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Brasil Foods - BRFS3
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Reposicionamento da Batavo custou R$ 3 milhões à BRF Brasil Foods, projeto durou 18 meses e incluiu reformulação da logomarca, embalagens e novos produtos.

04 de maio de 2012 | 16h 16
Suzana Inhesta, da Agência Estado

SÃO PAULO - SÃO PAULO - Os investimentos da BRF Brasil Foods no reposicionamento da marca do portfólio de lácteos Batavo - que incluem reformulação da logomarca, embalagens e novos produtos - foi de R$ 3 milhões. "Foram 18 meses de desenvolvimento do projeto, com diversas fases. Na verdade, não é um reposicionamento, é uma continuidade da evolução da marca, agora com mais ousadia", afirmou o vice-presidente da unidade de lácteos da companhia, Fabio Medeiros, em coletiva de imprensa realizada hoje.

Segundo o executivo, no quarto trimestre de 2010 o projeto foi criado; no primeiro semestre do ano passado foram feitas pesquisas com consumidores; no segundo semestre de 2011, houve o desenvolvimento dos novos produtos e embalagens, além do lançamento da campanha "Mundo Batavo" e no primeiro semestre deste ano, o anúncio do projeto fechado de posicionamento. "Queremos disputar o primeiro e o segundo lugar do mercado, que hoje são da Nestlé e da Danone. A Batavo é a terceira", declarou a gerente de marca e inovação da unidade de lácteos da BRF, Roberta Morelli.

Questionados se a BRF tem projetos parecidos da Batavo com outras marcas do segmento da companhia, a diretora de Marketing da unidade de lácteos da BRF, Luciane Matiello, explicou que toda essa operação da BRF está se modificando. "A Elegê, que é a líder de mercado em leite UHT, com produção total de 50 milhões de litros de leite, vai passar por algumas mudanças, até pelo tamanho dela no mercado nacional do segmento. Mas o reposicionamento de Batavo será o mais ousado", afirmou, sem dar mais detalhes sobre as alterações de Elegê. Medeiros, no entanto, disse que o trabalho da BRF em leite UHT é criar a percepção de que o produto não é apenas uma commodity, há valor agregado no item.

Segundo dados da BRF, com base em informações do mercado, a indústria de lácteos no mundo tem valor de mercado de US$ 380 bilhões. O Brasil é o quinto maior produtor de leite mundial e responderá por 10% do crescimento mundial nos próximos cinco anos. "O aumento da renda população, com a inserção das Classes C, D e E, tem impulsionado o crescimento do consumo de produtos lácteos no País que, no ano passado, avançou 11% em valor e uma média de 10% nos últimos dois anos. Essas classes contribuíram por 34% do crescimento em volume do mercado no período, pois passaram a incluir em suas cestas de produtos, iogurtes, leites fermentados e aromatizados, sobremesas lácteas, ou seja, itens de maior valor agregado", explicou Medeiros, ressaltando que a unidade de lácteos da BRF tem acompanhado o comportamento do mercado.

"Estamos muito otimistas com as perspectivas de crescimento do setor no País. O primeiro trimestre para iogurtes, onde a Batavo tem mais atuação, foi difícil, mas não há indícios de que 2012 seja ruim", completou o executivo. Ele informou que a expectativa de crescimento para a indústria de lácteos brasileira para este ano é de 10% tanto em volume quanto em receita.

O vice-presidente da BRF também comentou que a empresa hoje tem capacidade instalada suficiente para atender o potencial de crescimento da demanda por esses itens, mas não descarta aquisições. "Olhar outros ativos que podemos comprar é dever de ofício. Mas como somos uma companhia de capital aberto, se tivéssemos em conversas com alguém, já tínhamos avisado o mercado", declarou.

No primeiro trimestre o negócio de lácteos da BRF teve receita líquida de R$ 600 milhões, alta de 0,9% e queda de 10,1% no volume comercializado. O indicador Ebit (lucro antes de juros e impostos) recuou 0,3% ante queda de 0,1% em igual intervalo de 2011. A unidade representa 10% da receita líquida total da BRF e possui 15 unidades para a produção desses itens. Somente da marca Batavo, são duas fábricas: em Bom Conselho (PE) e Carambeí (PR).

Batavo

Na questão de alteração na logomarca, é a quinta vez que a da Batavo muda. As anteriores foram em 2003, com o slogan "Sirva com Carinho"; depois em 2004, com "naturalmente"; 2006, manteve o slogan, mas houve modernização da logomarca e em 2007, foi mudado para "De bem com você". Dessa vez, com o slogan "Pensando para sua natureza", a BRF utiliza da biomimética (ciência que utiliza soluções da natureza para o cotidiano do homem) para o desenvolvimento de suas inovações.

Os novos produtos e as embalagens recentes começaram a chegar no mercado nacional no final de abril. As ações nos pontos de venda, incluindo degustações, serão realizados na segunda quinzena do mês.

Jun 20, 2012 19:28
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Brasil Foods conclui oferta de bonds de dez anos no valor de US$ 250 milhões
20 de junho de 2012 • 18h44
Por: Lara Rizério


SÃO PAULO - A Brasil Foods (BRFS3) concluiu nessa quarta-feira (20) a oferta de US$ 250 milhões de bônus de dez anos no exterior, informou a companhia em comunicado ao mercado. Os bônus, com vencimento em 6 de junho de 2012, foram emitidos com cupom de 5,875% ao ano - yield to maturity de 5,5% - , que serão pagos semestralmente a partir de 6 de dezembro deste ano.

A companhia pretende usar os recursos obtidos com a oferta para estender o perfil de vencimento de sua dívida e para propósitos corporativos em geral.
A Sadia S.A. será a garantidora dos bônus, sendo estes levados a registro pela Brasil Foods na bolsa de Luxemburgo, estando sujeitos à aprovação por parte da última.

http://www.infomoney.com.br/brasilfoods ... 50+milhoes

Jun 22, 2012 20:24
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15h57 : Grupo francês Doux, do setor de frango, busca compradores

PARIS, 22 Jun (Reuters) - O endividado grupo francês do setor de frango Doux está em busca de um comprador para assumir todo o negócio e garantir sua sobrevivência, disse um de seus administradores nesta sexta-feira.

Regis Vaillot disse em comunicado que os administradores queriam evitar o colapso da companhia e também iriam ficar abertos à possibilidade de refinanciamento do grupo, que está 80 por cento nas mãos de seu fundador, Charles Doux.

A companhia, uma das maiores exportadoras de frango do mundo, foi colocada sob proteção judicial em 1o de junho, após dizer que havia suspendido o pagamento a credores.

O grupo havia dito anteriormente que sua dívida de 340 milhões de euros (ou 426,21 milhões de dólares) incluía 200 milhões de euros no Brasil, onde comprou a subsidiária Frangosul em 1998, e 140 milhões de euros que deve ao banco Barclays.

Nesta sexta-feira, a Doux repudiou uma matéria no jornal francês Le Monde de que planejava se dissolver.

Além de empregar 3.400 funcionários na França, a Doux também tem contratos de fornecimento com cerca de 800 criadores de aves.

(US$1=0,7977)

(Reportagem de Pierre-Henri Allain)

Jul 05, 2012 16:33
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16h18 : Exportação de carne de frango sobe 3% no 1o semestre, segundo Ubabef

SÃO PAULO, 5 Jul (Reuters) - As exportações brasileiras de carne de frango somaram 1,98 milhão de toneladas entre janeiro e junho deste ano, cerca de 3 por cento acima do acumulado no mesmo período de 2011, segundo dados da União Brasileira de Avicultura (Ubabef) divulgados nesta quinta-feira.

Segundo as projeções, o total exportado no ano poderá passar de 4 milhões de toneladas, o que seria um novo recorde, superando o registrado no ano passado, de 3,9 milhões de toneladas.

O Brasil é o maior exportador global de carne de frango.

A receita do acumulado em 2012, no entanto, ficou 4,51 por cento abaixo da receita gerada pelas exportações de janeiro a junho de 2011, em um total de 3,819 bilhões de dólares, com preços mais baixos em dólar.

Apesar da alta nos seis primeiros meses do ano, o mês de junho sozinho registrou queda das exportações, com um volume de 307,1 mil toneladas, 7,28 por cento abaixo de junho de 2011.

A receita de junho também teve queda de 21,25 por cento ante o ano anterior, somando 551,9 milhões de dólares.

"Alguns países importaram grandes volumes em maio, mês em que as exportações brasileiras atingiram recorde histórico, com 374 mil toneladas. Essas compras influenciaram o resultado de junho, já que pequenos estoques se formaram na passagem do mês", disse em comunicado o presidente executivo da Ubabef, Francisco Turra.

Turra afirmou que mesmo com a queda na receita mensal, houve um crescimento de 1,6 por cento na receita das exportações em reais no mês de junho, e de 9,4 por cento no acumulado de 2012, devido ao câmbio.

(Reportagem de Patrícia Monteiro)

Jul 23, 2012 16:23
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fonte: http://www.midiasemmascara.org/artigos/ ... pedra.html

O Cade, a BRF e a suinocultura: no meio do caminho tinha uma pedra
Escrito por Klauber Cristofen Pires | 17 Julho 2012
Artigos - Economia

O penoso processo de fusão da Sadia com a Perdigão imposto pelo Cade pode ter levado os suinocultores catarinenses à falência: eis mais uma demonstração dos malefícios do
intervencionismo estatal.


Em 13 de julho de 2011, o Cade finalmente aprovou, por 4 votos a 1, a fusão da Sadia com a Perdigão, após um processo de negociações que vinha se arrastando por cerca de dois anos, e que ao fim resultou em uma série de medidas tão gravosas que por apenas um pouco mais inviabilizaram definitivamente a operação.

Da fusão entre as duas bem-sucedidas empresas, nasceu a holding BRF – Brasil Foods, amputada ainda na maternidade, obrigada que foi a alijar uma parte substantiva dos seus ativos, e submetida a uma severa dieta de participação no mercado.


Nada menos que 10 fábricas de alimentos, 4 abatedouros, 12 granjas, 2 incubatórios de aves, 8 centros de distribuição e 4 unidades de produção de ração terão de ser vendidos, a serem vendidos para uma única compradora; além disso, terá de desfazer-se de nada menos que 12 marcas consagradas pelo público consumidor: Resende, Wilson, Doriana, Texas Burguer, Confiança, Patitas, Escolha Saudável, Fiesta, Delicata, Light & Elegant, Tekitos e Freski.

Acabou? Mal começou: o conglomerado ficou ainda impedido de entrar em campo por três anos para a produção e comercialização no mercado interno de presunto, linguiça, paio, palheta, pernil, lombo e produtos natalinos, em especial, suínos (grifos meus); 04 anos para o salame, e 05 anos para comidas prontas, tais como almôndegas, Mais: a marca Batavo ficou proibida de produzir e comercializar produtos de origem em carne animal, tendo sido limitada ao setor dos produtos lácteos, e finalmente, à holding BRF, restou resignar-se com a proibição de substituir as marcas alienadas e de estabelecer parcerias com o varejo para vendas com exclusividade ou criar pontos de vendas exclusivos.

Será que me esqueci de algum detalhe? No total, a BRF foi decepada em uma capacidade operacional de 730 mil toneladas por ano, o equivalente a 80% da capacidade produtiva da antiga Perdigão. (Fonte: Veja Economia)

Uma pausa para um suspiro e uma reflexão...

Estamos em 2012, exatamente um ano depois, faceando as seguintes manchetes:

Em MT, criadores de suínos desistem da atividade ou buscam alternativas;

Suinocultura: Crise assombra o Oeste catarinense;

Santa Catarina registra R$ 1 bilhão de prejuízo com a crise da suinocultura;

Governo discute medidas de apoio à suinocultura nesta terça-feira (10);

Crise na Suinocultura: ACCS mobiliza produtores para o Manifesto Público em Brasília nesta quinta-feira (12) e outras...(fonte: Notícias Agrícolas)

Será que alguém conseguiu enxergar no cotejo entre as duas notícias alguma relação de causa e efeito? Pois é...

Com o impedimento da BRF de participar do mercado e de forma agravante, de ter de vender um substancial conjunto de ativos para os quais ainda não encontrou um comprador único, naturalmente criou-se um enorme vácuo na cadeia econômica, especialmente danoso para o setor da suinocultura, que tem no estado de Santa Catarina o principal produtor nacional.

Sem haver quem compre a produção, que a beneficie e a distribua para todo o país, naturalmente, somente restou ao produtor ver os preços de sua produção despencarem na cratera logística aberta pelo governo.

Mas pasmem, o preço ao consumidor final, no varejo, longe de ter diminuído proporcionalmente, como seria de se esperar segundo um raciocínio mais ligeiro, curiosamente tomou o rumo inverso e encareceu significativamente, tanto mais quanto mais afastado o mercado consumidor das regiões produtoras. Isto só pode ser explicado logicamente, pelo duro golpe na estrutura logística promovida pela pretensiosa mão estatal do “Super Cade”. Moral da história: o consumidor saiu (muito) mais lesado do que se a fusão entre as duas empresas não tivesse sido submetida a nenhum óbice.

Ademais, os produtos de ambas as marcas, digo, Perdigão e Sadia, vinham sendo oferecidos com um certo equilíbrio entre qualidade e custo, de modo que suas concorrentes, até então, vinham buscando a diferenciação pela priorização de uma ou outra característica, de modo que, dado o novo cenário, as rivais que primavam pelo preço mais acessível viram-se livres para praticar preços mais altos sem ter necessariamente de melhorar a qualidade de seus produtos, ao passo que as concorrentes que se diferenciavam pela qualidade não viram motivo para manchar a reputação perante o público-alvo mais seleto para o qual se especializaram. No frigir dos ovos, o consumidor saiu-se triplamente prejudicado: perdeu o bem da marca favorita e viu-se diante da inglória alternativa de comprar um substituto de pior qualidade por um preço majorado!

Da minha experiência pessoal, há várias marcas para as quais não me contentei com os substitutos e ao final, fossem por ser de qualidade inferior ou de preço não razoável para os meus padrões de consumo, simplesmente abdiquei completamente de adquirir os respectivos gêneros. Portanto, creio ser possível acreditar que outras pessoas de classe média tenham repetido, em maior ou menor grau, o meu comportamento, o que revela uma forma não contábil de empobrecimento relativo ou diminuição da qualidade de vida.

Como tem sido anunciado, o governo catarinense tem acenado com medidas paliativas, tais como a de incluir a carne suína na merenda escolar e de promover campanhas midiáticas enaltecendo o valor nutritivo e os benefícios para a saúde promovidos pelo seu consumo. Da parte do governo federal surgiram propostas de facilitação de créditos, prorrogação de dívidas e diminuição de alguns tributos.

Como sempre, remédios absolutamente ineficazes, e pior do que isto, geradores de ainda novas distorções, a demandar novas medidas de contenção dos indesejados efeitos colaterais, e assim gerando uma insana espiral de insucessos.

Vamos lá, detalhadamente: pra começar, no que me aconselha a prudência a não tomar o lugar de um nutricionista, declino da tarefa de especular o prejuízo alimentar para as crianças da rede escolar que serão submetidas a tal esperável monotonia em seus cardápios, mas do ponto de vista psicológico ou ainda, do mero bom senso, não há quem aguente ingerir carne suína permanentemente, isto sem falar das que não gostam, não consomem por motivos religiosos, e das que não podem consumir por motivo de alergia.

No meu tempo como aluno da Escola de Formação de Oficiais da Marinha Mercante, passei por uma situação semelhante, de modo que não me é difícil imaginar o cenário a porvir: naquela época, o governo do então presidente José Sarney se negava a pagar ágio pela carne bovina cujo preço havia sido congelado por meio do plano Cruzado, de modo que só nos era servido peixe, dia após dia (Arre!), e consequentemente, depois de algum tempo já recusávamos as piscosas porções antes mesmo de nos serem servidas, as quais possivelmente iam acabar parando no lixo.

À parte do empobrecimento não monetário da qualidade de vida dos alunos da rede pública de ensino catarinense, frise-se que uma preferência pela carne suína na merenda escolar só pode ser efetivada por uma concomitante preterição dos outros produtos de origem animal, com injusto prejuízo para os respectivos produtores, resultando afinal que a ação promete ser absolutamente ineficaz do ponto de vista econômico (conquanto o possa ser do político, ou melhor, do politiqueiro...)

Com relação às campanhas midiáticas, há pouco que seja mais nonsense! De partida, é extremamente injusto, senão ilegal ou inconstitucional, que o governo pague por propaganda para beneficiar cidadãos particulares com o dinheiro dos impostos, isto é, tanto de consumidores quanto de não consumidores de carne suína; complementarmente, a medida teria o mesmo resultado que disparar um tiro no ar, já que não se trata de um problema relacionado à rejeição da carne suína pelos consumidores, mas antes, pela impossibilidade ou dificuldade destes de encontrá-la nas gôndolas e balcões frigoríficos, processada ou não processada.

Já o governo federal aponta com soluções ainda mais caquéticas do que o estado sulista, vez que promete encurralar os produtores em uma espiral de endividamentos sem prover-lhes absolutamente nenhuma saída viável da crise que lhes assola.

Na literatura internacional, destacam-se os trabalhos de Dominick Armentano, Thomas DiLorenzo e Mary Bennett Peterson, autores que se empenharam em demonstrar, tanto teórica quanto empiricamente, que todas as empresas processadas pelas leis antitruste nos EUA e por eles pesquisadas, longe de diminuir a produção, aumentar o preço dos seus produtos e serviços e estagnarem tecnologicamente, sempre estiveram focadas em proporcionar ganhos para os seus clientes, progrediram tecnologicamente em uma escala inaudita e baixaram os preços vertiginosamente; que o Shermann Act, a primeira lei antitruste do mundo, nasceu de um lobby de empresários mercadologicamente incompetentes mas politicamente influentes que operaram incomensuráveis prejuízos para a sociedade americana, na forma de cotas de participação, gravames aduaneiros, políticas de preços máximos e de preços mínimos, bem como programas estatais de estocagem de grãos e pasmem, até mesmo de programas de subsídios para que fazendeiros NÃO produzissem! Em uma frase genial, a economista Mary Bennett Peterson sintetizou: “a legislação antitruste não nasceu para proteger a concorrência, mas os concorrentes!”.

Nem só de concorrência vive o mercado, mas também de cooperação, parcerias e de coordenação. Muitas vezes, os concorrentes servem, eles próprios e em conjunto, como fomentadores de um determinado mercado. Como exemplos, lancemos os olhos à rua 25 de Março, em São Paulo-SP, ou à rua Teresa, em Petrópolis-RJ. Nestas ruas compreende-se claramente que o aglomerado de concorrentes favorece o comparecimento da clientela muito mais do que se houvesse um único participante em cada um daqueles lugares.

Nos seus delírios macroeconômicos, os economistas apontam-nos irreais modelos de competição perfeita para defender um cenário de concorrentes atomizados como a solução para o que afirmam ser desejável, isto é, um (jamais alcançável) “equilíbrio do mercado”. Fogo fátuo! Um único participante de um dado mercado inteiramente livre de intervenções estatais está mais sujeito à concorrência do que uma dúzia de comensais em um sistema de mercado autarquizado, pois a qualquer momento podem candidatar-se novos participantes, seja com produtos semelhantes, seja com soluções totalmente inovadoras, tal como Mary Bennet Peterson muito bem elucidou-nos:

Quem de fato pôs o ferreiro da vila fora do mercado, ou mais recentemente, o fez com o vendedor de gelo, ou ainda mais recentemente, com o doceiro da esquina? Muitos podem estar inclinados a dizer que estes empreendedores de outra era foram economicamente vencidos pelos gigantes de Detroit, as grandes utilidades (domésticas), Westinghouse e General Eletric, as redes de alimentos de A&P, Safeway, Grand Union e outros grandes conglomerados. Eu argumentaria, ao contrário, que o real algoz do vendedor de gelo foi o consumidor – a pessoa que comprou um refrigerador elétrico ou a gás. (PETERSON, Mary Bennett. The regulated consumer. The Ludwig von Mises Institute, Auburn Alabama, 2007).

Assim tem sido com a Brasil Foods, um empreendimento que só terá condições de competir com gigantes globais se munir-se dos ganhos de escala advindos da fusão, o que promete servir aos consumidores preços mais baratos e produtos de maior qualidade e mais inovadores.

Causa-me um desconsolo ter tido conhecimento de que os setores atingidos, mormente o da produção suína, estejam a pedir de joelhos ao governo por ajuda na forma de benefícios e privilégios particularizados que nada têm a proporcionar-lhes senão mais dependência e prejuízos, quando deveriam raciocinar se não estão sendo vítimas de pretéritas e malogradas ingerências estatais na economia, sendo o caso especificamente, como os fatos levam a crer, resultantes da desastrada atuação do Cade. Que este singelo artigo alimente o debate e sirva como um botão de parada de emergência para tal vicioso ciclo, eis uma das minhas mais caras esperanças.

Até lá, vou tristemente recitando “No meio do caminho”, de Carlos Drummond de Andrade: “No meio do caminho tinha uma pedra; Tinha uma pedra no meio do caminho;...”

Jul 23, 2012 19:40
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Se o preco dos graos continuarem nesse patamar o 2S vai ser doloroso pra essa aqui :roll:

Jul 23, 2012 20:01
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Pharma escreveu:Se o preco dos graos continuarem nesse patamar o 2S vai ser doloroso pra essa aqui :roll:
e a seca nos eua tá braba hein :twisted:

Jul 24, 2012 15:41
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12h40 : Preços reduzirão demanda por milho e soja para ração--Oil World

HAMBURGO, 24 Jul (Reuters) - Um aumento nos preços de soja e milho nas últimas quatro semanas, que se elevaram a altas históricas, diminuirá a demanda mundial por parte dos produtores agropecuários, à medida que reduzem o número de animais e aumentam a busca por alternativas mais baratas, disse a consultoria especializada em oleaginosas Oil World, nesta terça-feira.

"A recente explosão dos preços dos alimentos levará inevitavelmente à diminuição da demanda no uso de milho e farelo de soja para alimentação animal nos próximos meses", disse a Oil World.

"Uma vez que a quantidade de animais reduza, particularmente suínos, haverá uma base de demanda significativamente menor durante algum tempo, e uma mudança pelo trigo diminuirá o uso do milho e do farelo de soja", acrescentou.

Os futuros da soja na bolsa de Chicago tiveram alta de cerca de 28 por cento no último mês, enquanto o milho subiu cerca de 50 por cento, com a pior seca em 56 anos no centro dos Estados Unidos ameaçando as lavouras.

O forte impacto do clima quente e seco se soma às graves secas que reduziram as colheita de soja no Brasil e na Argentina meses atrás.

"O racionamento da demanda (de soja), nos próximos meses será inevitável, devido aos apertados estoques sul-americanos de soja, e pela deterioração das perspectivas para a safra dos EUA", disse a Oil World.

As exportações norte-americanas, argentinas e brasileiras de soja, no entanto, continuavam fortes até o final de junho, disse a consultoria.

"Para alguns exportadores, os grandes envios recentes servirão em partes como um amortecedor contra a escassez de abastecimento que deve continuar até o início de 2013", acrescentou a Oil World.

"A China, em particular, parece determinada a tomar medidas de precaução, e ao mesmo tempo maximizar suas importações enquanto houver oferta no mercado mundial", disse a consultoria.

Os preços elevados devem diminuir a demanda de soja para ração animal nos EUA e, principalmente, na Europa, enquanto a forte demanda asiática por soja dificilmente cairá, disse a Oil World.

Os preços elevados também estimulariam os agricultores brasileiros e argentinos a semear mais soja, disse a consultoria.

(Reportagem de Michael Hogan)

Jul 31, 2012 13:03
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12h49 : Greve de caminhoneiros afeta indústria avícola

SÃO PAULO, 31 Jul (Reuters) - Os bloqueios realizados pelos caminhoneiros em algumas estradas do Brasil estão afetando o abastecimento de ração para criação de frangos e também o transporte de animais vivos para agroindústrias, informou a União Brasileira de Avicultura (Ubabef).

O abastecimento de outros produtos agropecuários também está ameaçado, com bloqueios registrados em estradas como a Presidente Dutra, que liga o Rio de Janeiro a São Paulo.

"Empresas associadas já relataram problemas com o abastecimento de ração para a criação de frangos, com a retenção de centenas de caminhões devido aos bloqueios. Um descompasso nesse fornecimento é extremamente prejudicial para a produção de uma importante proteína animal", afirmou a Ubabef em nota nesta terça-feira.

O Brasil é o maior exportador de carne de frango do mundo. A carne de frango também é a mais consumida no país, com um consumo per capita de 47,7 quilos por habitante ao ano, segundo dados do setor.

"Outro problema grave diz respeito a animais vivos, já que a produção avícola também depende do transporte de pintos de um dia para as regiões produtoras e, posteriormente, de aves vivas para as agroindústrias", afirmou a Ubabef.

A entidade defendeu em nota que o governo tome medidas para que "se impeça um quadro grave no abastecimento da carne de frango, um dos principais alimentos da mesa do brasileiro".

Os problemas no transporte atingem o setor no momento em que a indústria sofre uma alta de custos, com preços recordes da soja, milho e farelo de soja registrados no mercado internacional em julho, em função da seca que atinge as lavouras norte-americanas.

O presidente executivo da Ubabef, Francisco Turra, estará nesta terça-feira em Brasília para participar de audiência com o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro. No encontro, ele entregará ao ministro um documento com relato da crise vivida pelo setor devido à pressão de custos.

O protesto de caminhoneiros, iniciado na quarta-feira, é contra uma nova regra do governo, que exige que um intervalo de descanso mínimo de 11 horas entre jornadas.

Os líderes do movimento têm uma audiência nesta terça-feira em Brasília com o ministro dos Transportes, Paulo Passos, e, após o encontro a categoria vai definir os rumos da paralisação.

Segundo o setor, há áreas poucas áreas de descanso nas principais rodovias, o que inviabiliza o cumprimento da regra. Além disso, a medida também reduzirá o rendimento dos caminhoneiros.

Os caminhoneiros realizam manifestações e bloqueios desde domingo na rodovia presidente Dutra, uma das mais importantes do Brasil.

Caminhoneiros que tentam furar o bloqueio são ameaçados e alguns veículos são até apedrejados.

Paralisações desse tipo foram realizadas também em outras estradas de São Paulo, no Sul do país e, mais recentemente, no Espírito Santo.

(Por Roberto Samora; com reportagem adicional de Rodrigo Viga Gaier, no Rio de Janeiro)

Ago 09, 2012 12:02
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Frigoríficos amargam perdas de US$ 5 mi por dia com greve
Por conta de paralisação de fiscais, BRF e Aurora já reduziram abates

Érica Polo - Brasil Econômico | 09/08/2012 08:01:53 - Atualizada às 09/08/2012 08:15:36


http://economia.ig.com.br/empresas/agro ... greve.html

Ago 09, 2012 19:24
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15h30 : Milho atinge recorde histórico na bolsa de Chicago

9 Ago (Reuters) - Os futuros do milho na bolsa de Chicago (CBOT) atingiram o valor mais alto de todos os tempos antes da divulgação do relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que na sexta-feira deve cortar as previsões para as safras norte-americanas neste ano, disseram traders.

O contrato da safra nova, base dezembro atingiu o pico de 8,2975 dólares por bushel, o maior já registrado na bolsa de Chicago e acima do recorde anterior de 8,2875 dólares por bushel testado três semanas atrás pela posição setembro.

A pior seca vista em mais de meio século na região produtora de milho dos Estados Unidos deve reduzir a safra daquele país ao menor patamar em cinco anos, segundo pesquisa da Reuters.

Analistas consultados pela Reuters também esperam que o USDA reduza a estimativa para os estoques de milho ao menor nível em 17 anos.

Eles apontam que as produtividades iniciais estão ruins nos poucos campos colhidos em áreas do Meio-Oeste, que representa 75 por cento da área com milho e soja nos Estados Unidos.

"As pessoas estão colocando prêmio de risco antes do relatório amanhã. Produtividades iniciais estão deixando (participantes) vendidos muito nervosos. Há um lote com produtividades registradas abaixo de 100 bushels e isso deixa os participantes mais preocupados", disse Dan Cekander, analista para Newedge USA.

Uma pesquisa da Reuters com 21 analistas estima a produtividade do milho em 127 bushels por acre, no menor nível desde 1997, com a produção na mínima de seis anos.

O relatório de agosto do USDA, que sai nesta sexta-feira às 9h30, ganhou grande importância porque será baseado em pesquisas com produtores e inspeções nos campos pela primeira vez desde que a seca começou a puxar os preços em meados de junho.

(Reportagem de Mark Weinraub)

Ago 09, 2012 21:45
Guga0202 Forista Assíduo
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sei não, mas acho que o 2t12 não será nada bom, pois a escalada dos grãos continua muito forte, bem como a pressão cambial...pior que acho que essa combinação não tá com cara de mudar tão rapidamente.

Ago 10, 2012 0:59
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Guga0202 escreveu:sei não, mas acho que o 2t12 não será nada bom, pois a escalada dos grãos continua muito forte, bem como a pressão cambial...pior que acho que essa combinação não tá com cara de mudar tão rapidamente.
concordo :roll: :?

Ago 11, 2012 20:15
FR4J0L4 Forista VIP
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China vai liberar reservas estatais de arroz e milho
Objetivo do governo chinês é suprir demanda do mercado, informa a Administração Estatal de Grãos do país

Agência Estado | 11/08/2012 12:45:48

http://economia.ig.com.br/2012-08-11/ch ... milho.html

Ago 11, 2012 23:08
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Brazil orders food inspectors key to exports back to work
SAO PAULO (Reuters) - Striking food inspectors who had slowed grain exports were ordered back to work by Brazil's attorney general on Friday as demand for soy and corn from Latin America's largest economy increased to head off a global food shortage.
....
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Ago 12, 2012 16:52
sr. fouquet Forista Assíduo
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...
Editado pela última vez por sr. fouquet em Ago 12, 2012 20:01, em um total de 1 vez.

Ago 12, 2012 20:00
sr. fouquet Forista Assíduo
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sr. fouquet escreveu:
Pharma escreveu:Se o preco dos graos continuarem nesse patamar o 2S vai ser doloroso pra essa aqui :roll:


Um ponto a favor é que os efeitos do aumento no custo das matérias-primas também seriam no caso compensados pelo aumento da receita com exportações. O que impactou o resultado do primeiro tri não foi somente o custo das matérias-primas, sobre os quais a BRF exerce forte controle, por ser a principal consumidora deste mercado, mas a queda do preço do produto em alguns países para os quais ela exporta.

No mercado interno, que é onde a pressão dos custos é mais forte para o produtor, porque você tem não só aumento no custo do milho como queda no preço de aves, a BRF fica praticamente imune, já que as receitas 70% é industrializados.

Ago 12, 2012 20:13
sr. fouquet Forista Assíduo
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Apenas exemplificando: ao longo de vários anos você vê a margem bruta da companhia, tomo a Sadia para estudo, girando em torno de 25%, sem nenhuma forte oscilação causada por aumento ou queda no preço das commodities. O que me parece a resposta para este enigma é que o preço do produto de alguma forma é ajustado diretamente ao seu custo, com as variações de estoque pesando mais para o pequeno produtor e nada ou quase nada para quem determina o preço, ou seja a BRF, o grande player. Não sei se seria uma teoria da conspiração, mas não vejo a empresa presa a commodities como outras produtoras de alimentos. Ao longo de vários anos, você vê a venda de aves para o mercado externo crescendo e o seu preço superando a inflação (no caso, o próprio custo do milho).

Ago 13, 2012 20:34
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xiii, a coisa tá preta!

BRFS3 - Resultado do 2º Trimestre de 2012

A empresa anunciou lucro líquido de R$ 6,4 M no 2° trimestre de 2012, uma variação de -95,8% em relação ao primeiro trimestre de 2012 e redução de 98,7% em relação ao segundo trimestre de 2011. A receita líquida atingiu R$ 3,4 B no segundo trimestre de 2012, crescimento de 4,4% em relação ao 1T12 e crescimento de 10,7% em relação ao 2° trimestre de 2011.

Evolução frente ao mesmo trimestre do ano anterior:
Receita Liq Vendas 8,7%
Custo prod vendidos 13,1%
Resultado Bruto -4,6%
Resultado Operacional -45,3%
Lucro liquido -98,7%
Patrimonio liq -1,4%

Principais indicadores anuais:
P/L 39,39
P/VP 1,79
Div. Yield 1,72%
Payout 68%
Marg. Bruta 24%
Marg. Líquida 2,4%
ROE 4,5%
EV / EBIT 21,28
Liquidez Corr 1,51
Div Br/ Patrim 0,69
Preço alvo - PSBe 47,90

Ago 13, 2012 20:52
sr. fouquet Forista Assíduo
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O resultado foi em linha com o 1t12 e demonstra a pressão dos custos e a dificuldade de repasse no preço das exportações... Margem ebitda de 8% me parece saudável. Em volume o resultado foi até expressivo considerando as exportações., com elevação de 22% em aves. Vejam o que diz a companhia:

Mercado interno
As vendas no mercado interno atingiram R$ 3,0 bilhões, 6,9% superior, com volumes 0,7% superior e preços médios 6,2% acima.

Mercado externo
As exportações registraram R$ 2,8 bilhões, 10,5% acima do 2T11, apesar da pressão ainda vivenciada no mercado Japonês, em função da situação dos maiores estoques locais. O mercado externo vem mostrando recuperação gradativa. Os volumes de vendas ficaram 10,3% superiores e o preço médio em reais 0,2% acima. Apesar do câmbio melhor para as exportações, os preços em dólares ficaram 17,7% menores, enquanto o custo médio cresceu 6,2%, o que refletiu no resultado operacional que saiu de R$ 200,2 milhões para R$ 64,2 milhões...

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