia, então, vender 1.000 puts da VALEM48, com preço de exercício de R$ 47,53, com vencimento em 17 de janeiro de 2011 e cotada a R$ 0,15, recebendo um total de R$ 150,00, assumindo a obrigação de comprar um lote de 1.000 ações de VALE5 por R$ 47.530,00 na data de vencimento, caso venha a ser designado pela bolsa de valores se o comprador da put decidir exercer seu direito de vender VALE5 por R$ 47,53. 3

Se a expectativa do vendedor da put, de que o preço da ação venha a se aproximar de R$ 47,53 na data de vencimento, estiver errada e o preço da VALE5 permanecer acima de R$ 47,53 na data do vencimento então ele não será exercido. Desse modo, ele não irá adquirir as ações da VALE5 pelo preço de R$ 47,53 mas, em contrapartida, embolsará o prêmio de R$ 150,00. Daí por diante ou o investidor faz uma revisão para cima do preço de compra ideal ou então repete a operação de venda da put, sendo remunerado enquanto aguarda uma queda no preço da ação até os níveis do preço alvo.

Se, por outro lado, a expectativa do vendedor da put estiver na direção correta e o preço da VALE5 cair abaixo de R$ 47,53 na data do vencimento, então o comprador da put certamente exercerá o seu direito e ele poderá ser designado a comprar a VALE5 por R$ 47,53.

Vamos ilustrar melhor este ponto, que é a base da análise de risco desta operação. Suponha que na data do vencimento a VALE5 venha a ser cotada a R$ 47,00. Neste caso, o comprador da put irá exercer o seu direito de vender a ação por R$ 47,53 e se o vendedor da put for designado pela bolsa de valores a comprar a ação VALE5, então terá o prejuizo de R$ [(47,53-47,00)-0,15] x 1.000 = R$ 380,00. Note, no entanto, que este prejuizo é inferior ao que ele teria se, alternativamente, tivesse comprado as 1.000 ações da VALE5 por R$ 50,05 e as tivesse mantido em carteira, teria um prejuizo de R$ [50,05-47,00]x1.000 = R$ 3.050,00.

Portanto, os riscos inerentes à operação de venda de uma put estão relacionados ao fato de que a ação VALE5 pode vir a ser cotada, na data do vencimento, abaixo do preço que você poderá ser obrigado a comprar caso seja designado (no caso, abaixo de R$47,53).

Eis aqui a análise de risco da operação de venda de uma put. Quanto menor for o preço de exercício associado, menor será o prêmio recebido pela put, e menores serão as chances de ser exercido. A justificativa reside no fato de que quanto menor for o preço de exercício, mais o preço da ação terá que cair para que a put tenha valor e, por isso, o comprador estará disposto a pagar menos por ela.

A venda de puts também é uma estratégia particularmente interessante a ser adotada em papéis de primeira linha (blue chips), tais como VALE5 e PETR4, quando se verificam, por quaisquer que sejam as razões, quedas acentuadas nas suas cotações. Em situações como estas os investidores acabam apostando numa recuperação rápida dos preços destas ações, o que de fato ocorre num primeiro instante, antes que se confirme um ajuste dos preços das ações. Nesse interim ocorre um aumento na volatilidade implícita das puts e, consequentemente, uma elevação dos prêmios, propiciando ótimas oportunidades de remuneração aos vendedores de put.

Finalmente, vale à pena notar, também, que:

i ) O preço da ação está inversamente relacionado ao prêmio da put. Assim, o prêmio da put se elevará quando o preço da ação cair, e vice-versa;

ii) Quanto mais distante estiver o vencimento da opção, maior será o prêmio da put. A razão desta relação reside no fato de que o comprador irá dispor de um tempo maior para que a ação se movimente e, possivelmente, alcançe preços menores.



Paulo C. Coimbra é doutor em Economia na EPGE/FGV, professor da FUCAPE e FGV e escreve mensalmente na InfoMoney.
paulo.coimbra@infomoney.com.br



Para acessar a página de colunistas do Portal InfoMoney, clique aqui.





1 Na BM&F Bovespa as opções de venda (puts) são do tipo europeias, isto é, só podem ser exercidas na data do vencimento.

2 No tocante aos aspectos opeacionais deste acordo, é importante ressaltar que não se trata de uma operação casada. Assim, quando um comprador exerce o direito de vender um lote da ação, o vendedor da put será escolhido pela bolsa de valores.

3 Note que se o vendedor de put tem que ter uma margem para adquirir as ações, caso seja exercido, correspondente ao valor do lote das ações, considerando o preço de exercício, que no exemplo corresponderia a R$ 49.880,00.

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Colunista InfoMoney: Operações com opções I: trava de alta

Por: Paulo C. Coimbra
29/03/10 - 19h26
InfoMoney

Na matéria de hoje, daremos início a uma série de estudos de operações envolvendo opções. Trava de alta é uma operação que consiste na compra de uma call (opção de compra) dentro do dinheiro (i.e., com preço de exercício inferior ao preço do ativo subjacente) e na venda de uma call com preço de exercício maior e com a mesma data de vencimento.
O ganho máximo desta operação corresponde à diferença entre os preços de exercício das calls e a perda máxima corresponde ao spread das calls pago no momento em que a operação é montada (por spread, estamos nos referindo como sendo a diferença positiva entre o preço dos prêmios das calls).

Trata-se de uma operação de tendência, que deve ser montada quando ocorre uma queda brusca ou quando existe uma expectativa de elevação no preço do ativo subjacente até a data do vencimento.

Desse modo, espera-se que o spread da operação se eleve, sabendo-se de antemão que a maior diferença possível é dada pela diferença positiva entre os preços de exercício das calls.

[ img ]
"Trava de alta é
montada em caso
de queda brusca
ou projeção de alta
até o vencimento"

Além da tendência do preço do ativo subjacente existem outros fatores que afetam o spread, com destaque para: i) o número de dias que faltam para o vencimento (o spread será maior quanto mais próximo do vencimento for montada a operação); ii) a relação entre os preços de exercício das calls e o preço do ativo subjacente (quanto mais dentro do dinheiro estiverem as calls maior será o spread) e iii) volatilidade dos preços do ativo subjacente (quanto menor a volatilidade menor o risco e, conseqüentemente, maior o spread).

As travas de alta com os mais elevados spreads são aquelas que são montadas de tal modo que a call que é vendida seja aquela com o maior valor extrínseco[1] associado à call que está mais no dinheiro (i.e., com preço de exercício mais próximo do preço à vista do ativo subjacente).

É importante lembrar que sendo uma operação envolvendo calls corre-se o risco de se perder todo o capital investido. Por isso, é recomendável que, antes de se montar esta operação, se tenha em mente a importância do gerenciamento de risco que, da forma mais simples numa operação de trava de alta, consiste em estipular a perda máxima que se está disposto a incorrer (i.e., qual deve ser o menor valor de spread para que se continue na operação). Em outras palavras, qual deve ser o stop (em relação ao spread) da operação.

O exemplo a seguir serve para ilustrar que é possível ganhar mesmo quando o preço do ativo subjacente apresentar uma pequena queda entre o período em que a operação é montada e desmontada.

Para efeito de ilustração, consideremos os dados de mercado do dia 26 de março de 2010 às 14:00. As cotações da PETR4 e das opções de compra da série E (cujo vencimento se dará no dia 17 de maio de 2010) PETRE32 e PETRE34 (cujos preços de exercício são respectivamente R$ 32,00 e R$ 34,00) são apresentadas na tabela abaixo:

Ativo PETR4 PETRE32 PETRE34
Cotação (R$) 34,47 3,40 2,00
Desse modo, desconsiderando-se custos de corretagens e outros custos de transação, é possível montar uma trava de alta sobre um lote de 100 ações, que consiste na compra de 100 PETRE32 e na venda de 100 PETRE34 ao custo de: 100 x (R$ 3,40 - R$ 2,00) = R$ 140,00. Como já foi mencionado antes, tal custo representa a perda máxima que poderia ser incorrida nesta operação.

Se o preço da PETR4 na data do vencimento das opções estiver acima de R$33,40 (o que representaria uma queda de -3,10% do preço da PETR4 entre os dias 26/03 e 17/05) então a operação irá gerar ganhos positivos, sendo que o ganho máximo ocorrerá na data do vencimento se o preço da PETR4 for igual ou superior a R$34,00, quando o spread subirá para R$2,00 (que corresponde à diferença entre os preços de exercício das opções de compra: (=R$ 34,00 – R$ 32,00), o que propiciaria um resultado de 100 x (R$ 2,00- R$ 1,40) = R$ 60,00 (ou um retorno de 42,86%).

Finalmente, se no momento em que a operação for montada for estabelecido que o stop será acionado quando o spread for de R$ 1,20, então isto significa que se está disposto a incorrer em perdas de no máximo R$ 20,00. Isto significa que, caso outras travas de alta (considerando vencimentos posteriores) forem montadas sob condições semelhantes, (i.e., com spread de R$ 1,40) e se for estabelecido o mesmo stop (que é atingido quando o spread for de R$ 1,20) então se para cada 4 travas de alta que forem montadas em 3 delas o stop no spread for acionado (e a operação for zerada com prejuízo de R$ 0,20) mas em 1 delas a trava de alta atingir o ganho máximo (o que em termos de spread significa um ganho de R$0,60), então as montagens de uma seqüência de travas de alta irá propiciar um ganho esperado nulo.

[ img ]

Paulo C. Coimbra é doutor em Economia na EPGE/FGV, professor da FUCAPE e FGV e escreve mensalmente na InfoMoney.
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[1]O cálculo do valor extrínseco depende se a call está dentro do dinheiro (i.e., o preço de exercício é inferior ao preço do ativo subjacente negociado à vista) ou fora do dinheiro (i.e., o preço de exercício é superior ao preço do ativo subjacente negociado à vista). No caso das calls dentro do dinheiro é calculado como sendo o prêmio da call mais o preço de exercício da call menos o preço do ativo subjacente, enquanto que no caso das calls fora do dinheiro corresponde ao prêmio da call.

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Colunista InfoMoney: Operações com opções II - trava de baixa

Por: Paulo C. Coimbra
05/05/10 - 14h33
InfoMoney

Esta matéria dá prosseguimento à anterior onde iniciamos uma série de estudos de operações com opções. Trava de baixa é uma operação que consiste na venda de uma call (opção de compra) no dinheiro (i.e., com preço de exercício próximo ao preço à vista do ativo subjacente) ou fora do dinheiro (i.e., com preço de exercício superior ao preço à vista do ativo subjacente) e na compra de uma call com preço de exercício maior e com a mesma data de vencimento.
O ganho máximo desta operação corresponde ao spread recebido no momento em que a operação é montada e a perda máxima corresponde à diferença entre os preços de exercício das calls menos o spread recebido na montagem da operação.

A trava de baixa é uma operação de tendência, que deve ser montada quando ocorre uma subida brusca ou quando existe uma expectativa de queda no preço do ativo subjacente até a data do vencimento. Desse modo, espera-se que o spread da operação caia, sendo que no limite a operação não precisa ser desmontada uma vez que em resposta à queda do preço do ativo subjacente as opções envolvidas perdem todo o seu valor (ou “viram pó”, segundo o jargão de mercado).

Dentre os fatores que influenciam a queda do spread, além da queda do preço do ativo subjacente, podemos destacar: i) o número de dias que faltam para o vencimento (o spread será menor quanto mais afastado do vencimento for montada a operação); ii) a relação entre os preços de exercício das calls e o preço à vista do ativo subjacente (quanto mais fora do dinheiro estiverem as calls menor será o spread) e iii) volatilidade do preço à vista do ativo subjacente (quanto maior a volatilidade, maior o risco e, conseqüentemente, menor o spread).

As travas de baixa com os mais elevados spreads são aquelas montadas de tal modo que a call que é vendida será aquela com o maior valor extrínseco 1, o que está associado à call que está mais no dinheiro (i.e., com preço de exercício mais próximo do preço à vista do ativo subjacente). As travas de baixa montadas de tal modo que a call que é vendida é aquela que possui o maior valor extrínseco dentre as que estão fora do dinheiro também são interessantes, pois ampliam as faixas de ganho da operação (e, conseqüentemente, estão associadas a riscos menores), mas em contrapartida oferecem taxas menores.

O cálculo da taxa de uma trava de baixa merece uma atenção especial, pois se trata de uma operação em que o ganho máximo ocorre no momento em que a operação é montada. A taxa (em relação ao spread máximo) de uma trava de baixa é calculada do seguinte modo:

[ img ]
"Trava de baixa
requere saber
qual será o stop
da operação"

Taxa = [spread / (diferença entre os preços de exercício)]

No tocante a avaliação dos riscos envolvidos em travas de baixa vale a pena notar que são limitados e decrescentes (o que significa dizer que à medida em que as perdas se ampliam, menos se tem a perder). A perda máxima de uma trava de baixa é calculada do seguinte modo:

Perda máxima = (diferença entre os preços de exercício) – spread recebido

Por isso, é recomendável que antes de se montar esta operação se tenha em mente a importância do gerenciamento de risco que, de forma mais simples numa operação de trava de baixa, consiste em estipular a perda que se está disposto a incorrer para que se continue na operação. Em outras palavras, qual deve ser o stop (em relação ao spread) da operação.

O exemplo a seguir serve para ilustrar que é possível ganhar mesmo quando o preço à vista do ativo subjacente apresentar uma elevação entre o período em que a operação é montada e desmontada.

Para efeito de ilustração, consideremos os dados de mercado do dia 29 de abril de 2010 às 16:54. As cotações da VALE5 e das opções de compra da série F (cujo vencimento se dará no dia 21 de junho de 2010) VALE50 e VALE52 (cujos preços de exercício são respectivamente R$49,64 e R$51,64) são apresentadas na tabela abaixo:

Ativo Cotação (R$)

VALE5 47,75

VALEF50 1,53

VALEF52 0,81

Desse modo, desconsiderando-se custos de corretagens e outros custos de transação, é possível montar uma trava de baixa sobre um lote de 100 ações, que consiste na venda de 100 VALEF50 e na compra de 100 VALEF52 embolsando o spread de: 100 x (R$1,53 - R$0,81) = R$72,00. Como já foi mencionado antes, tal spread representa o ganho máximo da operação. A perda máxima será de 100 x (R$2,00 – R$0,72)=R$128,00. Se o preço da VALE5, na data do vencimento das opções, estiver igual ou inferior a R$50,36 (o que implica em um espaço para um crescimento de 5,47% do preço da VALE5 entre as 16:54 do dias 29/04 e as 11:00 do dia 21/06) então a operação irá gerar ganhos positivos, sendo que o ganho máximo ocorrerá na data do vencimento se o preço da VALE5 for igual ou inferior a R$49,64, quando o spread cairá para R$0,00 (uma vez que nenhuma das opções será exercida), o que propiciaria uma taxa de 36,00%.

Finalmente, se no momento em que a operação for montada for estabelecido que o stop será acionado quando o spread for de R$0,96 então isto significa que se está disposto a incorrer em perdas de no máximo R$24,00. Assim, se outras travas de baixa (considerando vencimentos posteriores) forem montadas sob condições semelhantes (i.e., recebendo um spread de R$0,72) e se for estabelecido o mesmo stop (que é atingido quando o spread for de R$0,96) então se para cada 4 travas de baixa que forem montadas em 3 delas o stop no spread for acionado (e a operação for zerada com prejuízo de R$0,24) mas em 1 delas a trava de baixa atingir o ganho máximo (o que significa embolsar o spread de R$0,72), então as montagens de uma seqüência de travas de baixa irá propiciar um ganho esperado nulo, em outras palavras, uma performance melhor do que essa asseguraria ganhos esperados positivos.

[ img ]

1O cálculo do valor extrínseco depende se a call está dentro do dinheiro (i.e., o preço de exercício é inferior ao preço do ativo subjacente negociado à vista) ou fora do dinheiro (i.e., o preço de exercício é superior ao preço do ativo subjacente negociado à vista). No caso das calls dentro do dinheiro é calculado como sendo o prêmio da call mais o preço de exercício da call menos o preço do ativo subjacente, enquanto que no caso das calls fora do dinheiro corresponde ao prêmio da call.

Paulo C. Coimbra é doutor em Economia na EPGE/FGV, professor da FUCAPE e FGV e escreve mensalmente na InfoMoney.
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Colunista InfoMoney: operações com opções III - borboleta

Por: Paulo C. Coimbra
25/06/10 - 19h06
InfoMoney

Nesta terceira matéria da série de estudos de operações com opções trataremos de compra borboleta de opções de compra (anteriormente vimos trava de alta e trava de baixa). A compra de uma borboleta de opções de compra é uma “operação alvo”, pois quando é montada faz-se uma aposta que o preço do ativo subjacente não sofrerá grandes variações (positivas ou negativas) em relação ao preço “alvo”, nas proximidades da data do vencimento.

Na prática, a montagem de uma borboleta envolve três opções de compra (calls) com preços de exercício distintos. Consiste na compra de um lote da call com o menor preço de exercício, da venda de dois lotes da call com preço de exercício intermediário e da compra de um lote da call com maior preço de exercício, sendo que o preço alvo é o preço de exercício da ponta vendedora.

O ganho máximo desta operação é alcançado na data de vencimento das opções, quando o preço da ação se aproxima do preço de exercício da call vendida (que é o “alvo” da operação) e corresponde à diferença entre [a soma dos preços de exercício das calls compradas] e [2 x (preço de exercício da call vendida)] e a perda máxima corresponde ao spread das calls pago no momento em que a operação é montada.

A principal característica de uma borboleta de opções de compra é a possibilidade de se estar altamente alavancado (o que é tão mais verdade quanto menor for o spread pago no momento em que for montada a operação) associado a um risco limitado (como vimos, dado pelo spread da operação). Por se tratar de uma operação alvo, é importante estar atento ao momento mais apropriado para montá-la, que deve levar em conta o trade-off entre alavancagem e risco.

[ img ]
"Principal característica
é aliar alta alavancagem
a riscos limitados"

A montagem de uma borboleta nas proximidades do vencimento anterior permite uma alavancagem maior, na medida em que o spread da operação é menor, devido, sobretudo, às menores chances de acertar o “alvo” da operação (e, neste caso, maiores serão riscos associados). Por outro lado, montar a operação nas proximidades do seu vencimento está associado a uma alavancagem menor, devido à elevação do spread da operação na medida em que aumentam as chances de acertar o “alvo” da operação (e, neste caso, menores serão os riscos associados).

Dentre os fatores que estão associados a uma elevação do spread, podemos destacar: i) no momento em que a operação estiver para ser montada o maior spread será observado na borboleta em que o preço “alvo” estiver mais no dinheiro; ii) independente de como foi montada a borboleta, quanto mais próximo estiver o preço à vista da ação do “alvo” da operação nas proximidades do vencimento, maior será o spread; e iii) quanto menor for a volatilidade (oscilação) do preço da ação, maior será o spread, pois reduzirá o valor extrínseco das opções (menor volatilidade, menor risco e, conseqüentemente, maior o spread).

Vale destacar, também, que as oscilações no preço à vista da ação tendem a se refletir em maiores oscilações no spread da operação quanto maior for a proximidade do vencimento, o que se deve à queda nos valores extrínsecos das opções.

Por se tratar de uma operação envolvendo calls, é importante lembrar que, em uma compra de uma borboleta, corre-se o risco de se perder todo o capital investido, o que ocorre quando na data do vencimento o preço da ação à vista estiver fora do intervalo compreendido entre os preços de exercício das calls que foram compradas. Por isso, é recomendável que, antes de se montar esta operação, tenha-se em mente a importância do gerenciamento de risco que, no caso da compra de uma borboleta, consiste em estipular a perda máxima que se está disposto a incorrer, i.e., qual deve ser o stop (em relação ao spread da borboleta) da operação.

Para efeito de ilustração, consideremos os dados de mercado do dia 25 de junho de 2010 às 11h00. As cotações da VALE5 e das calls da série G (cujo vencimento se dará no dia 19 de julho de 2010) VALE40, VALE42 e VALE44 (cujos preços de exercício são respectivamente R$39,64 , R$41,64 e R$43,64) são apresentadas na tabela abaixo:

Ativo Cotação (R$)

VALE5 41,40

VALEG40 2,66

VALEG42 1,38

VALEG44 0,55

Desse modo, desconsiderando custos de corretagens e outros custos de transação, é possível montar uma borboleta de compra sobre um lote de 100 ações, que consiste na compra de 100 VALEG40, na venda de 200 VALEG42 e na compra de 100 VALEG44 ao custo de: 100 x (R$ 2,66 - 2x R$ 1,38 + R$ 0,55) = R$ 45,00. Tal custo representa a perda máxima que poderia ser incorrida nesta operação.

Assim, se o preço da VALE5, na data do vencimento, ficar entre R$ 40,09 e R$ 43,19 então a operação irá gerar ganhos, sendo que o ganho máximo ocorrerá se VALE5 estiver cotada a R$ 41,64 no vencimento, quando VALEG40 estiver valendo R$ 2,00, o que propiciaria um resultado de 100 x (R$ 2,00-R$ 0,45) = R$ 155,00 (ou um retorno de 344,44%). A grande vantagem nesse tipo de operação é que mesmo se errarmos o “alvo” podemos ganhar um pouco sendo que o risco de perder algum dinheiro é baixo e limitado (no exemplo em R$ 45,00, para um lote de 100 ações, o que ocorreria se VALE5 estiver cotada abaixo de R$ 39,19 ou acima de R$ 44,09).

[ img ]

Finalmente, se no momento em que a operação for montada for estabelecido que o stop será acionado quando o spread for de R$ 0,20, então isto significa que se está disposto a incorrer em perdas de no máximo R$ 25,00. Assim, se outras borboletas de compra (considerando vencimentos posteriores) forem montadas sob condições semelhantes (i.e., recebendo um spread de R$ 0,45) e se for estabelecido o mesmo stop (que é atingido quando o spread for de R$ 0,20), então se para cada sete travas de baixa que forem montadas em seis delas o stop no spread for acionado (e a operação for zerada com prejuízo de R$0,25), mas em uma delas a trava de baixa atingir o ganho máximo (o que significa embolsar um ganho de spread de R$1,55), segue-se que as montagens de uma seqüência de borboletas de compra irão propiciar um ganho esperado de R$ 0,05.

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