Maquinho escreveu:Entrada da Vinci na PDG será anunciada hoje, diz fonte
SÃO PAULO - A entrada da Vinci Partners na capitalização da PDG Realty será anunciada hoje à noite, segundo fonte. A expectativa é que a Vinci participe do aumento de capital da companhia mesmo se não puder subscrever a fatia de 54,8% dos bônus
http://www.valor.com.br/empresas/280894 ... -diz-fonte
Dança das cadeiras da OGX derruba ação, Vale também cai; veja destaques
Em dia de forte queda no mercado, PDG destoa lidera os ganhos do Ibovespa após ações "sumirem" do banco de aluguéis
Por Felipe Moreno |17h48 | 29-08-2012
SÃO PAULO -
As ações da Vale (VALE3; VALE5) e OGX Petróleo (OGXP3) puxaram o desempenho do Ibovespa para baixo na sessão desta quarta-feira (29) com expressivas quedas nesta sessão. Assim, o índice recuou 1,78% para os 57.369 pontos e viu apenas três ações registrarem ganhos de mais de 1%. O destaque positivo, mais uma vez, ficou com os papéis da PDG Realty (PDGR3), que avançaram 6,39% aos R$ 3,83.
Os papéis ordinários da Vale recuaram 3,69%, aos R$ 32,67, enquanto os preferenciais caíram 3,80%, terminando aos R$ 32,11. Esses papéis mostraram um pouco de alívio na pressão vendedora, e fecharam distantes da mínima diária. No intraday, ambas chegaram a cair mais de 4%. Além disso, o volume financeiro movimento por VALE5 chegou a R$ 954 milhões, bem acima da média diária dos últimos 21 pregões, em R$ 615 milhões.
A empresa é pressionada por diversos fatores, que vão desde os próprios fundamentos da companhia e do setor até mesmo à análise dos preços das ações. "Tanto fundamentalisticamente quanto tecnicamente a situação não é boa", afirma Leandro Martins, analista-chefe da Walpires Corretora. O papel perdeu a região dos R$ 34,00 - que tem agido como suporte desde 2009.
Isso é reflexo das fortes quedas do preço de minério de ferro, que perderam mais de 25% no valor em um mês. A commodity vem de algumas fortes nas últimas sessões, depois de perder o importante patamar de US$ 100 por tonelada ainda essa semana. Cotado próximo de US$ 120 no mês anterior, o minério já chegou a encostar nos US$ 90,3 - uma queda de aproximadamente 25% nesse meio tempo.
Dança das cadeiras na OGX Petróleo
As ações da OGX registraram forte queda, após a empresa revelar alterações em sua diretoria. Conforme comunicado ao mercado, o diretor de exploração Paulo Ricardo deixa o cargo para dar lugar à Paulo de Tarso Martins Guimarães. O papel OGXP3 registrou perdas de 8,40%, aos R$ 6,00. No seu pior momento do dia, ele chegou a uma desvalorização de até 9,92% no intraday, aos R$ 5,90.
"Toda mudança relacionada à direção da companhia, que está em cima de projetos, gera desconfiança no mercado", dizem Bruno Piagentini e Marco Aurélio Barbosa, da Coinvalores. Isso acontece independente da capacidade técnica do novo diretor, afirmam, já que incrementa ainda mais a desconfiança que já existe entre o mercado e a empresa.
Mais cedo, o colunista da Veja Lauro Jardim publicou que Paulo Mendonça, ex-presidente da OGX, foi demitido. Após o anúncio sobre a produção abaixo do esperado no campo de Tubarão Azul, Mendonça foi retirado do cargo e era mantido como assessor especial de Eike. Luiz Carneiro foi conduzido para o seu lugar, com a missão de consolidar a capacidade de produção da empresa.
PDG dispara com "sumiço" no banco de aluguel de ações
As ações da PDG Realty tiveram forte valorização de 6,39%. O movimento pode ter apoio nos rumores de que Vinci Partners será mesmo a maior acionista da PDG. Conforme a imprensa nacional, informações preliminares da transação proposta pela gestora para se tornar sócia da construtora e injetar R$ 436 milhões no caixa da companhia indicavam que as condições mínimas estabelecidas pela Vinci já estavam garantidas.
Para Henri Evrard, analista da Infinity Asset, essa é uma notícia positiva para a companhia - e ajuda a reduzir a pressão de venda às ações. "Estamos nos finalmentes desta operação, e isto pode ser bastante positivo", afirma.
Ele, porém, lembra que outro fator pode estar ajudando a fazer PDGR3 a registrarem novas altas: as ações sumiram do BTC, o Banco de Aluguéis de Ações. Com isso, a necessidade de alguns investidores que estavam "vendidos" na ação em zerar a operação pode ter disparado uma pressão compradora do ativo, explica Evrard. "Isso pode fazer com que tenhamos algumas zeragens compulsórias, colocando pressão altista em PDGR3", explica.
"Família X" segue a tendência da OGX
Além disso, todo esse cenário também prejudica as ações da MMX Mineração (MMXM3), que recuaram de 4,09% e fecharam cotadas a R$ 5,40 - uma empresa que responde à praticamente os mesmos fundamentos da Vale. A mineradora de Eike Batista, porém, é pressionada também é pressionada pela situação da OGX.
Entre as empresas "X", Apenas a MPX Energia (MPXE3) viu seus papéis avançarem. MPXE3 teve ganhos de 3,27%, terminando aos R$ 12,30.
CCX Carvão (CCXC3) viu as suas ações recuarem 5,95% aos R$ 3,48, OSX Brasil (OSBX3) perdeu 2,96% de valor de mercado e viu suas ações terminarem R$ 11,15. Já as ações da LLX Logística (LLXL3) recuaram 0,94% para R$ 3,15. "Tudo isso na minha opinião mostra grande confusão dentro do grupo EBX", finaliza Martins.
HRT aproveita espaço
Por sua vez, as ações da HRT Petróleo (HRTP3) tiveram ganhos de 8,33%, terminando aos R$ 4,68. Além de devolver parte das perdas de 7,69% da véspera, a petrolífera pré-operacional pode estar se aproveitando de um movimento migratório de investidores da OGX. "Não vi nenhum fato relevante, mas pode ser uma migração entre investidores de OGX, Petrobras (PETR3; PETR4) e HRT", destaca Nataniel Cezimbra, analista do BBInvestimentos.
Para ele, esse pode ser um efeito de alocação no mercado, já que todas as petrolíferas recuaram nesta sessão. Os papéis ordinários da Petrobras tiveram queda de 0,36%, terminando aos R$ 21,97, enquanto os preferenciais registraram perdas de 0,61%, terminando aos R$ 21,21. As ações da Queiroz Galvão E&P (QGEP3) perderam 0,97% de valor de mercado e fecharam aos R$ 11,19. Mas o cenário para HRT continua nebuloso, adverte Cezimbra. "Existem muitas incertezas em relação a HRT, como se vai dar a exploração e a comercialização da gás", destaca.
Maior alta do ano, Sabesp cai com processo da CVM
Depois de rumores sobre um processo da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) envolvendo a companhia, as ações da Sabesp (SBSP3) terminaram entre as quedas da sessão. Os papéis da companhia de saneamento de São Paulo recuaram 2,16%, valendo R$ 89,61. Na mínima do intraday, os ativos SBSP3 apontavam desvalorização de 2,75%, aos R$ 88,69.
Mesmo com isso, SBSP3 registra a maior valorização do ano dentre as ações que fazem parte do Ibovespa, acumulando até esta quarta uma alta de 78,52%, enquanto o índice sobe apenas 1,08%. Segundo matéria do Valor Econômico, a autarquia resolveu encarar um assunto de 20 anos em um processo aberto, no qual o governo do Estado de São Paulo, como controlador da Emae (Empresa Metropolitana de Águas e Energia), é acusado de ter descumprido a Lei das Sociedades por Ações.
Isso porque, segundo o periódico, o governo paulista teria aceitado transações que privilegiaram - e ainda privilegiam - a Sabesp, em detrimento à Emae, companhia que administrava e à qual tinha o dever de defender os interesses. Para o analista da Omar Camargo, Felipe Rocha, a notícia unida a uma realização de lucros explicam o desempenho negativo da ação. "O papel vem performando bem nos últimos tempos, por conta do processo de alteração na política de preços. Com a notícia, é natural que alguns investidores aproveitem para embolsar parte dos ganhos", destacam.
ALL fora dos trilhos
Já as ações da ALL (ALLL3) caíram 5,14%, cotadas a R$ 9,22, refletindo as especulações de uma possível relicitação de ferrovias. Notícias dão conta de um estudo por parte do governo federal de um complexo reequilíbrio econômico-financeiro para as atuais concessionárias de ferrovias, que irão abrir mão de trechos de malha que administram altualmente em favor do novo modelo anunciado pelo PNLI (Plano Nacional de Logística Integrada).
O objetivo seria relicitar tais malhas, de forma a incentivar maiores cargas de investimentos nas ferrovias. A formalização destas medidas, na opinião da XP Investimentos, terá impacto negativo sobre as ações da ALL, uma vez que o trecho operado pela companhia (que liga São Paulo a Rio Grande do Sul) seria afetado.
"A ALL nega qualquer discussão com o governo a respeito destas medidas, mas suas ações devem continuar refletindo o andamento deste assunto com maior volatilidade", afirma a equipe de análise da corretora.
http://www.infomoney.com.br/mercados/ac ... m-cai-veja